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Posts por data fevereiro 2014

Cinema / HQ / Marvel

Os Guardiões da Galáxia: os Rolling Stones da Marvel

GuardiõesRollingStones

Na mais recente edição da revista Empire, aquela com as 25 capas diferentes dedicadas a X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, o James Gunn, diretor de Guardiões da Galáxia explicou os protagonistas da sua produção: “Se os Vingadores são os Beatles, o Guardiões são os Rolling Stones”. O trailer do filme saiu ontem a noite e já devo ter visto umas dez vezes. Gostei bastante da pegada bem-humorada. Já assistiram?

A cena de abertura com o Peter Quill não te fez lembrar de alguma outra clássica? Hein? Ouvi alguém aí dizer a cena inicial de Caçadores da Arca Perdida?

Mais pra frente posto aqui uma conversa que tive com o Mike Deodato, brasileiro desenhista da Marvel, sobre as adaptações de quadrinhos da editora. Sobre Guardiões da Galáxia ele comentou: “Vai ser o grande teste deles. Se conseguirem fazer sucesso com personagens tão desconhecidos, o estúdio ficará entre os maiores do mundo em termos de poder e influência, acredito”. Pode ser isso mesmo. E lembrando que por mais conhecido que O Homem de Ferro fosse antes de 2008, quando o primeiro filme foi lançado, o personagem só ganhou fama e simpatia mundial depois de ser encarnado pelo Robert Downey Jr. Talvez lá pra 2018, Guardiões da Galáxia seja a série de filmes super-herói/sci-fi mais cool já lançada.

E tem outra. O contrato do Robert Downey Jr. com a Marvel termina em Vingadores 3. Ou seja, a princípio, só teremos ele como Homem de Ferro em mais uma produção. Os únicos personagens que chegaram perto do carisma dele nos filmes da Marvel são o Hulk do Mark Ruffalo e o Loki do Tom Hiddleston, mas nenhum carregando uma história nas costas. Os cinco Guardiões parecem ser puro carisma. Nos quadrinhos, o que mais gosto da Marvel é a vibe urbana, mas o futuro dos filmes da editora tá no espaço.

GuardiõesAbbeyRoad

E por mais que o James Gunn diga que os Guardiões sejam os Rolling Stone, o frame aí de cima tá bem Abbey Road, né não? hehe

Literatura

A capa americana do novo livro de Haruki Murakami

NovoMurakami

Colorless Tsukuru Tazaki and His Years of Pilgrimage é o mais recente livro de Haruki Murakami, foi lançado no Japão em abril de 2013. Hoje a editora americana do escritor confirmou o lançamento do livro em inglês pra agosto de 2014, mas a edição já está em pré-venda na Amazon. Aqui tem umas imagens da capa da edição japonesa, qual você prefere? Daí que vi essa notícia do lançamento do livro nos Estados Unidos, fui procurar umas coisas sobre o Murakami e acabei esbarrando com esse documentário da BBC sobre ele, produzido em 2011. Bem massa, olha aí:

Cinema / Entrevistas / Matérias

Vida longa aos zumbis

Entrevistei pra edição de janeiro da Galileu o cineasta Alexandre O. Philippe. Ele é o responsável por alguns dos documentários mais bem-humorados e inteligentes dos últimos anos, como O Povo Contra George Lucas e A Vida e os Tempos de Paul, O Polvo Vidente. Ele vai lançar, ainda em 2014, Doc of the Dead, sobre a relação entre a cultura pop e os zumbis. Bem legal a conversa com ele. Olha aí:

EntrevistaZumbis

Vida longa aos zumbis

O diretor Alexandre O. Philippe se especializou em documentar nichos da cultura pop — e agora irá falar sobre o culto aos mortos-vivos

documentário de estreia do franco-suíço Alexandre O. Philippe foi lançado em 2003 e conta a história de uma galinha zumbi. Ou quase isso. Em setembro de 1945, um fazendeiro do Colorado resolveu servir um frango assado para sua sogra. Ele cortou parcialmente a cabeça do galo Mike e o corpo da ave saiu correndo pela sua cozinha. A criatura viveu decapitada ao longo de 18 meses e sua história pode ser assistida em Chick Flick: The Miracle Mike History.

Dez anos depois, ele termina o que pretende ser o registro definitivo sobre a cultura zumbi, em Doc of the Dead (Documentário dos Mortos). Em seu currículo também constam Earthlings (2004), sobre os fãs de Jornada nas Estrelas, The People Vs George Lucas (2010), com o embate entre o criador de Guerra nas Estrelas e seus súditos, e o excêntrico A Vida e os Tempos de Paul, o Polvo Vidente (2010), protagonizado pelo molusco adivinho da Copa da África do Sul. Em entrevista por telefone a GALILEU, o cineasta ressaltou a importância de preservar a cultura pop.

O que dá para adiantar sobre seu Doc of the Dead?
Sua versão final fica pronta em janeiro. Será o documentário definitivo sobre a cultura zumbi, tratando do assunto por uma perspectiva bem ampla. Começando pelos zumbis da religião vodu, passando pelos filmes de George Romero e pelos blockbusters que deram origem a todo esse culto recente.

Como você analisa a recente popularização dos zumbis?
Eles foram alternativos durante muito tempo. Em locadoras, os filmes de zumbi ficavam num cantinho escuro que as pessoas não costumavam frequentar. A virada aconteceu no início dos anos 2000, quando surgiu [a série]Walking Dead, O Guia de Sobrevivência Zumbi, Guerra Mundial Z [dois livros de Max Brooks, o último virou filme], convenções de fãs de zumbis… Toda cultura de fã possui o que chamo de “ponto de virada”: há várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e não dá pra parar, é como uma avalanche e leva todos os seus seguidores juntos. Geeks e fãs sempre existiram, mas nem sempre se expõem. Quando um determinado grupo de pessoas se sente à vontade para assumir com orgulho seus gostos, a mídia se aproxima, outras pessoas ficam interessadas e o fenômeno cresce. É quando ocorre o “ponto de virada”. Hoje é cool ser nerd ou geek e não importa qual a sua obra de culto. As pessoas te aceitam.

A indústria do entretenimento é cíclica. Qual o futuro dos zumbis?
Não sei se é possível prever. É como a bolsa de valores. Algumas pessoas já cogitaram o fim, mas a moda continua crescendo. São fenômenos imprevisíveis. As pessoas fazem filmes de zumbis há anos e hoje o Arnold Schwarzenegger está filmando um, o Elijah Wood também. Filmes de zumbis tratam de metáforas muito adaptáveis. Acho que as pessoas estão apenas começando a ver o potencial do tema e não veremos seu final tão cedo.

Seus documentários tratam de temas que envolvem muita paixão e fanatismo. Há um padrão na origem desses cultos?
Talvez o padrão seja exatamente a paixão. Precisamos dar mais atenção para as coisas que nos fazem sorrir. Perdemos cerca de 50% dos filmes produzidos antes da década de 50. Claro, filmes deterioram, mas demoraram décadas para que as pessoas notassem que filmes são produtos culturais importantes. Não podemos deixar que a mesma coisa aconteça com a cultura pop, ela precisa ser documentada e preservada. E também apreciada e não vista como um prazer com culpa.

Além do fanatismo, os seus documentários tratam de assuntos um pouco excêntricos. Como você escolhe os temas?
São esses temas que caem no meu colo [ri]. São sempre relacionados à cultura pop e estão em voga, precisam ser abordados naquele instante. Eles envolvem discussões passionais e questões que ainda não foram abordadas com a profundidade necessária. Quando filmei Paul, as pessoas da minha equipe não acreditavam que aquilo poderia resultar num documentário. Ele trata de um momento muito específico e restrito da nossa história. O mesmo acontece com os zumbis. As pessoas que não entendem essa cultura podem achar ridículo, mas quero apresentar um olhar diferente. Hoje, 12 anos após meu primeiro documentário, percebi que minha missão talvez seja fazer as pessoas verem a cultura pop de uma maneira diferente.

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