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Posts com a tag Juscelino Neco

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A Você Eu Desejo, por Juscelino Neco

O Juscelino Neco produziu uma das melhores HQs de 2018 com um painel composto por dez quadros batizado A Vida Não me Assusta, uma mensagem necessária de esperança e otimismo compartilhada logo após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais daquele ano. Inclusive listei o quadrinho no meu ranking do Grampo 2019.

O autor de Matadouro de Unicórnios e Parafusos, Zumbis e Monstros do Espaço repete a dose em um painel de nove quadros com o título A Você Eu Desejo. Outra pérola encorajadora para os tempos nefastos que estamos vivendo. Desde já, uma das grandes HQs de 2020.

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Cadeado: a coleção Ugrito chega à 10ª edição com HQ de Juscelino Neco

O pessoal da Ugra acabou de anunciar: a 10ª edição da coleção Ugrito é assinada pelo Juscelino Neco, foi batizada de Cadeado e será lançada amanhã, no Dia do Quadrinho Nacional da Ugra. Já li a HQ e caramba…Matadouro de Unicórnios foi uma das minhas leituras preferidas de 2016, Cadeado vai na mesma onda, mas sem as investidas pontuais de humor do álbum publicado pela Veneta. A história é uma paulada acompanhada do traço sempre elegante do quadrinista. Recomendo demais, viu?

HQ

## Retrospectiva Vitralizado 2016 ## Matadouro de Unicórnios (Veneta), por Juscelino Neco

O Juscelino Neco é outro autor que estarei no aguardo de qualquer obra que ele for produzir. Não tem ninguém no Brasil hoje escrevendo e desenhando sobre terror e bizarrices como ele. Matadouro de Unicórnios é a principal prova disso: tá explícito no quadrinho o tanto de repertório cultural que Neco tem pra tratar dos temas da obra. Não tem uma vírgula solta por ali, nada sem razão de ser. E putz, como é belo e moderno o traço da HQ.

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Jesus pode te amar mas só Feliciano te quer, por Juscelino Neco

Fui ali perguntar pro Juscelino Neco qual o título dessa pérola aqui em cima, publicada por ele agora pouco no Facebook. A resposta veio na hora: “Jesus pode te amar mas só Feliciano te quer”. Não fosse das figuras mais repulsivas da nossa realidade, eu não estranharia o pastor-deputado saindo das páginas de quadrinhos assinados pelo autor de Zumbis para Colorir, Parafusos, Zumbis e Monstros do Espaço e Matadouro de Unicórnios. Certeza que ele ia se encontrar fácil ali no meio de serial killers, alienígenas assassinos e mortos-vivos sedentos por carne humana. Boa, Juscelino.

Entrevistas / HQ

Papo com Juscelino Neco, o autor de Matadouro de Unicórnios: “O limite da violência gráfica é a consciência do autor”

A recém-lançada Matadouro de Unicórnios é a primeira HQ de Juscelino Neco em seguida ao blockbuster internacional Zumbis para Colorir. Antes do álbum de 2015 chegar a países da Europa e em Taiwan, o quadrinista publicou Parafusos, Zumbis e Monstros do Espaço. O terceiro quadrinho de Neco publicado pela Veneta escancara de vez o gosto do autor por produções B de terror e apresenta um dos protagonistas mais repulsivos da história recente dos gibis nacionais.

Sobre um ghost writer transformado em assassino serial e autor de sucesso, Matadouro de Unicórnios mostra a colisão de alguns mundos. É um choque entre os filmes recentes de Woody Allen sobre sorte, azar e casualidades com as comédias dramáticas de erros dos irmãos Coen. Os traços e os design de páginas práticos, funcionais e modernos do quadrinho dialogam com o trabalho de autores em ascensão na indústria de HQs, como o norte-americano Box Brown.

Pesquisador e estudioso da história dos quadrinhos, Neco criou uma trama explicitamente inspirada em gibis de terror publicados na década de 30 e de gostos duvidosos já naquela época. Matadouro mistura influências de clássicos da editora EC Comics com elementos de obras italianas do gênero Giallo. O resultado é uma HQ chocante e extremamente divertida. Bati um papo por email com Juscelino Neco. Ele falou sobre as origens do gibi, suas inspirações na produção do quadrinho, violência gráfica e próximos projetos. Papo bem bom. Ó:

“Acho que violência gráfica é uma das coisas mais divertidas que existem e o único limite é realmente a consciência do autor”

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