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Cinema

Under the Skin

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Se tivesse de apostar hoje quais serão os lançamentos pelos quais 2014 será lembrado, um que estaria na minha lista é Under the Skin. O filme tá marcado pra sair no Brasil no dia 15 de maio, mas acabei de sair de uma sessão aqui em Londres. Quando penso nas cores mórbidas da fotografia e dos cenários do filme e no enredo maluco, diria que a referência mais óbvia são os trabalhos do David Lynch. No entanto, a produção de Jonathan Glazer não tem um pingo sequer do bom-humor excêntrico das obras do criador de Twin Peaks. O longa adapta o livro homônimo do escritor holandês Michel Faber e é macabro do início ao fim. Scarlett Johansson interpreta uma alienígena enviada à Terra para seduzir e sequestrar homens solitários. As vítimas da criatura são capturadas, drogadas e suas carnes viram alimento para extra-terrestres. O processo de captura das presas ocupa grande parte do roteiro: a protagonista viaja a noite por ruas e estradas da Escócia, puxa conversa com pessoas andando sozinhas e faz várias perguntas ao indivíduo. Caso ele faça seu perfil, ela seduz seu interlocutor, leva para sua casa e o entrega aos seus superiores.

As origens do personagem de Scarlett e de seus companheiros alienígenas não são reveladas. Enquanto ela dirige seu furgão e prepara suas armadilhas, outros viajantes espaciais cobrem os rastros e as ações de sua principal isca. Premiado por seus vídeo-clipes e comerciais, o inglês Jonathan Glazer está apenas em seu terceiro longa em Under the Skin. Os anteriores foram Sexy Beast e Reencarnação. Sua ficção científica foi indicada aos prêmios máximos do Festival de Veneza e do Festival de Cinema de Londres em 2013. Não levou. O filme não é nenhuma obra-prima, mas apresenta uma perspectiva extremamente original em seu gênero e talvez a melhor atuação da vida de Scarlett Johansson. Não espere uma grande reviravolta ou uma surpresa apoteótica no fim, mas o roteiro toma um rumo inesperado em seu terceiro ato. Pare de ler qualquer texto que entregue mais do que uma sinopse extremamente básica. No site, no instagram e no tumblr do longa têm uma série bem bonita de pôsteres e imagens do filme – todas ligadas ao enredo, mas sem qualquer spoiler.

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Cinema

10 anos de Encontros e Desencontros: o que Bill Murray diz para Scarlett Johansson na cena final

LostInTranslation

Encontros e Desencontros foi lançado nos Estados Unidos dia 3 de outubro de 2003 e até hoje tá em aberto o que o Bill Murray teria dito a Scarlett Johansson na cena final do filme. A Carol me mandou um post do Vulture com algumas teoria sobre qual teria sido a fala definitiva de Bob Harris. Como o site lembra, a própria Sofia Coppola não sabe o que foi dito: a cena foi improvisada e partiu de Murray a conversa ao pé do ouvido, dá uma olhada no roteiro original. Saca só algumas das ideias que você esbarra na internet, começando pela cena original, sem edição:

Aí vem a teoria mais aceita. Não dá pra ter certeza se procede, mas é a mais parecida e coerente com o desenrolar da história. De acordo com o vídeo, Bob Harris teria dito: “Eu preciso ir, mas não vou deixar isso nos atrapalhar. Ok?”. Tá no próximo vídeo:

A próxima merece crédito por reconhecer que, provavelmente, é impossível identificar um trecho da fala. O resto seria:  “Eu te amo. É o melhor que posso [???]. Em algum momento, ele precisa dizer pra ela”.

Aí vem outras possibilidades, que sempre terminariam com “diga a verdade” ou “diga a verdade para ele”, em referência ao personagem do Giovanni Ribisi, John, marido da Scarlett Johansson no filme.

A primeira seria “Não voltarei a te ver até a próxima [publicidade] da Santori. Vá e diga a verdade para ele, ok?”

A seguinte: “Você sempre será uma mulher independente, não fique maluca. Diga a verdade, ok?”

E a terceira: “Quando John estiver esperando a próxima viagem de negócios…vá até aquele homem e diga verdade. Ok?”.

Além dos vídeos, há umas outras maluquices cogitadas. Uma surgida via Reddit fala em viagem no tempo: Bob Harris na verdade seria o marido de Charlotte, vindo do futuro após perceber a pouca atenção dada à esposa. Ele faz o comercial pra bancar os custos caros da viagem temporal e não dá em cima dela pra não arruinar o casamento no presente. Quando ele percebe como era ausente e ela tinha uma vida infeliz, ele sugere que o marido não é bom o suficiente e ela deveria buscar felicidade por conta própria.

Alguém também sugere que a cena final é um sonho de Bob Harris. Ele pensando o que diria para Charlotte caso voltasse a encontrar com ela.

Mas uma boa diz respeito a uma lenda sobre Bill Murray. Dizem que ele gosta de se aproximar por trás de estranhos na rua, tampar seus olhos e perguntar “adivinha quem é?”. Quando a pessoa desiste e ele revela a identidade, ele diz “Ninguém nunca vai acreditar em você” e vai embora. Aí, mais uma vez no Reddit, alguém propõe que é esse o conteúdo do sussuro: “Ninguém nunca vai acreditar em você, então diga a verdade” hehe