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Posts com a tag Art Spiegelman

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Mais de uma hora de conversa entre Art Spiegelman, Francoise Mouly e Jeff Smith sobre os 35 anos da RAW

A revista RAW foi editada por Art Spiegelman e Françoise Mouly entre 1980 e 1991. Período mais do que suficiente para que a publicação imprimisse vários clássicos dos quadrinhos mundiais, como os primeiros capítulos de Maus e o conceito original de Here. Por lá também deram as caras trabalhos de Chris Ware, Alan Moore, Lynda Barry, Charles Burns e mais um monte de gente foda. Para lembrar os 35 anos de lançamento da revista, os responsáveis pela edição de 2015 do Cartoon Crossroads Columbus organizaram um bate-papo entre Spiegelman e Mouly mediado pelo Jeff Smith. Foi mais de uma hora de conversa e o papo tá na íntegra no Youtube. Ó:

O Art Spiegelman também aproveitou o evento para visitar uma biblioteca de Ohio que tem algumas cópias de um fazine feito por ele quando tinha 15 anos. Gravaram um depoimento dele sobre a publicação. Saca que foda:

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WORDLESS! O show de Art Spiegelman sobre a origem das graphic novels

Você sabia da existência de WORDLESS!? É um espetáculo organizado pelo Art Spiegelman sobre a origem das graphic novels. Descobri o evento graças a esse post aqui do pessoal do Flavorwire. Eles conversaram com o autor de Maus e com o músico Phillip Johnston, que explicaram a dinâmica da projeto: enquanto o Spiegelman fala sobre seus estudos sobre o despertar do que ele entende como graphic novel e a história desse termo, uma banda de jazz orquestrada por Johnston faz a trilha sonora ao vivo da apresentação. Coisa fina. Dia 13 de março eles estarão no palco do teatro Miller da Universidade de Columbia em Nova York para fazer mais uma vez a apresentação. Se estiver de bobeira em Nova York (hehe) ainda tem ingressos a venda, custando entre US$25 e US$45, olha aqui. Vale bastante a pena dar uma lida na entrevista no Flavorwire, que também postou esse vídeo com uma prévia do show:

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Dez quadrinhos biográficos

Listei pro site da Galileu dez quadrinhos biográficos que poderiam ser vetados caso o Código Civil brasileiro valesse em todo mundo. Só coisa boa, todos disponíveis aqui no Brasil, com alguns clássicos e outras pérolas mais recentes. Saca só.

Biografias: até quadrinhos poderiam ser vetados

Listamos dez gibis que poderiam não ser publicados caso o Código Civil brasileiro valesse em todo o Mundo

por Ramon Vitral

O estrago seria imenso caso a batalha das biografias alastrasse para o mundo das histórias em quadrinhos. Se o Código Civil brasileiro valesse ao redor do mundo em relação à exigência de autorização dos biografados ou seus familiares antes da publicação de uma obra, alguns clássicos recentes dos quadrinhos poderiam não ter sido publicados.

Além de autobiografias aclamadas do gênero, como Persépolis, de Marjane Satrapi, e Retalhos, de Craig Thompson, há uma imensa leva de gibis contemporâneos protagonizados por artistas, atletas, personalidades históricas e pessoas próximas aos autores das obras. Listamos alguns quadrinhos que poderiam não ter acontecido caso a lei brasileira fosse padrão no mundo.

Maus, de Art Spielgeman (Companhia das Letras): vencedor de um Prêmio Pulitzer especial em 1992, o quadrinhos narrado pelo autor conta a história de seu pai Vladek Spielgeman (1906-1982), um judeu polônes sobrevivente do holocausto.

Kiki de Montparnasse (Record), de Cate e José-Louis Boucquet: a vida da atriz, cantora, pintora e modelo francesa Alice Prin (1901-1953) foi contada nessa biografia focada principalmente nos anos da artista como musa do bairro parisiense de Montparnasse.

Che – Os Últimos Dias de um Herói (Conrad), de Hector Oesterheld e Alberto Breccia: lançado em 1968, em seguida à morte de Che Guevara (1928-1967), a HQ resultou em problemas para seus autores, que passaram a ser perseguidos pelo governos ditatoriais de seus países.

O Zen de Steve Jobs (Devir), de Caleb Melby: o quadrinho foca na relação entre Steve Jobs (1955-2011) e um de seus gurus, o monge zen budista Kobun Chino Otogawa (1938-2002), mostrando como o fundador da Apple aplicou nos seus negócios os ensinamentos de Kobun.

Kafka de Crumb (Desiderata), de Robert Crumb e David Zane Mairowitz: mistura de ensaio com quadrinhos, o álbum narra a vida e adapta alguns trechos de livros do escritor Franz Kafka (1883-1924), autor de clássico das literatura mundial, como O Processo (1925).

Johnny Cash: Uma Biografia (8Inverso), de Reinhard Kleist: o quadrinista alemão Reinhard Kleist utilizou canções do músico Johnny Cash (1932-2003) para narrar passagens importantes da vida do cantor, como uma apresentação numa penitenciária em 1968.

O Boxeador (8Inverso), de Reinhard Kleist: do mesmo autor da biografia de Johnny Cash, o gibi conta a história de Hertzko Haft (1925-2007), um judeu polonês que começou sua carreira de boxeador no campo de concentração de Auschwitz.

A Arte de Voar (Veneta), de Antonio Altarriba e Kim: biografia do pai do autor, o quadrinho narra a vida de Antonio Altarriba pai a partir de seu suicídio, em 2001, e sua participação an Guerra Civil Espanhola e na resistência francesa na 2ª Guerra Mundial.

Fun Home (Conrad), de Alison Bechdel: a quadrinista conta a vida de seu pai, Bruce Bechdel, um professor de inglês de ensino médio e dono de uma casa funerária que escondeu sua homossexualidade durante toda a vida e se matou aos 44 anos.

Você é Minha Mãe? (Companhia das Letras), de Alison Bechedel:Seis anos apôs expor a relação com seu pai, Bechdel apresentou a história de sua mãe, uma atriz amadora de teatro, e a dinâmica do relacionamento entre elas.

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As capas da New Yorker do Art Spiegelman

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O Érico postou no twitter semana passada um link sensacional com a história da capa do Art Spiegelman (autor de Maus) pra edição de 24 de setembro de 2001 da New Yorker. Tá no site do The Atlantic, confere. Daí que somado ao aniversário dessa edição, o Flavorwire fez uma retrospectiva de capas do Spiegelman para a revista também por conta do lançamento de Co-Mix: A Retrospective of Comics, Graphics, and Scraps, um encadernado de 120 páginas da Drawn and Quarterly com uma retrospectiva da carreira do artista. No post original do Flavorwire dá pra ler um pouco mais sobre algumas das capas, reproduzo as imagens por aqui.

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