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Wagner Willian e a relação entre o ser humano e a natureza em Silvestre

Escrevi para o jornal Folha de São Paulo uma crítica sobre Silvestre, trabalho do quadrinista Wagner Willian publicado pela DarkSide Books. O livro é a obra mais recente de uma leva anual de publicações impactantes do autor, iniciada em 2016 com Bulldogma e continuada com O Maestro, O Cuco e A Lenda (2017) e O Martírio de Joana Dark Side (2018).

Silvestre narra a aventura derradeira de um caçador. Ele rememora aquela que teria sido sua grande caça e vê sua cabana sendo visitada por entidades místicas que habitam a flora e a fauna de diversos contos, lendas e fábulas. Como escrevo no texto para a Folha, Willian é um virtuoso e Silvestre uma das principais HQs de 2019.

A capa de Silvestre, HQ de Wagner Willian publicada pela editora DarkSide Books
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Sarjeta #4: Festivais de HQs, ComiXology e quadrinistas contra a Amazon

Está no ar a quarta edição da Sarjeta, minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Escrevi dessa vez sobre aquele que considero um dos grandes acontecimentos de 2019 nos quadrinhos mundiais: o protesto de quadrinistas norte-americanos contra o patrocínio da Amazon em festivais de HQs por meio da plataforma ComiXology.

Falei um pouco sobre a dinâmica de funcionamento da ComiXology, sobre alguns dos principais argumentos da carta assinada pelos quadrinistas e sobre a presença crescente da Amazon no Brasil – e também tratei da possível chegada da ComiXology ao país em um futuro próximo. Fechei a coluna com uma entrevista com o quadrinista Rogi Silva, autor de Pedra Pome e Não Tenho uma Arma.

Você lê a quarta Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #4: Protesto de quadrinistas contra gigante digital marcou o 2019 das HQs nos EUA. Na imagem que abre o post, arte do quadrinista Michael DeForge, um dos autores da carta assinada por artistas norte-americanas e endereçada aos festivais de quadrinhos. Reproduzo a seguir a íntegra da versão traduzida da carta:

Uma Carta Aberta aos Festivais de Quadrinhos

Esta é uma carta de artistas, escritores, editores, voluntários, trabalhadores e outros membros da comunidade de quadrinhos que exigem que os festivais deixem de aceitar dinheiro de patrocínio da ComiXology, subsidiária da Amazon. A ComiXology, plataforma de distribuição digital e de venda de quadrinhos, foi comprada pela Amazon em 2014. O patrocínio da ComiXology / Amazon à Small Press Expo (SPX), em Bethesda, resultou em controvérsias e questionamentos públicos em 2018, assim como o patrocínio a vários outros festivais de quadrinhos, incluindo o Toronto Comics Art Festival (TCAF), o Cartoon Crossroads Columbus (CXC) e o Thought Bubble. É louvável que o TCAF não liste mais a ComiXology como parceira em seu site, mas o relacionamento entre a empresa e outros festivais permanece obscuro.

A SPX, uma organização sem fins lucrativos, também atua como angariadora de fundos para o Comic Book Legal Defense Fund (CBLDF). O CEO e co-fundador da ComiXology, David Steinberger, ingressou no conselho de administração da CBLDF em junho de 2019.

Os horríveis abusos trabalhistas da Amazon estão bem documentados. A empresa sujeita seus funcionários a condições de trabalho desumanas (exemplo 1exemplo 2exemplo 3) e suprime regularmente seus esforços de sindicalização (exemplo 1). Além disso, a presença física da empresa devasta comunidades, bairros e cidades que ocupa, deixando para trás um legado de remoções que afeta desproporcionalmente comunidades marginalizadas (exemplo 1exemplo 2).

A Amazon também hospeda a Palantir, a empresa de tecnologia que fornece informações sobre imigrantes e autoridades alfandegárias (ICE) sobre pessoas sem documentos, a fim de prendê-las e detê-las, e que está implicada na vigilância de organizadores e ativistas sindicais. Grupos de direitos dos imigrantes, como Mijente, Cosecha e Never Again Action, estiveram na linha de frente para documentar e protestar contra o vínculo entre a Amazon e a ICE. Em 14 de agosto de 2019, um agente da ICE dirigiu um caminhão contra uma multidão de manifestantes do lado de fora do Wyatt Detention Center em Rhode Island. Cartunistas locais estavam entre os manifestantes cujas vidas foram ameaçadas. A SPX se orgulha de sua lista de artistas internacionais, o que torna a parceria com uma corporação que se beneficia do encarceramento de migrantes ainda mais inconcebível.

A arte não é apolítica e os trabalhadores da arte não recebem neutralidade especial como espectadores inocentes. Devemos examinar as maneiras pelas quais a Amazon usa patrocínios para camuflar sua exploração brutal de trabalhadores e os efeitos desastrosos que ela tem nas cidades em que se instala. Devemos examinar nossa culpabilidade em um sistema que imponha e lucre com o tratamento violento e desumano com imigrantes; um sistema de operações de ataque aéreo e campos de concentração que separa famílias e assassinatos de crianças e adultos por negligência. Quando pegamos dinheiro da Amazon e olhamos para o outro lado, estamos permitindo que essas ações aconteçam com o nosso silêncio.

Os quadrinhos e o método ‘faça você mesmo’ das pequenas publicações promoveram uma cultura longa e histórica de independência. Quadrinistas independentes trabalharam para criar comunidades acolhedoras de todas as vozes, especialmente as que estão à margem. A Amazon procura se proteger dentro de nossas comunidades, comprando tanto o comércio quanto a cultura de nosso meio

Depois de uma rodada renovada de objeções públicas à parceria com a ComiXology em agosto, a SPX discretamente removeu qualquer menção da empresa de seu site e a deixou como patrocinadora. Aplaudimos o SPX e seus organizadores por ouvirem essas preocupações e estarem dispostos a trabalhar com a comunidade de quadrinhos para considerar fontes alternativas de financiamento. Pedimos que eles façam uma declaração pública anunciando sua decisão e se comprometam a recusar o dinheiro da Amazon daqui em diante.

Além disso, pretendemos aproveitar esse momento e exigir de todos os festivais de quadrinhos:
-O rompimento total dos laços da Amazon / ComiXology, incluindo os contínuos patrocínios da empresa à CXC e à Thought Bubble.
-Promessa pública de não aceitar futuras parcerias com a Amazon / Comixology.
-Transparência total em relação a patrocínios e alocação de dinheiro. Os artistas devem poder contribuir e tomar decisões informadas sobre o que implica a nossa participação em qualquer festival.

Isso não é uma incriminação a nenhum dos festivais mencionados nesta carta, nem aos seus organizadores. As conexões e o suporte oferecidos por esses espaços raramente foram tão vitais. Os quadrinhos não são uma indústria lucrativa, mas não podemos permitir que a Amazon explore nossa precariedade e instabilidade para comprar nosso silêncio. Quando contribuímos com nosso dinheiro, tempo e trabalho para esses festivais, merecemos saber como eles estão sendo usados e de onde vem o dinheiro do patrocínio dos festivais. Assinamos esta carta para registrar nossa dissidência, exigir mais de nossas instituições e mostrar nossa solidariedade com os esforços de organização liderados por grupos de direitos de imigrantes locais e nacionais.

Os quadrinhos sempre souberam como se virar por conta própria. Não aceitaremos o dinheiro deles em detrimento aos vizinhos, às nossas famílias, às nossas comunidades, aos nossos empregos e a nós mesmos.

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Eles Nos Chamavam de Inimigo e a infância de George Takei em campos de concentração nos EUA

Escrevi para o jornal Folha de São Paulo uma crítica sobre Eles Nos Chamavam de Inimigo, álbum com roteiro de George Takei, Justin Eisinger e Steven Scott e arte de Harmony Becker. Publicado em português pela editora Devir, o quadrinho é focado na infância de Takei, hoje aos 82 anos e famoso por interpretar o personagem Hikaru Sulu, membro da tripulação da USS Enterprise na série Star Trek. 

A HQ é ambientada durante a Segunda Guerra Mundial e centrada no período em que Takei, seus pais e seus irmãos foram expulsos da casa em que moravam em Los Angeles e foram levados para campos de concentração espalhados pelos EUA que chegaram a abrigar mais de 120 mil pessoas de etnia japonesa durante o conflito bélico. Você lê o meu texto clicando aqui.

A capa da edição brasileira de Eles Nos Chamavam de Inimigo, publicada pela editora Devir
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Sarjeta #3: 2020 é ano de FIQ e Bienal de Quadrinhos de Curitiba

Está no ar a terceira edição da Sarjeta, minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Aproveitei a proximidade de 2020 para escrever sobre os dois grandes eventos de quadrinhos marcados para o próximo ano no país, o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte, e a Bienal de Quadrinhos de Curitiba.

Conversei com os responsáveis por cada um dos festivais, Afonso Andrade, coordenador do FIQ, e Luciana Falcon, coordenadora do evento paranaense. Falo um pouco sobre o que o público pode esperar de cada evento e apresento as expectativas dos organizadores dos dois festivais. Na entrevista que fecha a coluna, bati um papo com o quadrinista Batista, autor da HQ Máquina de Lavar.

Você lê a terceira Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #3: 2020 é ano de FIQ e Bienal de Quadrinhos, os principais eventos do calendário nacional de HQs.

(crédito da imagem que abre o post: Divulgação/Glenio Campregher)

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Sarjeta #2: Os títulos dos selos Escória Comix e Pé-de-Cabra e disparates necessários em tempos de conservadorismo crescente

Está no ar a segunda edição da Sarjeta, minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Dessa vez eu escrevi sobre os trabalhos de autores como Emilly Bonna, Fabio Vermelho e Victor Bello para os selos Escória Comix e Pé-de-Cabra, respectivamente capitaneados pelos editores Lobo Ramirez e Panhoca.

Chamo atenção para a originalidade das tramas de obras como Esgoto Carcerário, O Deplorável Caso do Dr. Milton e Úlcera Vórtex, disparates necessários em tempos reacionários. Na entrevista que fecha a coluna, bati um papo com a quadrinista Débora Santos, autora do álbum Lua Cheia e coautora de Sapacoco e Pombos!, em parceria com Márcio Moreira.

Você lê a segunda Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #2: Escória Comix e Pé-de-Cabra: respostas das HQs brasileiras a tempos sombrios.

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Especial Vitralizado: Naoki Urasawa fala sobre mangás, emoções, música e a exposição Isto é Mangá

O quadrinista japonês Naoki Urasawa está ocupado. Aos 59 anos e atualmente o maior nome da indústria japonesa de histórias em quadrinhos, lá chamadas de mangás, ele já vendeu mais de 128 milhões de exemplares apenas em seu país natal e segue produzindo em ritmo frenético. No momento, seu principal foco de atenção está no pôster que foi convidado a produzir para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio 2020 pelo comitê organizador do evento.

O prestígio atual de Naoki Urasawa como autor de quadrinhos no Japão só não é equiparável ao de seu ídolo-mor, Osamu Tezuka (1928-1989), criador do clássico Astro Boy e conhecido por muitos como o Deus dos Mangás. Por isso a agenda atribulada do artista e seu impedimento de vir à versão brasileira da exposição Isto é Mangá – A Arte de Naoki Urasawa, mas ele garante: as artes, os cenários e tudo relacionado à mostra são de sua autoria.

“Eu produzi todos os assuntos envolvidos nela, desde o conceito da exposição até a criação do espaço expositivo”, diz Urasawa em entrevista ao Vitralizado sobre a mostra, em cartaz na Japan House de São Paulo até o dia 5 de janeiro de 2020 após passar por Los Angeles e Londres.

A exposição sobre a vida e a obra de Urasawa, que conta com mais de 600 ilustrações originais assinadas por ele, chega ao Brasil simultaneamente ao anúncio do retorno às bancas de dois dos três únicos trabalhos do autor publicados no Brasil: o policial Monster e a ficção científica Pluto. O primeiro, publicado originalmente no Japão entre 1994 e 2001, retorna em edição de luxo, narrando a história de um cirurgião que investiga os crimes cometidos por um ex-paciente. O segundo, lançado entre 2003 e 2008, em apenas oito volumes, é um releitura de O Maior Robô da Terra, arco de histórias de Astro Boy, publicado entre 1952 e 1968.

(Na imagem que abre a matéria, arte original do mangá 20th Century Boys, assinada pelo quadrinista Naoki Urasawa e exposta na mostra Isto é Mangá – A Arte de Naoki Urasawa. Crédito: Divulgação)

Finais definidos

Foto da exposição Isto é Mangá – A Arte de Naoki Urasawa, na Japan House de São Paulo. Crédito: Estevam Romera

A visita a Isto é Mangá – A arte de Naoki Urasawa é uma experiência imersiva na carreira do autor. A mostra apresenta desenhos, rascunho e originais de capítulos inteiros de Pluto, Monster, 20th Century Boys – sua terceira obra publicada no Brasil – e também de outras publicações ainda inéditas em português. Estão por lá fascículos completos de obras como Yawara! (1985-1993), seu primeiro trabalho solo, Master Keaton ReMaster (1988-1944), Billy Bat (2008-2016) e Mujirushi (2017-2018). O contato com esses originais é revelador sobre as técnicas do autor.

“Eu desenho o esboço do esboço em papel sulfite. Não uso o caderno porque preciso rasgar a página quando acho que que errei. Se for papel sulfite, posso jogá-lo logo no lixo”, conta o artista. “Fora isso, tento trabalhar com materiais relativamente comuns e fáceis de achar. Usar algo muito raro pode acabar gerando dependência e o medo de que um dia possa ficar indisponível”.

Urasawa também diz ter um padrão em relação ao desenvolvimento de seus trabalhos, tendo sempre definido o final da obra antes de começá-la a desenhar.

“Há casos em que depois de passar cinco anos desenhando, a história acabou ficando bastante diferente do que era previsto. Isso acontece porque um drama gera outro drama, os personagens são desenvolvidos ao longo do tempo e principalmente eu, que sou o autor, acabo sendo desenvolvido pela minha própria obra”, diz.

Número de requadros

O quadrinista Naoki Urasawa em registro feito na versão inglesa da exposição Isto é Mangá, com um dos originais também presentes na mostra brasileira. Crédito: Jeremie-Souteyrat

Para os não habituados à leitura de mangás, o autor pede atenção especial à forma como ele faz uso dos quadros em suas páginas. Na avaliação dele, as HQs japonesas tendem a apresentar um número muito maior de quadros do que as norte-americanas ou europeias e isso acaba tendo efeito direto nas tramas. 

“Acredito que a grande diferença entre o mangá e os quadrinhos europeus e os comics americanos seja a quantidade de quadros. Eu acho que o mangá usa vários quadros e páginas em uma cena que uma banda desenhada ou um comic fariam com apenas um desenho”, analisa. “Penso que isso transmite com mais profundidade, e de forma mais detalhada, o impacto e a alteração das emoções”.

Mas Isto é Mangá – A Arte de Naoki Urasawa não se limita às reflexões mais recentes de Urasawa acerca da linguagem dos quadrinhos. A exposição apresenta inclusive as primeiras experiências do autor com HQs, com reproduções de cadernos inteiros preenchidos por ele durante a infância e adolescência, suas primeiras experiências com quadrinhos. O autor diz que esses experimentos iniciais foram fruto de seu contato com duas das obras mais famosas de Tezuka quando tinha apenas cinco anos, Astro Boy e Kimba, O Leão Branco.

Já adulto, por Monster, ele venceu o Grande Prêmio Mangá do 3º Prêmio Cultural Osamu Tezuka, entregue pela Tezuka Productions Co. Ltd., corporação responsável por administrar o legado e o licenciamento de qualquer conteúdo relacionado às obras de Tezuka. Em 2002, os agentes de Urasawa procuraram os representantes da empresa propondo a releitura do arco de Astro Boy sobre um assassino serial de robôs. Pluto saiu em 2003, ano no qual o protagonista da série foi criado no mangá de Tezuka.

Pelo projeto, Urasawa levou o Prêmio Intergerações do Festival de Histórias em Quadrinhos de Angoulême, na França, o mais tradicional evento de quadrinhos da Europa. Posteriormente, ele ainda recebeu dois  Eisners Awards, prêmio máximo da indústria norte-americana de HQs, em 2011 e 2013 na categoria Melhor Edição de Material Asiático nos EUA, pela edições locais de 20th Century Boys. 

Asa Branca

Registro da exposição Isto é Mangá – A Arte de Naoki Urasawa, na Japan House de São Paulo. Crédito: Estevam Romera

Sobre aquilo que vê de mais interessante na linguagem dos mangás, Urasawa afirma: “Histórias maravilhosas, falas que mexem o coração e o mais importante, a originalidade dos desenhos de cada um dos mangakás [quadrinistas]. Acho que o que faz fisgar o coração dos leitores são as emoções vívidas dos personagens que são expressadas, e que por sua vez, expressam a paixão dos mangakás”. 

Urasawa ainda vê uma relação entre os quadrinhos e outra de suas paixões, a música. Em suas raras aparições públicas, há registros dele cantando composições próprias e de outros artistas. O protagonista de 20th Century Boys é inclusive um músico fracassado que busca salvar o planeta dos planos apocalípticos de um vilão por meio de sua música.

“É uma cultura de fácil entendimento como o rock, por isso, penso também que seria muito bom se o mangá se tornar uma ponte que liga as pessoas do mundo inteiro”, diz o autor.

Interessado por canções das mais diversas origens, o quadrinista diz ter comprado recentemente um disco do conjunto recifense Quinteto Violado. Urasawa conta ter ficado especialmente impressionado com a versão do grupo para a clássica Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. 

Lendo a apresentação do disco, descobri o que a palavra ‘asa’ significa em português, e a minha mais recente obra ‘Asa Dora’ é sobre uma menina chamada Asa que é piloto de avião. Fiquei muito emocionado por ter encontrado esse disco, é como um destino”, afirma. 

A versão do grupo recifense Quinteto Violado para a clássica Asa Branca de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

Isto é Mangá – A Arte de Naoki Urasawa
-Até 5 de janeiro de 2020, na Japan House (Avenida Paulista, 52, São Paulo);
-Entrada gratuita;
-Terça-feira a sábado, das 10h às 20h;
-Domingos e Feriados, das 10h às 18h.

Arte original do mangá Monster, assinada pelo quadrinista Naoki Urasawa e exposta na mostra Isto é Mangá – A Arte de Naoki Urasawa