Vitralizado

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Cinema / HQ / Séries

Anota aí: dia 9/2 (5ª) começa a pré-venda do livro Vitralizado – HQs e o Mundo, publicação da MMarte, com capa de Fabio Zimbres

Ei, anota aí: no dia 9 de fevereiro, próxima quinta-feira, começa a pré-venda do livro Vitralizado – HQs e o Mundo. Publicada pela editora MMarte, com capa do quadrinista Fabio Zimbres, a obra reúne as principais reportagens e entrevistas feitas por mim ao longo dos 10 anos do blog. O livro vai contar com participações especiais do crítico e tradutor Érico Assis, da tradutora e pesquisadora Maria Clara Carneiro e dos editores Rogério de Campos (Veneta) e Douglas Utescher (Ugra Press).

Nos próximos dias trarei informações sobre formato, número de páginas e preço do livro – e também sobre um brinde exclusivo para os primeiros compradores.

Além de posts exclusivos do blog, Vitralizado – HQs e o Mundo também apresenta trabalhos feitos para algumas das publicações com as quais colaborei ao longo dos últimos anos. São reportagens, análises e entrevistas com reflexões sobre o mundo e os quadrinhos partindo de autores brasileiros e estrangeiros, de artistas independentes e de nomes renomados internacionalmente, além de quadrinistas de diferentes estilos e origens falando sobre alguns de seus trabalhos mais celebrados.

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Vitralizado #124: 01.2023

Dou início ao 125º mês de existência do Vitralizado com o sumário do blog ao longo dos 31 dias de janeiro. Comecei 2023 com a já tradicional Retrospectiva Vitralizado e escrevi sobre uma aposta precoce para as listas de melhores do ano. Vamos lá, sem muito papo porque fevereiro promete – e volta aqui amanhã porque trarei novidades sobre Vitralizado – HQs e o Mundo. Ó:

*Publiquei a Retrospectiva Vitralizado 2022, composta por cinco posts reunindo o principal conteúdo do blog no ano passado: 10 anos + livro, Entrevistas, Reportagens, Prêmio Jabuti e Prêmio Grampo. Gosto desse especial porque acaba sendo uma espécie de balanço do que fiz aqui no ano anterior – e o saldo foi bem bositivo, acho;

*Escrevi uma resenha de Carniça e a Blindagem Mística – Parte 3: A Morte Anda no Mundo, mais novo episódio da tetralogia de vingança do quadrinista Shiko. Gibizaço, viu? Ansioso pela próxima edição.

(na imagem do abre, arte do Chris Ware para o Pantheon Books Summer 2000 Catalog, achei lá no Bristol Board)

>> Veja o que rolou no Vitralizado #123 – 12.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #122 – 11. 2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #121 – 10.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #120 – 09.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #119 – 08.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #118 – 07.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #117 – 06.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #116 – 05.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #115 – 04.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #114 – 03.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #113 – 02.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #112 – 01.2022;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #111 – 12.2021;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #110 – 11.2021;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #109 – 10.2021;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #108 – 09.2021;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #107 – 08.2021;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #106 – 07.2021;
>> Veja o que rolou no Vitralizado #105 – 06.2021.

HQ

Shiko prepara terreno para final épico de tetralogia da vingança com Carniça e a Blindagem Mística – Parte 3: A Morte Anda no Mundo

A expectativa inicial do quadrinista Shiko era finalizar a série Carniça e a Blindagem Mística em três volumes. A primeira edição, É Bonito o Meu Punhal, foi lançada em dezembro de 2020. Em setembro de 2021 saiu A Tutela do Oculto. Ele acaba de publicar Carniça e a Blindagem Mística – Parte 3: A Morte Anda no Mundo, revelando que a saga de vingança de Carniça e seu bando só chegará ao fim em uma quarta edição – atualmente em produção e sem previsão de lançamento.

Primeira grande HQ brasileira de 2023, a terceira parte de Carniça soa como um entreato. No álbum de 2020 Shiko mostrou a reunião da heroína que dá título à série com sua filha, Jurema. Em 2021 ele explorou as origens de Carniça e sua relação com o sobrenatural. A Morte Anda no Mundo narra a formação do bando de mulheres cangaceiras, apresenta um acerto de contas e prepara terreno para “uma derradeira coisa” – nas palavras de sua protagonista.

O álbum abre dando continuidade aos eventos de A Tutela do Oculto. Carniça segue em sua desforra contra os abusos de seu passado, mas agora na companhia de suas duas companheiras de bando. Depois a história retorna para seu cenário mais recente, em 1923, com o bando já contando  com Jurema.

Quadro de Carniça e a Blindagem Mística – Parte 3: A Morte Anda no Mundo (independente), obra de Shiko

A Morte Anda no Mundo é composto basicamente por duas grandes sequências, ambas acompanhadas por “trilhas sonoras”. Shiko usa a letra de A Velha da Capa Preta, de Siba e a Fuloresta, para mostrar uma série de assassinatos cometidos pelo bando de Carniça. Depois, ele cria o clima do trecho derradeiro ao som de Te Encontra Logo… do Cidadão Instigado

Quadro de Carniça e a Blindagem Mística – Parte 3: A Morte Anda no Mundo (independente), obra de Shiko

Tem algo de tarantinesco na forma como o quadrinista incorpora a letra das músicas à trama. Na sequência com a canção do Cidadão Instigado, a primeira lembrança que me veio à mente foi a cena de Bastardos Inglórios na qual Shosanna (Mélanie Laurent) prepara sua desforra contra o alto escalão nazista enquanto David Bowie canta Cat People (Putting Out Fire)

Aí vem o final sanguinolento da HQ, com Shiko direcionando todo o virtuosismo de sua arte em prol da brutalidade de sua história.

Ainda é necessário o capítulo final de Carniça e a Blindagem Mística para compreendermos o significado dessa tetralogia da vingança do autor entre seus trabalhos. Atualmente, após três edições, Carniça é cada vez mais candidata potencial a um lugar de destaque entre os grandes títulos das HQs nacionais.

A capa de Carniça e a Blindagem Mística – Parte 3: A Morte Anda no Mundo (independente), obra de Shiko
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Vitralizado 2022 // 10 anos + livro

Acho que nunca tive tão pouco tempo para me dedicar ao Vitralizado. No ano em que o blog completou 10 anos de existência, me fiz menos presente que o habitual por aqui, mas também acabei publicando os textos e entrevistas que mais gosto até hoje. Não só. Acabei envolvido em projetos paralelos que meio que tornaram ainda mais especiais esse décimo ano de atividades por aqui. Fui jurado do Prêmio Jabuti, entrevistei o quadrinista Alan Moore (papo exclusivo da edição brasileira de Iluminações, publicado pela editora Aleph) e divulguei a arte de Fábio Zimbres para a capa de Vitralizado – HQs e o Mundo (coletânea de reportagens e entrevistas sobre histórias em quadrinhos realizadas por mim desde 2012).

Aliás, sobre o livro, publicação da editora MMarte, prometo novidades para as próximas semanas – como o início da pré-venda, o preço e a previsão de lançamento. Lembro que Vitralizado – HQs e o Mundo ainda vai contar com participações do crítico e tradutor Érico Assis, da tradutora e pesquisadora Maria Clara Carneiro e dos editores Rogério de Campos (Veneta) e Douglas Utescher (Ugra Press).

A retrospectiva anual do Vitralizado é um grande resumo do que foi o blog no ano recém-encerrado. Enquanto montava os posts referentes a 2022 me peguei pensando que nunca estive tão próximo do que eu gosto de pensar que ele deve ser. Cada vez mais pessoal e jornalístico, refletindo as minhas convicções, na crença de que estou gerando uma troca sincera de ideias e conhecimentos.

(No abre, a arte da quadrinista Grazi Fonseca para o cartaz de 10 anos do Vitralizado. A obra foi impressa pelo ateliê de publicações em risografia Faísca Lab. Você lê sobre a produção desse trabalho clicando aqui)

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Vitralizado 2022 // Entrevistas

Como já falei algumas vezes por aqui, suspeito que meu trabalho como jornalista não passa de uma grande desculpa para conhecer e conversar com pessoas que admiro. Ao longo dos 12 meses de 2022 voltei a entrevistar quadrinistas fundamentais para a minha formação e outros que recentemente passaram a contribuir nos meus gostos e interesses em torno da linguagem das HQs. Foram papos incríveis que acrescentaram um monte à já tradicional seção de entrevistas do Vitralizado. Saca só quem deu as caras por aqui no ano passado:

*Adao Iturrusgarai *Alan Moore *André Kitagawa *Dash Shaw *Gabriel Dantas *Galvão Bertazzi *Joe Ollman *Julie Doucet *Luiz Gê *Marcelo D’Salete *Marcio Paixão Jr *Nina Bunjevac *Pablito Aguiar *Paul Kirchner *Powerpaola.

OBS: Entrevistei o quadrinista Simon Hanselmann, autor de Zona de Crise (Veneta), no fim de 2021, mas o quadrinho foi lançado apenas em 2022. Como gostei muito da conversa, aproveito a deixa para compartilhar por aqui outra vez o link da entrevista no fim do ano retrasado: Papo com Simon Hanselmann, autor de Zona de Crise: “Não aguento mais quadrinho-poesia e punhetas de vanguarda tediosas”.

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Vitralizado 2022 // Reportagens

Ao longo de 2022 escrevi algumas reportagens e alguns textos especiais, tanto para o Vitralizado quanto para publicações com as quais colaboro. No ano passado escrevi sobre histórias em quadrinhos para a Folha de S.Paulo, a revista Monet e o site Revista O Grito!, mas também andei compartilhando alguns conteúdos exclusivos por aqui. Listo a seguir as minhas reportagens e posts especiais sobre HQs em 2022:

*Marcelo D’Salete fala sobre Mukanda Tiodora: “Mostro outras estratégias da população negra em busca da liberdade”;

*Paul Kirchner fala sobre quadrinhos, restrições, absurdos e Ônibus (Folha de S.Paulo);

*A produção da capa de Pato Gigante, de Gabriel Dantas, por Douglas Utescher: “Para funcionar bem, teria que ser um bordado de verdade”;

*Galvão Bertazzi fala sobre incêndios, catástrofes e Vida Besta: Fim do Mundo (Folha de S.Paulo);

*Powerpaola fala sobre Todas as bicicletas que eu tive: “Bicicletas permitem me deslocar em total liberdade, me tornar dona de mim”;

*Joe Ollman fala sobre “gênios”, família, tiras de jornal e Pai de Mentira (Revista O Grito!);

*Angeli, Laerte e Glauco reunidos na Glauco Cartoon (Folha de S.Paulo);

*Neil Gaiman, Sandman, as HQs e a série (Monet);

*Fido Nesti vence o Prêmio Eisner de melhor adaptação por 1984, quadrinização do clássico distópico de George Orwell;

*Julie Doucet fala sobre Meu Diário de Nova York: “Me sentia caída de paraquedas no meio desses artistas famosos de Nova York”;

*Valeu, Angeli!;

*Luiz Gê fala sobre HQs, música, Arrigo Barnabé e Fronteira Híbrida (Folha de S.Paulo);

*Nina Bunjevac fala sobre família, pertencimento, guerra e Terra-Pátria (Folha de S.Paulo);

*Dash Shaw fala sobre Cosplayers: “Amo a teatralidade e o aspecto artesanal dos cosplayers”.

OBS: Escrevi sobre Zona de Crise (Veneta), de Simon Hanselmann, no fim de 2021, mas o quadrinho foi lançado apenas em 2022. Como gostei muito da HQ, aproveito a deixa para compartilhar por aqui outra vez o link do texto que escrevi sobre a obra no fim do ano retrasado: Simon Hanselmann fala sobre Zona de Crise: “A HQ foi criada para entreter pessoas com senso de humor e enfurecer e confundir todos os babacas ultrapolitizados”.