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Posts com a tag Y: O Último Homem

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Brian K. Vaughan, quadrinhos, comércio, representatividade e o mundo real

Leu essa entrevista aqui do Brian K. Vaughan pra Vulture? Curtinha, mas boa demais. Não é atoa que o cara tá entre os melhores roteiristas norte-americanos de quadrinhos dos nossos tempos. Saca só esses dois trechos, com falas dele sobre a relação entre arte e comércio e representatividade nos quadrinhos:

“Every medium is a struggle between art versus commerce, and if you work in film and television, commerce is always the first thing that you think about and art the last thing that you think about. It’s always hanging over your head. But comics is a small enough medium that you can afford to put art first. You can’t not think about the commerce, it just gets to be secondary. You start off saying, ‘What is the coolest thing?’ If you wanna do a double-page spread that features 300 characters, you don’t have to think about budgetary constraints. It almost baffles me that people are so concerned about comics being adapted into a TV show or a movie, as though it means comics are just a glorified blueprint for something else.”

“I just feel like artists have a responsibility to be good. That said, I think it’s much harder to be good without trying to reflect some aspect of the real world, and the real world has never been just a straight, white guy world. It’s certainly becoming increasingly less like that all the time. So yeah, it’s just not something that I wanna write about.”

Vai lá ler o resto, cara.

Destaque / HQ / Retrospectiva 2012

Retrospectiva OEsquema 2012 – Saga e a nova Image

Já escrevi sobre esse assunto por aqui: no ano que Y – O Último Homem chega ao fim no Brasil, Brian K. Vaughan voltou a publicar uma hq nos Estados Unidos após um intervalo de quase quatro anos. O primeiro encadernado de Saga acabou de sair e Vaughan está construindo algo tão épico quanto Y. Além da qualidade da história, Saga talvez seja a principal referência do que aparenta ser uma nova Image. Do que li dessa nova safra, recomendo Saga e Fatale – essa última do Ed Brubaker. Enfim, 2012 marcou o início de algo grande para a editora de Todd McFarlane.

“My hope is that this will be the longest, best series I’ve ever been a part of, so my new goal is to go exactly one issue longer than wherever The Walking Dead ends. I know Kirkman already has a hundred-issue head start, but I’m confident I can outlive the bastard, especially with his hard-partying Hollywood lifestyle.” – Brian K. Vaughan.

“Part of what we do is make good comics, and we want to be the best version of Image Comics. But part of what we do is create a sustainable market. It has to be a part of what we do. Things like Saga and Walking Dead andFatale, these are things that people want to return to. People can recommend these things to their friends, even people that don’t read comics. As opposed to tailchasing events, these yearly spike makers, but who’s going to be talking about AvX ten years from now?” – Eric Stephenson, editor da Image.

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Destaque / HQ / Retrospectiva 2012

Retrospectiva OEsquema 2012 – Y: O Último Homem

A Panini encerrou em 2012 a publicação daquela que talvez seja a principal série do selo Vertigo desde Sandman. Y – O Último Homem saiu no Brasil ao longo de três anos e dividida em 10 encadernados. Yorick Brown e seu macaco Ampersand são os últimos mamíferos masculinos da Terra e, ao final do último volume da série, pouco importa o que causou a morte de todos os seres portadores do cromossomo Y.

Os personagens concebidos por Brian K. Vaughan são verossímeis como pouco se vê em quadrinhos norte-americanos. A série é, ao mesmo tempo, uma ficção científica épica e um drama pessoal e intimista. Junto com 100 Balas, de Brian Azzarello e Eduardo Risso, é a principal referência de blockbuster quadrinístico produzido pela indústria norte-americana na década de 2000.

HQ

Y, o último volume

Acabei de comprar a última edição brasileira de Y: O Último Homem, a décima coletânea nacional da série mais aclamada do Brian K. Vaughan. O encadernado reúne as cinco edições finais das 60 que compõem a hq e chega no Brasil  quase cinco anos após o encerramento nos Estados Unidos. Ex-Machina também está previsto pra acabar ainda em novembro. Talvez junto com Leões de Bagdá são os título que fizeram a fama de Vaughan e levaram ele a assinar os roteiros de duas temporadas de Lost. Leitores brasileiros ficarão sem material do escritor por aqui com o fim das duas séries. A não ser que alguém resolva publicar Saga em português.

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