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Posts por data janeiro 2018

HQ

6ª (26/1) é dia de lançamento de Kung Fu Ganja – Volume 1, com sessão de autógrafos de Davi Calil, em SP

Anota aí na agenda: o Davi Calil bolou um evento de lançamento do álbum Kung Fu Ganja – Volume 1 pra próxima 6ª, dia 26 de janeiro, a partir das 19h, na Quanta Academia de Artes, aqui em São Paulo. A Quanta fica ali perto do Metrô Ana Rosa, no número 246 da Rua Doutor José de Queirós Aranha. Você confere outras informações sobre o lançamento lá na página do evento no Facebook.

Aliás, já leu Kung Fu Ganja? Eu trabalhei como revisor da HQ nesse primeiro volume e tenho conversado com o Davi Calil sobre o futuro da obra. Gosto muito como ele concebeu uma história surtada ao máximo, pensada a longo prazo e que você também pode ler de graça na internet. Tô bastante curioso pra ver o desenrolar dessa saga.

HQ

Asteróides – Estrelas em Fúria: confira a capa da nova HQ de Lobo Ramirez

Já comentei por aqui algumas vezes como acho demais o trabalho do Lobo Ramirez como editor da Escória Comix. Daí tô com altas expectativas para o próximo lançamento do selo, batizado de Asteróides – Estrelas em Fúria e assinado pelo próprio Ramirez. O álbum terá 120 páginas, formato 15X25 cm, capa colorida, miolo em preto e branco e preço de R$ 35. O lançamento tá previsto pro dia 23 de março, na próxima edição da Feira Plana. Saca a sinopse do gibi:

“Em um futuro não tão distante no qual o governo é controlado por corporações, um esporte ultra-violento conhecido como Salto Ornamental Feminino representa o mundo e três de suas atletas mais poderosas se envolvem em uma trama alucinante de assassinatos e fúria.”

HQ

Paraíso Perdido, Uma Dobra no Tempo e mais Charles Burns: confira lançamentos de HQs da DarkSide Books para 2018

O selo de quadrinhos da editora DarkSide Books foi uma das boas novidades de 2017 para os leitores brasileiros de HQs. Por ele saíram publicações aclamadas como Meu Amigo Dahmer e Fragmentos do Horror e a obra-prima do quadrinista Charles Burns, Black Hole. Os editores da DarkSide Graphic Novel adiantaram para o blog algumas das publicações nas quais estão trabalhando e que deverão chegar às lojas especializadas nos próximos meses. Os dois primeiros títulos, previstos já para fevereiro, são: Uma Dobra no Tempo, adaptação do clássico de Madeleine L’Engle (1918-2007) pela quadrinista norte-americana Hope Larson, e Paraíso Perdido, premiada adaptação do quadrinista espanhol Pablo Auladell para o poema épico homônimo do inglês John Milton (1608-1674).

Quadros de Paraíso Perdido, HQ de Pablo Auladell que será publicada no Brasil pela DarkSide Books

Para os próximos meses ainda está previsto o lançamento de Big Baby, trabalho de início de carreira de Charles Burns – a primeira das três publicações do autor prometidos pela editora, junto com El Borbah e Skin Deep (lembrando que a Companhia das Letras programou para 2018 a edição brasileira da trilogia Last Look, também de Burns). Ainda serão lançados O Corvo, assinado por James O’Barr, e a excelente Through the Woods, da canadense Emily Carroll. Confira as sinopses dos títulos, fornecidas pelos assessores da DarkSide Books:

Uma Dobra no Tempo (Madeleine L’Engle + Hope Larson)
O clássico de Madeleine L’Engle, adaptado para os cinemas em um filme estrelado por Oprah Winfrey e Reese Whiterspoon a estrear em março de 2018, tem uma adaptação divertida e delicada nas mãos da ilustradora Hope Larson. Uma viagem especial aguarda os personagens de uma história que atravessou o tempo.

Paraíso Perdido (John Milton + Pablo Auladell)
O poema épico sobre a rebelião dos anjos que custou à Lucifer o Paraíso é belamente interpretado por um talentoso ilustrador e quadrinista espanhol em uma edição que deixaria Adão em apuros. Lançado em 2015 na Europa, a graphic novel ilustrada por Pablo Auladell ganhou o Premio Nacional de Cómic, do Ministério da Cultura da Espanha, no ano seguinte.

A adaptação da quadrinista Hope Larson para Uma Dobra no Tempo

O Corvo (James O’Barr)
Uma história de amor e vingança repleta de delicadeza e camadas foi a fonte de inspiração para o maior filme da carreira de Brandon Lee. O Corvo, graphic novel cult imensamente pedida pelos leitores brasileiros, ganha uma edição especial nas mãos da DarkSide® Books.

Through the Woods (Emily Carroll)
Cinco histórias sombrias e misteriosas levam o leitor para o dentro das florestas. Os relatos macabros vêm da imaginação de Emily Carroll, ilustradora canadense que arrebatou um Eisner Awards e um British Fantasy Awards com essa coletânea.

Big Baby (Charles Burns)
Após relançar Black Hole, a obra máxima de Charles Burns, no Brasil, a DarkSide® prepara mais algumas obras do cartunista norte-americano. Big Baby conta a história de um garoto chamado Tony Delmonte que vive no típico subúrbio americano até que, ao fugir de casa escondido em uma noite, se envolve com alguns assassinatos num acampamento de verão e corpos enterrados no quintal.

Big Baby, clássico de Charles Burns que será publicado no Brasil pela DarkSide Books

Entrevistas / HQ

Bryan Lee O’Malley, Los 3 Amigos completo e Charles Burns: confira lançamentos do selo de HQs da Companhia das Letras para 2018

Quem acompanha a conta do selo de HQs da Companhia das Letras no Instagram já percebeu os planos grandiosos para a Quadrinhos na Cia em 2018. Por lá constam prévias de algumas das publicações mais aguardadas dos próximos meses: a capa de Desenhados Um Para o Outro, parceria de Robert Crumb e Aline Kominsky; um trecho de um depoimento de Art Spielgeman para Metamaus; a adaptação das páginas de Minha Coisa Favorita é Monstro, de Emil Ferris, para o português; rascunhos de Odyr Bernardi para a adaptação de A Revolução dos Bichos; e uma foto de Guazzelli entregando os originais do álbum A Batalha na sede da editora.

De acordo com o editor da Quadrinhos na Cia, Emilio Fraia, a expectativa é o catálogo do selo ganhe cerca de dez títulos em 2018. Ele também promete o a trilogia Last Look, de Charles Burns – traduzida para o português por Diego Gerlach como Sem Volta; as adaptaçõess de O Idiota, de Dostoiévski, assinada por André Diniz, e A Obscena Senhora D, de Hilda Hilst, por Laura Lannes; a parceria entre a escritora Simone Campos com a quadrinista Amanda Paschoal em O Aleph de Boatafogo; o primeiro volume de Snotgirl, de Bryan Lee O’Malley (criador de Scott Pilgrim) e Leslie Hung, com o título em português de Garota Ranho; e A Origem do Mundo, publicação aclamada da quadrinista sueca Liv Stromquist.

Além da outras possíveis surpresas, Fraia ainda promete a edição completa de Los 3 Amigos, com a versão integral do trabalho conjunto assinado por Angeli, Laerte, Glauco e Adão Iturrusgarai. Conversei com o editor sobre os próximos lançamentos da editora, as revelações feitas por Robert Crumb e Aline Kominsky em Desenhados Um Pelo Outro e o trabalho de edição e adaptação do complexo Minha Coisa Favorita é Monstro. Confira:

My Favorite Thing is Monsters, de Emil Ferris


Na conta da Quadrinhos na Cia no Instagram há alguns teasers dos próximos lançamentos do selo. Há prévias de publicações como Minha Coisa Favorita é Monstro, Desenhados Um Para o Outro, Metamaus, o Revolução dos Bichos, do Odyr, e A Batalha do Guazzelli. Também já li a respeito do lançamento do Miseráveis, do Marcatti, e da trilogia Last Look, do Charles Burns. Você pode adiantar alguma agenda para esses lançamentos? Há alguma outra publicação do selo para 2018 que vocês ainda não anunciaram e poderiam adiantar?

A previsão é de cerca de dez lançamentos em 2018, um pouco mais do que nos últimos anos. Um dos mais aguardados é sem dúvida o Minha Coisa Favorita é Monstro, da Emil Ferris (com tradução do Érico Assis), que encabeçou todas as listas de melhor graphic novel de 2017 e ganhou o Ignatz Indie Comics Award. O livro é o diário desenhado (todo feito com esferográfica) de uma garota de dez anos obcecada por filmes B de terror. Além desse, vamos publicar a aguardada trilogia do Charles Burns, que aqui vai se chamar Sem Volta, com tradução do Diego Gerlach. Vamos fazer o A Batalha, do Guazzelli com roteiro da Fernanda Veríssimo, que se passa em 1641 e resgata um episódio pouco conhecido da história do Brasil, a batalha do Mbororé, que opõe os guaranis das recém-formadas missões jesuítas, no sul, a caçadores de índios vindos de São Paulo. O Metamaus e a adaptação do Os Miseráveis, do Marcatti, ficaram para 2019. De adaptações literárias, em 2018, vamos ter o A Revolução dos Bichos, do Orwell, adaptado pelo Odyr Bernardi; O Idiota, do Dostoiévski, numa versão em preto e branco e quase sem falas, feita pelo André Diniz; e o A Obscena Senhora D, da Hilda Hilst, que a Laura Lannes está fazendo, e esperamos lançar em julho, na Flip, que homenageia a Hilda. Estão previstos também O Aleph de Botafogo, parceria da escritora Simone Campos com a quadrinista Amanda Paschoal; o primeiro volume do Garota Ranho, que tem tudo para ser um sucesso, do Bryan Lee O’Malley (autor do Scott Pilgrim, que é um fenômeno); e o A Origem do Mundo, de uma quadrinista e ativista jovem sueca, Liv Stromquist, uma não-ficção super engraçada e provocativa, que traça uma história cultural/social da vagina, desde a antiguidade até os dias de hoje, em quadrinhos.

Outro livro aguardado é a edição completa do Los 3 Amigos, do Angeli, Laerte e Glauco. E agora em fevereiro sai o livro do Robert e da Aline Crumb, Desenhados Um Para o Outro. Uma coisa ou outra deve acabar mudando, mas é mais ou menos isso que está nos planos (mais algumas surpresas).

A capa de Desenhados Um Para o Outro, de Aline e Robert Crumb

Tem uma frase da Aline Kominsky no Desenhados Um Para o Outro que acho que sintetiza o que é esse livro. Não sei como será a tradução de vocês, mas é algo como “quanto mais pessoal e revelador, mais interessante”. Hoje o Crumb tá com 74 anos e acho que poucos artistas se expuseram tanto em suas obras como ele, o que você acha que o Desenhando Um Para o Outro oferece de novo em relação a ele?

O Desenhados Um Para o Outro é uma HQ em que praticamente todos os quadros são desenhados a quatro mãos, um negócio maluco se a gente para pra pensar. Durante cerca de 40 anos esse casal, Aline e Robert, sentou e desenhou HQs juntos – o livro reúne tudo o que eles publicaram em colaboração de 1974 até 2011 mais ou menos. E o tema das histórias é justamente esse: relacionamentos, a relação a dois, sexo, brigas etc etc. Essa ideia a que você se refere, do “pessoal e revelador”, é levada às últimas consequências. E ao acompanhar as histórias, brigas, as neuroses etc. dos dois, vamos também entrando em contato com um certo panorama da contracultura americana, passando pelos hippies dos anos 70, os yuppies dos 80, a mudança dos Crumb para a França, o nascimento da filha deles. Pra quem gosta de quadrinhos, é um acontecimento.

Guazzelli entregando os originais de A Batalha na Cia das Letras

Eu fico curioso em relação ao trabalho de edição do Minha Coisa Favorita é Monstro. É um livro muito elogiado, presente em várias listas de melhores nos últimos anos no exterior e muito marcado por seu projeto gráfico quase rústico. Como é o trabalho para manter essa identidade visual por aqui?

Esse é um daqueles livros que a gente fica feliz ao contratar mas que no momento seguinte já estamos pensando: tá, mas e agora? A sorte é que a equipe que cuida da produção dos quadrinhos na editora é muito boa. Chefiadas pela Helen Nakao, a Alissa Queiroz, a Luiza Acosta, a Camila Nishiyama e a Luísa Kon, com o apoio do Américo Freiria, estão quebrando a cabeça para, por exemplo, dar conta de reproduzir em português os letreiros das capas das revistas de terror pelas quais a protagonista do livro é fascinada. E tem uma porção de outros desafios gráficos, invisíveis para quem lê, mas que são um verdadeiro pesadelo para quem está do outro lado.

Um rascunho de Odyr Bernardi para a adaptação do clássico A Revolução dos Bichos

As primeiras publicações nacionais da Quadrinhos na Cia ficaram muito marcadas pelo envolvimento de uma geração, na época, em ascensão na cena nacional de HQs. Eram vários jovens artistas, você inclusive, com o DW Ribatski em Campo em Branco. Dentre esses próximos lançamentos nacionais constam pelo menos três nomes mais veteranos – Guazzelli, Odyr e Marcatti. Há algum foco seu e da editora por autores de uma ou outra geração mais específica?

Não, foi casual. Em breve, vamos ter livros da Laura Lannes e da Amanda Paschoal, talentos da nova geração. A Janaína Tokitaka também está preparando uma HQ. A ideia é ser a editora do Angeli, do Maus, do Tintim, do Aqui e publicar novos autores nacionais, o Minha Coisa Favorita é Monstro e o jovem autor nórdico de trinta anos que fez o livro bombar a partir de um projeto no Kickstarter (aguardem).

Eu considero Aqui o melhor e mais importante quadrinho publicado no Brasil em 2017, mas sei que é uma publicação que foge ao convencional em termos narrativos. Eu fico curioso em relação à resposta do público em relação à obra. Imagino que vocês não podem passar número de vendas, mas que tipo de retorno vocês tiveram dessa publicação? A imprensa cobriu de forma intensa esse lançamento, mas que tipo de resposta vocês tiveram por parte do público?

A melhor possível. A primeira edição inteira esgotou há alguns dias, estamos programando a reimpressão para fevereiro. É um livro emocionante. Merecido.

Duas páginas de My Favorite Thing is Monsters, de Emil Ferris

HQ / Matérias

Roger Cruz e o fim da trilogia Xampu

Eu escrevi para a edição de janeiro da revista Rolling Stone uma resenha sobre o terceiro volume da série Xampu, trilogia do quadrinista Roger Cruz sobre um grupo de amigos músicos e fãs de rock na São Paulo do final dos anos 80. A edição final reúne as mesmas doses equilibradas de humor, nostalgia e melancolia que ditaram o desenrolar das duas HQs prévias. Gosto de cada uma das edições que compõem a coleção por motivos distintos, mas recomendo com força a leitura integral dos três volumes.

HQ

Trump, por Liniers

Certeza que alguém já fez alguma tira/charge/ilustração do tipo, com o Trump cagando pela boca, mas o conceito fica ainda melhor no traço do Liniers. Fica o registro, pelo prazer de sempre ter um Liniers por aqui e também pela sempre oportuna chance de avacalhar o cuzão do Trump.