Vitralizado

Posts com a tag Building Stories

HQ / Melhor HQ

“A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim” – Ricardo Sêco: Building Stories

O Ricardo Sêco é responsável por um dos projetos que mais gosto relacionado ao mundo dos quadrinhos, a série Banda D. Ele apresenta em vídeo o ambiente de trabalho e as técnicas de quadrinistas enquanto eles produzem. Por enquanto já saíram quatro episódios: Rafael Coutinho, Guazzelli, Lelis e Edgar Clement. Pedi pro Ricardo escrever sobre “a melhor HQ de todos os tempos, hoje“, para ele. A escolhida foi a epopeia máxima de Chris Ware.

“A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim é ‘Building Stories’, do Chris Ware. Ênfase no ‘hoje’, já que só agora resolvi mergulhar na caixona que me encarava da estante, há certo tempo. São 14 ‘obras’ divididas em livros, encartes, folhetos e panfletos de diferentes tamanhos que te obrigam a sentar em uma mesa e parar pra ler. Não dá pra carregar na mochila e folhear durante a espera do dentista. As simetrias, repetições e composições cuidadosas, que são elementos marcantes nos quadrinhos de Chris Ware, chegaram à perfeição nessa obra. Tudo está encaixado, no lugar certo, pra contar histórias tocantes. Para mim, que vivo tentando enquadrar o mundo, é um deleite. Obrigado, Chris.”

BuildingCapa

Chris Ware / Entrevistas / HQ

Papo com Chris Ware

Entrevistei o Chris Ware para uma matéria publicada na Galileu de setembro. Tenho certeza que ele é uma das mentes mais iluminadas dos nossos tempos, talvez a mais brilhante do mundo dos quadrinhos. Jimmy Corrigan, Lint e Building Stories estão entre as coisas mais belas, apaixonantes e interessantes que já li e vi. Em breve posto por aqui o texto publicado na revista. Por enquanto, segue a íntegra da nossa conversa por email. A foto aqui de cima foi feita na Edinburgh International Book Fair.

Continue reading

Chris Ware / HQ / Literatura

Chris Ware e Joe Sacco na Edinburgh International Book Festival

Termina na próxima 2ª (26) a Edinburgh International Book Festival. Dois dos convidados que estiveram por lá semana passada pra falar de quadrinhos foram Chris Ware e Joe Sacco. Gravaram o bate-papo de uma hora que os dois fizeram juntos e também alguns vídeos individuais, com entre três e sete minutos cada. O Sacco falando principalmente do trabalho dele com gibis jornalísticos e o Ware contando da produção de Building Stories. Os vídeos:

Chris Ware / Destaque / HQ / Retrospectiva 2012

Retrospectiva OEsquema 2012 – Building Stories

Difícil encontrar outra obra lançada em 2012 que experimente tanto em relação às possibilidades de sua própria linguagem como Building Stories. Ainda tá cedo para avaliar o impacto real do último lançamento de Chris Ware no universo das histórias em quadrinhos, mas é uma obra definitiva em termos de abordagem, narrativa, ousadia e diversos outros aspectos. Lançamento do ano. Postei um monte de coisa sobre a hq nos últimos meses, dá uma olhada.

 

Chris Ware / HQ

O autorretrato de Chris Ware

Uma boa entrevista com o autor de Building Stories ilustrada com um autorretrato do autor – hoje em dia e a versão adolescente muito doida.

 

What advice would you give to someone who is in the early stages of that and possibly struggling?

To work as hard as possible, and then, when you think you’re done, to work just a little bit harder. To know that if it feels “right” it may actually be completely wrong, and that if it feels “wrong” it may be completely right. There’s no governing principle to any of this except that strange instinct and feeling within yourself that you simply have to learn to trust, but which is always unreliably changing. To create something for people who have not been born yet. To pay attention to how it actually feels to be alive, to the lies you tell yourself and others. Not to overreach—but also not to get too comfortable with your own work. To avoid giving in to either self-doubt or self-confidence, depending on your leaning, and especially to resist giving over your opinion of yourself to others—which means not to seek fame or recognition, which can restrain rather than open your possibility for artistic development. With all this in mind, not to expect anything and to be grateful for any true, non-exploitative opportunity that presents itself, however modest. And to understand that being able to say “I don’t know what to do with my life” is an incredible privilege that 99% of the rest of the world will never enjoy.

There’s a quotation from Picasso on the inside cover of Building Stories: “Everything you can imagine is real.” You said at Unity Temple that you can remember stories your grandmother told you and how they looked in your head more vividly than some events that actually occurred in your own life. There’s that part in one of the Building Stories booklets where one of the characters dreams that she finds an amazing book she wrote, and even though it only ever existed in her subconscious, it confirmed for her that she had that potential in her. I’d never considered giving so much validity to a reality that’s so personal and in-your-head and fictionalized, and I found it very comforting. So, how did you figure that out on your own—that something that exists only in your mind could have a valid enough reality to be a comfort?

Well, really, our memories are all we have, and even those we think of as “real” are made up. Art can condense experience into something greater than reality, and it can also give us permission to do or think certain things that otherwise we’ve avoided or felt ashamed of. The imagination is where reality lives; it’s the instant lie of backwash from the prow of that boat that we think of as cutting the present moment, everything following it becoming less and less “factual” but no less real than what we think of as having actually occurred.

Normally your books are quite carefully put together, and reading them can be like solving a maze—the order and arrangement of the panels is very purposeful and important.Building Stories is a box of books and pamphlets and broadsides and the like, but you’ve set no guidelines for where to start or finish. Why?

I wanted to make a book that had no beginning or end, and, despite the incredible pretentiousness of how that sounds, to try and get at the three-dimensionality of memories and stories—how we’re able to tell them starting at this or that point depending on the circumstance, and to take them apart and put them back together, whether to actually try and make sense of our lives or simply to tell reassuring lies to ourselves. I also wanted to make a book that seemed fun to read, and the idea of a box of nonthreatening booklets has always appealed to me. Also, I had a dream about exactly such an object.

 

O resto tá aqui.

Chris Ware / HQ

Chris Ware na TV

Uma rara entrevista do Chris Ware na televisão. Ele fala da produção de Building Stories e é apresentado como “o melhor autor de graphic novels de todos os tempos”. Aliás, vale ressaltar a preferência dele por “comic book” (quase o nosso gibi) e não por “graphic novel” – termo usado de forma arrogante pra caramba por alguns leitores de hqs. Confere: