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Cinema / HQ

O Império Contra-Ataca, por Frank Miller

Ilustração do Frank Miller pro embate entre Luke e Darth Vader em O Império Contra-Ataca. Da época que o Miller ainda era apenas ‘o artista/escritor de Demolidor’, como consta na página. Vi lá no tumblr do Bendis e não encontrei mais nenhuma referência. Me parece apenas uma página interna de alguma revista de Guerra nas Estrelas pra Marvel. O único trabalho do autor de Cavaleiro das Trevas com Star Wars que eu conhecia era essa capa aqui. Alguém tem outras informações?

Atualizado: meu amigo Cedê e o Rafael me ajudaram a descobrir. A imagem foi publicada no número 43 da primeira série Star Wars da Marvel, edição especial com 51 pinups inspirados nos filmes do George Lucas, incluindo esse do Frank Miller. Valeu, pessoal!

Destaque / HQ / Séries

Como A Queda de Murdock explica a relação entre o Universo Marvel no cinema e no Netflix

Dia 10 de abril estreia a série do Demolidor no Netflix. Tenho altas expectativas em relação a essas produções ampliando o universo cinematográfico da Marvel. Outro dia até falei por aqui do potencial desses seriados serem ainda melhores que os próprios filmes do estúdio. Uma das coisas que me faz acreditar nisso está ligada à própria dinâmica de uma série de TV. Claro, o que a Marvel está fazendo com seus filmes é tornar seus produtos para o cinema mais semelhantes a um seriado: cada longa é um episódio e cada uma das Fases que reúnem as produções é uma temporada. Também é possível fazer uma relação com revistas de histórias em quadrinhos: cada filme/episódio é uma edição, cada fase/temporada é um arco de histórias. Tendo cada uma das cinco produções do Netflix entre oito e treze episódios, cada arco poderá ser muito mais aprofundado que as obras para o cinema, óbvio.

GuerraInfinita

Apesar de Agents of S.H.I.E.L.D. ter encontrado seu rumo, ainda acho a série meio deslocada na cronologia do Universo Marvel. Tenho curiosidade em relação a como os fatos ligados ao enredo dos Inumanos serão inserido no filme do grupo, com lançamento em 2019. Acredito que os filmes continuarão determinando os rumos das séries. Sempre de cima pra baixo, do maior pro menor, e tudo relacionado a Inumanos será explicado no filme, como se Agents of S.H.I.E.L.D. jamais houvesse existido. A mesma regra valerá para as séries do Netflix. Talvez, em pelo menos uma das duas partes de Vingadores: Guerra Infinita, a galera toda dê as caras pro pau contra o Thanos. Será uma oportunidade única de juntar todo mundo num mesmo campo de batalho e mostrar o quão fodão é o inimigo da vez. Fala sério: quando você era pequeno e tinha seus bonequinhos, não deixava pro final da história uma luta épica envolvendo todo mundo? Pois é, esses são os bonequinhos do Kevin Feige e ele sabe que será a hora de reunir a tropa toda.

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Pensando nessa relação entre filmes e séries da Marvel lembrei de algumas cenas que retratam perfeitamente a relação entre os personagens desses dois contextos diferentes. Tá tudo em A Queda de Murdock, talvez a melhor história do Demolidor. Frank Miller estava no seu auge e David Mazzucchelli ainda era um artista de revistas de super-heróis. O vilão Bazuca está destruindo a Cozinha do Inferno, quebrando tudo enquanto enfrenta o Demolidor. O estrago é tão grande que os três principais Vingadores precisam dar as caras. Capitão América, Thor e Homem de Ferro chegam ao mesmo tempo pra controlar a situação. A cena é narrada do ponto de vista de Ben Urich, amigo do Demolidor. Ele deixa claro o desnível entre a simbologia dos quatro heróis ali presentes: o alter-ego de Matt Murdock é o cara que toma conta da Cozinha do Inferno e os três protegem o planeta. O mesmo conceito volta a a ser explorado mais pra frente na mesma obra, quando o Demolidor percebe a presença do Capitão América por perto e narra como seus sentidos estão detectando a presença de uma criatura superior.

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Por mais épicos que sejam os eventos narrados nos programas do Netflix, eles devem seguir essa mesma lógica. O que acontece na série, fica por lá, e isso é conveniente para engrandecer ainda mais os principais produtos da Marvel hoje em dia, os filmes e os personagens que compõem os Vingadores.

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Lembro de uma entrevista de Jeph Loeb quando as produções do Netflix foram anunciadas. Quadrinista de altos e baixos, ele ficou responsável por produzir os trabalhos da Marvel para televisão. Ele disse o que passou na sua cabeça quando viu no cinema o exército alienígena comandado por Loki surgir no céu acima da Torre Stark no primeiro Vingadores. “No Universo Marvel de verdade, dez quarteirões dali há um lugar chamado Cozinha do Inferno, habitado por Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro. Esses caras não estarão envolvidos em um incidente bélico intergalático”. Papum. A fala casa perfeitamente com os significados presentes nesses encontros de A Queda de Murdock. Dê um jeito de ler (ou reler) esse gibi até 10 de abril.

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HQ / Marvel / Séries

Minha cronologia para o Demolidor e o trailer da série do herói para o Netflix

Acho que já comentei por aqui que o personagem da Marvel com as minhas histórias preferidas é o Demolidor. Também sei que já disse sobre a minha relação com cronologias de hqs: cabe ao leitor fazer uma seleção própria dos enredos que compõem a história de cada personagem. Tô longe de ter lido tudo lançado até hoje que seja protagonizado ou tenha participação do Demolidor, mas poucos heróis tem uma cronologia composta por histórias tão canônicas quanto o alter-ego do advogado Matt Murdock.

O conceito criado por Stan Lee e Bill Everett pro herói é ponto de partida pra versão definitiva da origem do personagem, O Homem Sem Medo, escrita por Frank Miller e com desenhos do John Romita Jr. Depois vou pras mais de 30 edições da série do personagem nos anos 80 comandadas por Frank Miller, quando foi concebida a versão que conhecemos do herói. Pulo pra uma das sagas mais dramáticas publicadas pela Marvel, A Queda de Murdock, também com texto de Miller e com a arte do David Mazzucchelli. Putz, que quadrinho. Nos final dos anos 90 tem um arco menor, mas essencial pra essa narrativa, assinado por Kevin Smith e com desenhos do Joe Quesada. Aí vou pra 2001, quando começa o arco de 55 números da revista do Demolidor com roteiro do Brian Bendis e ilustrações do Alex Maleev.

Tenho certeza que vou voltar a reler Demolidor um dia, mas a história do personagem poderia muito bem terminar exatamente no último quadro concebido por Bendis e Maleev. Claro, nem citei as histórias solo protagonizadas pela Elektra com texto do Frank Miller e mais um ou outro bom especial do herói. O negócio é que esses materiais que mencionei são obviamente a fonte de inspiração pros 13 primeiros episódios da série do personagem pro Netflix. Copiado e colado, dá pra ver pelo trailer. Sério: a gente tá distraído pela barulheira toda feita por essa galera dos Vingadores, mas acho que a obra-prima da Marvel fora dos quadrinhos pode muito bem ser essa leva de séries produzidas pelo Netflix.

Cinema / HQ

O RoboCop de Alan Moore

Sabia que o Alan Moore quase escreveu o roteiro de Robocop 2? Descobri via um post no tumblr do Brian Bendis. O texto diz que a fonte da história é o produtor da continuação, Jon Davidson, e ela consta no livro RoboCop: The Definitive History. Lembrando que o autor do roteiro do filme acabou sendo o Frank Miller. Ó o motivo dessa busca por um quadrinista pra produção do texto do filme:

De acordo com RoboCop: The Definitive History, o produtor de RoboCop 2 procurou tanto o Alan Moore quanto o Frank Miller pra produção do roteiro da sequência, por causa dos trabalhos deles em Watchmen e Cavaleiro das Trevas. Na época havia uma greve de roteiristas e ele não podia contratar ninguém pertecente aos sindicatos da categoria, então ele foi atrás de autores de quadrinhos.

“Tive uma resposta bastante sucinta do Alan, enquanto o Frank demonstrou muito entusiasmo”, conta Jon Davidson no livro.

O resto é história. Você consegue imaginar como seria o RoboCop do Moore?

HQ

Frank Miller entrevista Kazuo Koike e Goseki Kojima

Pra mais ou menos ainda continuar em Tarantino. Uma entrevista publicada na revista Comics Interview número 52, de 1987. O entrevistador é o Frank Miller e os entrevistados são Kazuo Koike e Goseki Kojima, autores de Lobo Solitário. Tá em .jpg, mas só clicar e aumentar. A conexão com Tarantino é a seguinte: o Koike também criou o mangá Lady Snowblood (no Brasil foi publicado pela Conrad como Yuki) e a hq foi uma das inspirações pra Kill Bill. E massa que no final do segundo volume de Kill Bill, quando a filha da Noiva vai dormir, ela pede pra assistir Shogun Assassin, uma das adaptações de Lobo Solitário. O cara não dá ponto sem nó. Enfim, segue a entrevista:

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Ah, ainda sobre os nomes citados no post. A cena da fuga da prisão de Assassinos por Natureza é Ctrl+C/Ctrl+V da fuga do Mercenário da prisão da Ilha Riker em Daredevil#181, com jornalistas e tudo.