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HQ / Marvel

As novas Guerras Secretas da Marvel, o fim do Universo Ultimate e minha primeira série mensal de super-heróis

Qual foi a primeira revista da Marvel que você comprou? Minhas memórias não são lá essas coisas em relação aos eventos acontecidos antes de 1994. Eu definitivamente comprei alguns quadrinhos da Marvel antes de 94, mas tenho certeza absoluta de uma compra minha nesse ano. Foi o número três de Marvels, só por causa da capa do Alex Ross com o Surfista Prateado chegando na Terra. Hoje não sou o maior admirador dos desenhos do Alex Ross, acho meio estáticos além da conta, mas pirei naquela capa. Provavelmente nem li a edição, não sei se a série é mais recomendada para um menino de 7 anos não iniciado na cronologia da Marvel. Ainda assim, acho que essa primeira compra diz muito sobre o meu hábito como leitor de quadrinhos. Nunca tive muita paciência pra séries mensais, meu negócio sempre foi mini-séries, edições especiais e encadernados. Comprei bastante coisa entre 94 e 2001, principalmente nessa vibe, com histórias fechadas. Lá pra 2000 a Conrad começou a publicar Dragon Ball e Cavaleiros dos Zodíaco e talvez essas tenham sido minhas primeiras coleções de séries publicadas mensalmente ou a cada 15 dias. Também não tive pique pra continuar por muito tempo. Cavaleiros eu parei depois da Saga das 12 Casas e acho Dragon Ball perde um tantão da graça quando vira Dragon Ball Z. Daí em 2001 começam a ser publicadas no Brasil duas das séries que acompanhei por mais tempo, Ultimate Homem-Aranha e Ultimate X-Men. Você já deve ter visto que a Marvel anunciou o fim desse universo depois da publicação de Guerra Secretas né?

UltimateSpider

Antes dessas séries começarem a sair por aqui eu comprava bastante a Wizard americana. Provavelmente era coisa de futuro jornalista: ao invés de comprar os quadrinhos eu comprava a revista especializada que cobria o mundo dos quadrinhos. Quando chegou aqui no Brasil, já tava por dentro da linha: era uma releitura moderna dos quadrinhos da cronologia oficial. Primeiro saiu Ultimate Spider-Man, com o Brian Bendis no roteiro e o Mark Bagley nos desenhos, depois foi a vez de Ultimate X-Men, com texto do Mark Millar e arte dos irmãos Adam e Andy Kubert. Também publicaram Ultimate Marvel Teamp Up, mostrando cada edição um encontro do Homem-Aranha com algum outro heróis da editora. Em 2002 lançaram a cereja do bolo dessa brincadeira toda: The Ultimates, do Millar e do Bryan Hicth. A versão Ultimate do Quarteto Fantástico saiu em 2004, que deve servir de grande inspiração para o filme do Josh Trank, mas tô me adiantando. Estava cansado de ver Bendis e Millar nas primeiras posição do top 10 de escritores da Wizard e Bagley e os Kubert na dos desenhistas. Separadas nos Estados Unidos, as duas séries começaram a sair no Brasil em Marvel Século 21: Homem-Aranha, pela Abril. A Panini chegou ao Brasil pra começar a lançar a Marvel por aqui e herdou a publicação, rebatizada de Marvel Millenium: Homem-Aranha. Acho que comprei a revista até o número 40 e poucos.

MarvelsSurfista

É muito louco pensar no final desse Universo Ultimate por várias razões. Além dele ter sido publicado na primeira série mensal que comprei com regularidade, foram os primeiros blockbusters escritos por Bendis e Millar. Definitivamente serviu de base pra criação do Universo Marvel no cinema. Estou resumindo bastante a história, mas a partir dessas séries os dois pularam pra Demolidor, Alias, Kick-Ass, Vingadores e outros projetos mais autorais. Todas as produções mais recentes com o logo da Marvel – sejam da Marvel Studios, Fox ou Sony – são minimamente inspiradas nas histórias contadas no Universo Ultimate. Acompanho de longe os quadrinhos mensais da Marvel, mais por notícias da internet e por encadernados do que nas bancas todo mês, mas acho óbvio como a abordagem do Universo tradicional foi afetada em definitivo por essas séries lançadas no início dos anos 2000. Tô meio atrasado em relação à notícia de que o Universo Ultimate chegará ao fim, foi anunciado já tem mais de uma semana, e adiantado em relação à publicação da próxima Guerra Secretas, o gibi começa a sair mais pra frente em 2015. Também acho bastante possível que não passe de mais um blefe imenso dessas editoras americanas de super-heróis, o mais provável até. Mas fica aqui minha homenagem e um humilde muito obrigado ao trabalho de Bendis, Millar e cia.

Animação / HQ

Superman: Red Son, a motion comic completa no youtube

SupermanRedson

A Warner colocou na íntegra no Youtube a motion comic de Superman: Red Son, versão animada de um dos quadrinhos mais legais já protagonizados pelo último filho de Krypton. Apesar de não simpatizar muito com esse formato de motion comic (o gibi dublado com alguns efeitos de animação), vale muito pra quem ainda não leu a versão impressa: na realidade da hq, Kal-El cai na União Soviética e não no Kansas. Ao invés de defender o ‘american way of life’ ele acaba lutando pelo socialismo. Aqui no Brasil saiu como Superman – Entre a Foice e o Martelo. O roteiro é do grande Mark Millar. Classuda pra caramba, confere:

HQ

Jupiter’s Children: Mark Millar + Frank Quitely

Foram divulgadas as primeiras ilustrações de Jupiter’s Children, série da Image com roteiro de Mark Millar e arte do Frank Quitely. Tá prevista pro início do ano que vem. O Millar não entregou muito da história. Disse que mostra várias gerações de heróis, dos primeiros a surgirem na década de 20 até outros não bem sucedidos no presente. Pro Hollywood Reporter ele falou que espera que seja o Senhor dos Anéis ou Star Wars dele.

Ele também comentou que a ideia é fazer da série uma trilogia, com doze edições cada volume. Ao contrário de Wanted e Kick-Ass, disse que pretende esperar a primeira parte chegar ao fim para pensar numa versão pra cinema.

Como já falei, a Image tá renascendo. Bancando mais um tremendo projeto. Dessa vez, de dois dos autores mais criativos da indústria. Brian K. Vaughan também citou Senhor dos Anéis e Star Wars como referências pro trabalho dele em Saga e rendeu uma das séries mais baladas da 2012. Tô no aguardo de Jupiter’s Children.

A matéria do Hollywood Reporter, com mais artes do Quitely e falas do Millar, tá aqui.