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Posts com a tag Rolling Stone

HQ / Matérias

Bianca Pinheiro, Greg Stella e o nonsense experimental de Eles Estão Por Aí

Escrevi para a edição de junho da revista Rolling Stone sobre Eles Estão Por Aí, álbum do casal Bianca Pinheiro e Greg Stella publicado pela editoria Todavia. Escrever a sinopse desse trabalho mais recente da dupla de Meu Pai é Um Homem da Montanha foi um desafio bem divertido, que já leu saca a loucura da obra, mas acho que valeu o empenho. Eles Estão Por Aí é uma das minhas leituras favoritas do ano, pela trama nonsense e a vibe quase experimental do quadrinho. Aposto alto como um dos destaques de 2018 lá no final do ano. A Rolling Stone de junho já está nas bancas.

HQ / Matérias

Como Falar com Garotas em Festas, Fábio Moon, Gabriel Bá, Neil Gaiman e…Laerte?

Conversei com os quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá sobre Como Falar com Garotas em Festas, adaptação feita pelos dois para quadrinhos para o conto homônimo do Neil Gaiman. O nosso papo virou matéria na mais recente edição da Rolling Stone. Eles me falaram sobre as origens do projeto, o processo de transformar o texto do criador de Sandman em um roteiro de quadrinho e a belíssima arte em aquarela da HQ. Os dois autores da obra também falaram sobre o diálogo entre o enredo de Gaiman e a trama concebida pela brasileira Laerte na clássica Fadas e Bruxas. Enfim, recomendo o quadrinho e também a Rolling Stone recém-chegada às bancas. Em breve a íntegra da minha conversa com os dois quadrinistas dá as caras por aqui.

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HQ / Matérias

Bar, O Miolo Frito e os bastidores de um boteco de São Paulo

Já comentei por aqui o tanto que gostei de Bar, álbum dos caras do Miolo Frito publicado há alguns meses pela Mino. Agora eu escrevi pra Rolling Stone de julho uma resenha da HQ. O meu texto sobre o quadrinho foi impresso do lado de críticas sobre o Paciência do Daniel Clowes e uma compilação de contos do Dostoiévski – o que considero um tremendo feito pra um quadrinho sobre um boteco pé sujo de São Paulo. Chamei atenção principalmente pra arte incrível e pro entrosamento de Breno Ferreira, Benson Chin, Adriano Rampazzo e Thiago A.M.S., dessa vez com a participação de Shun Izumi. Recomendo o meu texto na revista e, mais uma vez, o gibi.

HQ / Matérias

Ódio e delírio em Ouro Preto: Rafael Coutinho e as marcas de um ritual de violência em Mensur

Transformei a minha longa entrevista com o Rafael Coutinho sobre Mensur em matéria pra edição de março da revista Rolling Stone. O foco do texto está principalmente na relação do autor com o personagem da HQ, o solitário Gringo, e também nos paralelos entre a prática de mensur e combates de MMA e outros esportes violentos do nosso presente. A revista chegou 6ª passada nas bancas, arruma a sua aí!

Aliás, falando em Mensur, já leu a HQ? O que achou? Tinha lido o pdf antes do lançamento, mas o impacto é outro com o livro no papel. Puta quadrinho bom, né? Fico indo e voltando em várias páginas e me perdendo no desenho. Gosto cada vez mais.

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Jão e o número de estreia da revista PARAFUSO: “Quero que a revista seja meu laboratório”

Tem matéria minha na edição de janeiro da Rolling Stone falando do número zero da revista PARAFUSO do Jão. Já escrevi sobre a publicação por aqui na minha retrospectiva com os grande quadrinhos lançados no Brasil em 2016, por ter sido um dos meus títulos preferidos do ano passado. Essa edição de estreia da revista é focada na história Vigilantes, com diálogo imenso com o clássico Preto e Branco do Taiyo Matsumoto. Enfim, falo mais sobre a obra na minha matéria. A Rolling Stone chegou ontem às bancas de São Paulo e não deve demorar pra sair no resto do Brasil. Enquanto isso, segue um trecho da minha conversa com o Jão:

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Como surgiu a PARAFUSO?

O conceito surgiu por meio das histórias que criei ao longo do último ano, que são mais experimentais e foram produzidas como forma de exercício narrativo. Queria retomar algumas ideias do meu trabalho de alguns anos atrás também, coisas que eu fiz de 2008 a 2011, como o nonsense, a ficção científica e a fantasia. Acho que o título, PARAFUSO, vem daí também: tanto no sentido de algo maluco, que tem um parafuso a menos ou a mais, quanto o parafuso no sentido de máquina, de fazer um mecanismo funcionar. Quero que a revista seja meu laboratório.

Tendo resolvido o formato e o conceito da publicação, como você chegou à história desse primeiro número?

As coisas meio que foram feitas ao mesmo tempo. A ideia inicial era começar na edição 1, como uma antologia, mas percebi que o prazo ficaria muito curto para uma edição maior. Então, foquei em finalizar a história Vigilantes para publicá-la com o número zero na capa, pois senti que seria um conto com a força necessária para sustentar a publicação e que representava o que eu havia pensado para a série de revistas.

No imaginário das histórias em quadrinho, o termo vigilantes é muito associado aos super-heróis. Você de alguma forma trabalha com essa ideia na HQ?

Em meu livro anterior, Baixo Centro, eu já tinha explorado conceitos de “linchamento” e “justiça com as próprias mãos”, mas percebi que minha sensibilidade em relação a isso ainda não havia esgotado, principalmente quando vi que muitas dessas ideias são usadas como o embrião dos quadrinhos de super-heróis, que, de certa forma, são porta-vozes da linguagem. Então sim, a ideia de pessoas com poderes, que usam roupas coloridas e que lutam pela justiça é trabalhada no conto, mas como uma forma de mostrar o contexto estranho e assustador em que vivemos, onde a frase do herói nacional, Capitão Nascimento, “bandido bom, é bandido morto”, se faz mais presente do que nunca no imaginário popular.

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Seu trabalho anterior, o Baixo Centro é basicamente uma cena de perseguição pelas ruas do centro de Belo Horizonte. Você trabalha bastante com a arquitetura da cidade e os personagens fazem um percurso bem longo. Esse trabalho mais recente é focado praticamente em uma esquina e em um ambiente mais fantástico. Você refletiu sobre esse contraste? Mudou muito a sua dinâmica de produção trabalhar com ambientes e contextos tão diferentes?

Mudou demais! Mas minha forma de trabalho passa por aí, é muito difícil eu repetir o mesmo modo de produzir para histórias diferentes. No Baixo Centro, a cidade era o personagem principal da trama e eu queria representá-la de forma que os leitores reconhecessem os prédios e lugares ao passar as páginas. Já na história Vigilantes, a ideia foi de desenhar, desenhar e desenhar o mesmo cenário, queria que, de alguma forma, fosse criado um paralelo com obras da Pop Art também. Então, ao abrir as páginas, o leitor terá toda essa repetição de imagens seguidas, apesar da narrativa andar entre os quadros.

Já sobre o contraste entre as histórias, quando estava planejando começar a fazer o conto Vigilantes, percebi que estava falando sobre algo muito próximo do que havia explorado no Baixo Centro. Como já estava na onda de experimentar novas formas de fazer quadrinhos, resolvi que queria transformar essa narrativa em algo parecido com uma tira, criando diversas limitações pro desenho. Se no livro anterior a “câmera” girava e mostrava ao leitor a cena de diversos ângulos, por exemplo, na nova revista a ideia foi mantê-la o mais estática possível. Diria que são duas histórias irmãs, mas que foram separadas no nascimento.

Você tem em mente uma periodicidade pra revista? Já tem definidas as histórias das próximas edições?

A ideia é que sejam publicadas três ou quatro edições ao longo de 2017, sem uma periodicidade muito certa para não me comprometer. Algo que gostei nesta edição 0, e que saiu um pouco do plano inicial, que era de fazer uma antologia, é lançar cada número com uma história apenas, mas que tenham os conceitos estabelecidos pelo título da revista. Para a edição 1, posso dizer estou trabalhando em um conto que é uma mistura de House of Cards com Adventure Time e que é uma história um pouco maior que a anterior, Vigilantes. Para as edições seguintes, tenho diversas histórias em produção também, mas não sei exatamente quais serão lançadas na PARAFUSO e quais tomarão outros caminhos.

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HQ / Matérias

Hip Hop Family Tree: o épico do quadrinista Ed Piskor ganha edição em português pela Veneta

Um dos grandes épicos dos quadrinhos norte-americanos nos últimos anos, a série Hip Hop Family Tree será lançada no Brasil pela editora Veneta. Batizada em português de Hip Hop Genealogia, a obra terá seu primeiro volume chegando às lojas e livrarias especializadas nas próximas semanas e conta a história da cultura Hip Hop nos Estados Unidos ao longo dos últimos 40 anos. Segundo os editores brasileiros, a expectativa é que o segundo tomo da obra seja lançado no primeiro semestre de 2017.

Com 128 páginas e em capa dura, o álbum custará R$94,90 e será sem dúvida um dos grandes gibis publicados no país em 2016. Bati um papo com o Ed Piskor e nossa conversa virou matéria na edição de setembro da revista Rolling Stone. Ele me falou sobre as suas inspirações na criação do projeto, a relação que ele vê entre quadrinhos e a cultura Hip Hop e a influência de seu mentor Harvey Peaker em sua produção. A revista tá nas bancas, cara, corre lá!

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