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Posts com a tag Sarjeta

HQ / Matérias

Sarjeta #6: Box Brown fala sobre Tetris, games e a relação entre arte e mercado

Está no ar a sexta edição da Sarjeta, minha coluna sobre histórias em quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Entrevistei o quadrinista norte-americano Box Brown sobre o lançamento da edição brasileira de Tetris, pela editora Mino, e transformei esse papo numa matéria falando sobre o conteúdo e o desenvolvimento da HQ e algumas reflexões do autor decorrentes da produção desse trabalho.

Também escrevi na coluna sobre o adiamento do FIQ 2020 por conta da pandemia do coronavírus e da decisão dos organizadores da Bienal de Quadrinhos de Curitiba de “acompanhar os desdobramentos” para tomar uma decisão em relação ao evento na capital paranaense. Na entrevista que fecha a coluna, um papo com a quadrinista Grazi Fonseca, autora do álbum Partir.

Você lê a sexta Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #6: HQ documental narra a criação do game “Tetris” e os desdobramentos políticos de seu sucesso.

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Sarjeta #5: Neorrealismo, futebol e os quadrinhos de Marcello Quintanilha

Está no ar a quinta edição da Sarjeta, minha coluna sobre histórias em quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Em meio às minhas reflexões sobre os melhores quadrinhos de 2019 ando pensando um monte sobre Luzes de Niterói, trabalho mais recente do quadrinista Marcello Quintanilha. Tratei no texto sobre os temas que cercam a obra, falei um pouco de neorrealismo italiano e da representação do futebol como ficção.

Na entrevista que fecha a coluna, um papo com a jornalista/ pesquisadora/ tradutora Dandara Palankof, uma das editoras da revista Plaf!.

Você lê a quinta Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #5: Ninguém retratou o futebol em quadrinhos, em suas nuances sociais e estéticas, como Marcello Quintanilha em Luzes de Niterói.

HQ / Matérias

Sarjeta #4: Festivais de HQs, ComiXology e quadrinistas contra a Amazon

Está no ar a quarta edição da Sarjeta, minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Escrevi dessa vez sobre aquele que considero um dos grandes acontecimentos de 2019 nos quadrinhos mundiais: o protesto de quadrinistas norte-americanos contra o patrocínio da Amazon em festivais de HQs por meio da plataforma ComiXology.

Falei um pouco sobre a dinâmica de funcionamento da ComiXology, sobre alguns dos principais argumentos da carta assinada pelos quadrinistas e sobre a presença crescente da Amazon no Brasil – e também tratei da possível chegada da ComiXology ao país em um futuro próximo. Fechei a coluna com uma entrevista com o quadrinista Rogi Silva, autor de Pedra Pome e Não Tenho uma Arma.

Você lê a quarta Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #4: Protesto de quadrinistas contra gigante digital marcou o 2019 das HQs nos EUA. Na imagem que abre o post, arte do quadrinista Michael DeForge, um dos autores da carta assinada por artistas norte-americanas e endereçada aos festivais de quadrinhos. Reproduzo a seguir a íntegra da versão traduzida da carta:

Uma Carta Aberta aos Festivais de Quadrinhos

Esta é uma carta de artistas, escritores, editores, voluntários, trabalhadores e outros membros da comunidade de quadrinhos que exigem que os festivais deixem de aceitar dinheiro de patrocínio da ComiXology, subsidiária da Amazon. A ComiXology, plataforma de distribuição digital e de venda de quadrinhos, foi comprada pela Amazon em 2014. O patrocínio da ComiXology / Amazon à Small Press Expo (SPX), em Bethesda, resultou em controvérsias e questionamentos públicos em 2018, assim como o patrocínio a vários outros festivais de quadrinhos, incluindo o Toronto Comics Art Festival (TCAF), o Cartoon Crossroads Columbus (CXC) e o Thought Bubble. É louvável que o TCAF não liste mais a ComiXology como parceira em seu site, mas o relacionamento entre a empresa e outros festivais permanece obscuro.

A SPX, uma organização sem fins lucrativos, também atua como angariadora de fundos para o Comic Book Legal Defense Fund (CBLDF). O CEO e co-fundador da ComiXology, David Steinberger, ingressou no conselho de administração da CBLDF em junho de 2019.

Os horríveis abusos trabalhistas da Amazon estão bem documentados. A empresa sujeita seus funcionários a condições de trabalho desumanas (exemplo 1exemplo 2exemplo 3) e suprime regularmente seus esforços de sindicalização (exemplo 1). Além disso, a presença física da empresa devasta comunidades, bairros e cidades que ocupa, deixando para trás um legado de remoções que afeta desproporcionalmente comunidades marginalizadas (exemplo 1exemplo 2).

A Amazon também hospeda a Palantir, a empresa de tecnologia que fornece informações sobre imigrantes e autoridades alfandegárias (ICE) sobre pessoas sem documentos, a fim de prendê-las e detê-las, e que está implicada na vigilância de organizadores e ativistas sindicais. Grupos de direitos dos imigrantes, como Mijente, Cosecha e Never Again Action, estiveram na linha de frente para documentar e protestar contra o vínculo entre a Amazon e a ICE. Em 14 de agosto de 2019, um agente da ICE dirigiu um caminhão contra uma multidão de manifestantes do lado de fora do Wyatt Detention Center em Rhode Island. Cartunistas locais estavam entre os manifestantes cujas vidas foram ameaçadas. A SPX se orgulha de sua lista de artistas internacionais, o que torna a parceria com uma corporação que se beneficia do encarceramento de migrantes ainda mais inconcebível.

A arte não é apolítica e os trabalhadores da arte não recebem neutralidade especial como espectadores inocentes. Devemos examinar as maneiras pelas quais a Amazon usa patrocínios para camuflar sua exploração brutal de trabalhadores e os efeitos desastrosos que ela tem nas cidades em que se instala. Devemos examinar nossa culpabilidade em um sistema que imponha e lucre com o tratamento violento e desumano com imigrantes; um sistema de operações de ataque aéreo e campos de concentração que separa famílias e assassinatos de crianças e adultos por negligência. Quando pegamos dinheiro da Amazon e olhamos para o outro lado, estamos permitindo que essas ações aconteçam com o nosso silêncio.

Os quadrinhos e o método ‘faça você mesmo’ das pequenas publicações promoveram uma cultura longa e histórica de independência. Quadrinistas independentes trabalharam para criar comunidades acolhedoras de todas as vozes, especialmente as que estão à margem. A Amazon procura se proteger dentro de nossas comunidades, comprando tanto o comércio quanto a cultura de nosso meio

Depois de uma rodada renovada de objeções públicas à parceria com a ComiXology em agosto, a SPX discretamente removeu qualquer menção da empresa de seu site e a deixou como patrocinadora. Aplaudimos o SPX e seus organizadores por ouvirem essas preocupações e estarem dispostos a trabalhar com a comunidade de quadrinhos para considerar fontes alternativas de financiamento. Pedimos que eles façam uma declaração pública anunciando sua decisão e se comprometam a recusar o dinheiro da Amazon daqui em diante.

Além disso, pretendemos aproveitar esse momento e exigir de todos os festivais de quadrinhos:
-O rompimento total dos laços da Amazon / ComiXology, incluindo os contínuos patrocínios da empresa à CXC e à Thought Bubble.
-Promessa pública de não aceitar futuras parcerias com a Amazon / Comixology.
-Transparência total em relação a patrocínios e alocação de dinheiro. Os artistas devem poder contribuir e tomar decisões informadas sobre o que implica a nossa participação em qualquer festival.

Isso não é uma incriminação a nenhum dos festivais mencionados nesta carta, nem aos seus organizadores. As conexões e o suporte oferecidos por esses espaços raramente foram tão vitais. Os quadrinhos não são uma indústria lucrativa, mas não podemos permitir que a Amazon explore nossa precariedade e instabilidade para comprar nosso silêncio. Quando contribuímos com nosso dinheiro, tempo e trabalho para esses festivais, merecemos saber como eles estão sendo usados e de onde vem o dinheiro do patrocínio dos festivais. Assinamos esta carta para registrar nossa dissidência, exigir mais de nossas instituições e mostrar nossa solidariedade com os esforços de organização liderados por grupos de direitos de imigrantes locais e nacionais.

Os quadrinhos sempre souberam como se virar por conta própria. Não aceitaremos o dinheiro deles em detrimento aos vizinhos, às nossas famílias, às nossas comunidades, aos nossos empregos e a nós mesmos.

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Sarjeta #3: 2020 é ano de FIQ e Bienal de Quadrinhos de Curitiba

Está no ar a terceira edição da Sarjeta, minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Aproveitei a proximidade de 2020 para escrever sobre os dois grandes eventos de quadrinhos marcados para o próximo ano no país, o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), em Belo Horizonte, e a Bienal de Quadrinhos de Curitiba.

Conversei com os responsáveis por cada um dos festivais, Afonso Andrade, coordenador do FIQ, e Luciana Falcon, coordenadora do evento paranaense. Falo um pouco sobre o que o público pode esperar de cada evento e apresento as expectativas dos organizadores dos dois festivais. Na entrevista que fecha a coluna, bati um papo com o quadrinista Batista, autor da HQ Máquina de Lavar.

Você lê a terceira Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #3: 2020 é ano de FIQ e Bienal de Quadrinhos, os principais eventos do calendário nacional de HQs.

(crédito da imagem que abre o post: Divulgação/Glenio Campregher)

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Sarjeta #2: Os títulos dos selos Escória Comix e Pé-de-Cabra e disparates necessários em tempos de conservadorismo crescente

Está no ar a segunda edição da Sarjeta, minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Dessa vez eu escrevi sobre os trabalhos de autores como Emilly Bonna, Fabio Vermelho e Victor Bello para os selos Escória Comix e Pé-de-Cabra, respectivamente capitaneados pelos editores Lobo Ramirez e Panhoca.

Chamo atenção para a originalidade das tramas de obras como Esgoto Carcerário, O Deplorável Caso do Dr. Milton e Úlcera Vórtex, disparates necessários em tempos reacionários. Na entrevista que fecha a coluna, bati um papo com a quadrinista Débora Santos, autora do álbum Lua Cheia e coautora de Sapacoco e Pombos!, em parceria com Márcio Moreira.

Você lê a segunda Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #2: Escória Comix e Pé-de-Cabra: respostas das HQs brasileiras a tempos sombrios.

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Sarjeta #1: É fundamental o surgimento de espaços com linhas editoriais mais diversificadas e críticas, mais coerentes com a diversidade e a criatividade das HQ nacionais

Está no ar a primeira edição da Sarjeta, a minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Recebi o convite para escrever a coluna há pouco mais de um mês e minha intenção é utilizar esse espaço para chamar atenção para tudo aquilo que foge às vias oficiais e mais frequentadas em termos de quadrinhos no Brasil.

No texto de estreia eu falo um pouco sobre as minhas observações relacionadas à infantilização crescente nos debates relacionados a histórias em quadrinhos no Brasil. E ressalto a importância do surgimento de espaços com linhas editoriais mais diversificadas e críticas, minimamente coerentes com a diversidade e a criatividade das HQ nacionais.

De quebra, ainda bato um papo rápido com Cecilia Silveira, quadrinista e editora do selo Sapata Press. Você lê a primeira Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #1: A vanguarda dos quadrinhos nacionais está fora do radar do grande público.

(crédito da foto: Divulgação/Cássia Guerra)