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4ª (1/11) é dia de Mesa de Dissecação: Wagner Willian na loja da Ugra

Você tem programa pra 4ª (1/11), às 19h? Então deixo o convite pro bate-papo Mesa de Dissecação: Wagner Willian, na loja da Ugra aqui em São Paulo. Eu estarei por lá com meus amigos do Balbúrdia, Maria Clara Carneiro e Lielson Zeni, pra esmiuçar os trabalhos mais recentes do autor de Bulldogma e Lobisomem Sem Barba. Aliás, também estará em pauta O Maestro, O Cuco e A Lenda, próximo álbum do quadrinista, com lançamento previsto pra dezembro. Lembrando: a conversa começa pontualmente às 19h e a Ugra fica no número 1371 da Rua Augusta. Você encontra mais instruções na página do evento no Facebook. Vamos?

Mesa de Dissecação: Wagner Willian

“Lielson Zeni (Balbúrdia), Maria Clara Carneiro (Balbúrdia) e Ramon Vitral (Vitralizado) convidam o quadrinista Wagner Willian para ir até a Ugra esmiuçar seus trabalhos mais recentes.

A ideia é que os quatro façam uma análise detida sobre Bulldogma (vencedor do Grampo de Ouro) e O Maestro, O Cuco e A Lenda (selecionado pelo PROAC-SP), falando de processo, narrativa, arte, trama, a relação entre as obras do autor e até a possível existência de um WagnerWillianWerso”.

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A capa de O Maestro, O Cuco e A Lenda, a próxima HQ de Wagner Willian e o primeiro álbum da Texugo Editora

Viu que o Wagner Willian divulgou lá no Facebook a capa de O Maestro, O Cuco e A Lenda? É o primeiro trabalho do quadrinista em seguida ao aclamado Bulldogma e o primeiro de sua editora pessoal, a Texugo Editora. Já li uma das versões da HQ e acho que dá pra dizer que o autor acertou outra vez, viu? E vale ressaltar que o álbum vai num caminho completamente diferente do que foi apresentado no álbum protagonizado pela ilustradora Deisy Mantovani. Agora é ficar no aguardo de uma possível data de lançamento. Quero muito ver isso aí impresso.

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Maestro, o Cuco e a Lenda: assista ao booktrailer da próxima HQ de Wagner Willian, o autor de Bulldogma

O quadrinista Wagner Willian divulgou o booktrailer de Maestro, o Cuco e a Lenda, primeiro trabalho dele em seguida ao sucesso de Bulldogma. Tive acesso a uma prévia do material e aviso: é difícil imaginar algo mais distante do que foi apresentado pelo autor no livro protagonizado pela ilustradora Deisy Mantovani – mas com a mesma arte belíssima e com alguns dos designs de páginas mais belos que já vi por aí. A expectativa do autor é que o lançamento ocorra em dezembro de 2017, provavelmente na Comic Con Experience. Ó que beleza a prévia publicada no YouTube:

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O Maestro, o Cuco e a Lenda: Wagner Willian adianta a trama e as origens de sua próxima HQ e apresenta a construção de duas páginas da obra

Quem segue o quadrinista Wagner Willian no Facebook já está acompanhando algumas prévias divulgadas por ele de sua próxima HQ, O Maestro, o Cuco e a Lenda. O álbum será o primeiro trabalho em quadrinhos do artista em seguida ao sucesso de Bulldogma. Perguntei ao autor sobre o andamento da produção. Segundo ele, o livro já tem 1/3 finalizado. “Daqui a pouco chego nas partes complicadas do roteiro”, diz o Willian. “Existem algumas camadas dentro da história e saber posicioná-las vai ser difícil”, conta.

Pedi pro Wagner Willian uma prévia desse processo de produção e ele me enviou quatro versões de duas páginas da HQ. Ele também deu uma prévia sobre o enredo da obra e as origens da história desse novo trabalho, que começou como um livro ilustrado e acabou virando um quadrinho. A partir de agora, aspas do quadrinista:

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“A Lenda do Cuco surgiu em uma outra história, chamada Silvestre, sobre um velho caçador. Sem conseguir caçar nada, ele inventava e relembrava algumas lendas. Me pareceu tão peculiar que resolvi contá-la em um livro infantil de 32 páginas. Logo vi que eram insuficientes. Havia alguma coisa ali naquela história que merecia mais páginas. Subiram para 40. Eu já estava tomado pela lenda. Amaldiçoado seria a palavra certa. Precisava entrar em cada pedaço dela. Para isso, a narrativa em quadrinhos me pareceu mais eficiente, construindo um cenário à sua volta, como se a erigisse em um pedestal. Dobrei as 80 páginas esboçadas. E agora, em sua finalização, desisti de supor seu tamanho final.

Terrível maldição essa, que além do roteiro atinge também o estilo visual. Por algum motivo obscuro comecei por algo mais realista. Mas como você sabe, o traço sintético, estilizado, possui um apelo maior por comunicar mais rapidamente uma ideia, um gesto. Senti uma empatia mais forte com o personagem dessa forma. As páginas a seguir fazem parte do começo da história, quando o personagem retorna para o lugar onde viveu a infância. Dentre essa estilização você percebe que há uma mais dinâmica e outra mais ‘preciosa’. Para essa última versão, destrinchei a fala do avô em vários quadros, ressaltando o próprio texto ao conceber todo o gestual do personagem. Entendi que ao fazer isso, meu envolvimento enquanto leitor, tornou-se maior. Ou foi apenas mais um sintoma da Maldição do Cuco.”

Versão 1:

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Versão 2:

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Versão 3:

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Versão 4:

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E o que andam dizendo por aí sobre a campanha pela categoria Quadrinhos no Prêmio Jabuti 2017?

Tem rendido a campanha iniciada pelo Wagner Willian pedindo a inclusão da categoria Quadrinhos no Prêmio Jabuti. Até o momento (13/01, 16h) a carta aberta destinada à Câmara Brasileira do Livro (CBL) já conta com mais de 1700 assinaturas. Procurados pela imprensa, os representantes da instituição disseram que o caso vem sendo acompanhado e que a carta será à curadoria do prêmio.

Não vejo nenhuma justificativa para o pedido ser negado, imagino que não vá demorar para a CBL anunciar sua decisão e já começo a ficar curioso em relação a quem seriam os convidados a compor o júri da categoria. Enquanto aguardamos novidades, listo algumas matérias que já trataram do assunto – quase todas citando a minha contribuição na primeira versão do texto, também de autoria do Wagner Willian e do Érico Assis. Ó:

O Globo: Abaixo-assinado pede inclusão de histórias em quadrinhos no Jabuti;

Folha de São Paulo: Abaixo-assinado pede inclusão de quadrinhos no Prêmio Jabuti;

Publishnews: Quadrinistas se mobilizam para incluir a categoria ‘Histórias em Quadrinhos’ no Jabuti;

Folha de Pernambuco: Abaixo-assinado pede a inclusão de quadrinhos no Prêmio Jabuti

Opera Mundi: Em carta aberta à Câmara Brasileira do Livro, quadrinistas e editores de HQs pedem criação da categoria ‘Quadrinhos’ no Prêmio Jabuti

Página Cinco/UOL: Quadrinistas pedem que Prêmio Jabuti crie categoria para reconhecer HQs;

Catraca Livre: Quadrinistas querem incluir categoria para HQs no Prêmio Jabuti;

Paulo Ramos: Parece que agora vai. Um abaixo-assinado pedindo a criação da categoria quadrinhos no Prêmio Jabuti já soma 1.571 assinaturas (às 18h17 de 12.01) e começa a ecoar fora do circuito dos leitores tradicionais;

Correio do Estado: Abaixo-assinado pede a inclusão de quadrinhos no Prêmio Jabuti;

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Quadrinistas brasileiros e editores nacionais de HQs pedem a inclusão da categoria ‘Quadrinhos’ no Prêmio Jabuti 2017 em carta aberta à Câmara Brasileira do Livro

Não é de hoje a pedida de quadrinistas e editores brasileiros de HQs pela categoria ‘Quadrinhos’ no Prêmio Jabuti. Mais tradicional premiação do mercado editorial brasileiro, o Jabuti vem incluindo ao longo dos últimos anos várias HQs em meio às indicações de algumas de suas categorias. No entanto, nos 59 anos de história do Jabuti, nunca houve uma categoria exclusiva para quadrinhos. Uma carta aberta e um abaixo-assinado pedindo a criação e inclusão da categoria ‘Quadrinhos’ foram criados para serem entregues à Câmara Brasileira do Livro, responsável pela premiação.

O texto em busca de assinaturas pode ser lido aqui. O projeto é iniciativa do quadrinista Wagner Willian, autor de Bulldogma e Lobisomem Sem Barba, segundo colocado na categoria Ilustração do Jabuti em 2015. Dentre seus argumentos, o texto afirma: “Como o Prêmio Jabuti enfoca a produção editorial nacional, cabe lembrar que – a exemplo do restante do mercado editorial brasileiro – boa parte das publicações de quadrinhos no Brasil é de material estrangeiro. Contudo, a proporção de material nacional, produzido por quadrinistas brasileiros, é pujante e crescente. A melhor comprovação que temos desta pujança está nas premiações que começam a aparecer para livros em quadrinhos brasileiros no exterior”.

Acho uma tremenda causa. Premiações nem sempre são justas e jamais refletem toda a diversidade e grandeza das cenas e dos mercados que buscam reconhecer. Porém, a inclusão da categoria seria coerente dentro do que o Jabuti se propõe a ser, reconheceria o momento especial vivido pelos quadrinhos brasileiros e poderia expandir o alcance dos quadrinhos nacionais e também valorizá-los de forma inédita. Eu já assinei e recomendo que você faça o mesmo. Segue a íntegra da carta:

CARTA ABERTA DE QUADRINISTAS BRASILEIROS PROPONDO A INCLUSÃO DA CATEGORIA ‘QUADRINHOS’ NO PRÊMIO JABUTI 2017

“Criado em 1958, o Jabuti é o mais tradicional prêmio do livro no Brasil.”

As frase acima é encontrada no website do próprio Prêmio Jabuti. Como profissionais atuantes no mercado editorial, reconhecemos e subscrevemos: o Jabuti é, indubitavelmente, o mais tradicional prêmio do livro no Brasil.

Em seus 59 anos de história, vimos o Prêmio Jabuti criar categorias para contemplar segmentos diversos do mundo editorial. Na configuração atual, o Prêmio inclui categorias como “Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia”, “Didático e Paradidático”, “Direito”, “Gastronomia” e “Reportagem e Documentário” – focadas e devidamente regulamentadas para inscrição e premiação de livros exclusivos destes segmentos. As categorias, a nosso ver, respeitam a expansão constante do mercado editorial brasileiro.

Neste sentido, o propósito desta carta é realizar uma solicitação: A criação da categoria Quadrinhos no Prêmio Jabuti em 2017.

Embora tenham nascido nos jornais e tenham permanecido grande parte de sua história nas bancas de jornais e revistas, os quadrinhos são publicados no formato livro, no Brasil, desde o início do século 20. De coletâneas de tiras de jornal até reproduções de álbuns estrangeiros, os quadrinhos estiveram presentes nas livrarias brasileiras, mesmo que em grau reduzido, ao longo do século passado.

Neste século 21, não se pode mais falar “em grau reduzido”. Basta entrar em qualquer livraria física de médio a grande porte, ou nas livrarias digitais, e identificar que todas possuem seções dedicadas aos quadrinhos.

Dos dez maiores grupos editoriais no Brasil (1), nove publicaram quadrinhos na década corrente – e quatro possuem selos exclusivamente dedicados ao segmento (2). Há editoras de pequeno a grande porte exclusivamente dedicadas a quadrinhos (3). Quadrinhos aparecem com regularidade em Listas de Mais Vendidos (categoria Geral) como a do website PublishNews, assim como em resenhas em jornais e revistas nos seus cadernos de literatura. Livrarias já empreendem categorização interna e necessária ao segmento, classificando os quadrinhos em “autobiográficos”, “super-heróis”, “humor”, “infantis”, “adaptações literárias” e outras rotulações.

Como o Prêmio Jabuti enfoca a produção editorial nacional, cabe lembrar que – a exemplo do restante do mercado editorial brasileiro – boa parte das publicações de quadrinhos no Brasil é de material estrangeiro. Contudo, a proporção de material nacional, produzido por quadrinistas brasileiros, é pujante e crescente. A melhor comprovação que temos desta pujança está nas premiações que começam a aparecer para livros em quadrinhos brasileiros no exterior (4).

Independente de todos estes fatores, os livros em quadrinhos já satisfazem a regra do Prêmio Jabuti do que define um livro, conforme o regulamento geral da premiação: “considera-se livro obra intelectual impressa e publicada, com ISBN e ficha catalográfica, impressos no livro.”

O Prêmio Jabuti inclusive já elencou e premiou quadrinhos em categorias como “Didático e Paradidático”, “Adaptação” e “Ilustração”. Em 2015, o Prêmio homenageou o mais famoso quadrinista nacional, Maurício de Sousa.

No entanto, quadrinhos são uma forma de expressão artística com linguagem e histórico próprios. Com base nisto e em todos os argumentos de relevância artística e mercadológica apresentados acima é que reiteramos nossa solicitação:

Pela criação da categoria Quadrinhos no Prêmio Jabuti em 2017.

(1) Foram consideradas (em ordem alfabética): Grupo Autêntica, Grupo Companhia das Letras, Ediouro, Globo, Intrínseca, LeYa, Grupo Record, Rocco, Saraiva, Sextante.

(2) Nemo (Autêntica), Quadrinhos na Cia. (Companhia das Letras), Pixel (Ediouro), Globo Graphics (Globo). Cabe mencionar também a inclusão de quadrinhos em selos como Galera Record (Record) e Fábrica 231 (Rocco).

(3) Avec, JBC, Mino, NewPop, Panini (de grande porte), Veneta, Zarabatana, entre outras.

(4) Dois Irmãos, de Fábio Moon e Gabriel Bá, foi contemplado em categorias dos Harvey e Eisner Award (EUA) em 2016. No mesmo ano, Tungstênio, de Marcello Quintanilha, foi contemplado em categoria do Prix d’Angoulême (França).