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– Prêmio Grampo de Grandes HQs – Alguns destaques 2016/2020 (e uma aposta para 2021)

Com o anúncio recente das oitenta e uma obras listadas na quinta edição do Prêmio Grampo de Grandes HQs, chegamos a 411 títulos apresentados pelo júri da premiação desde 2016, quando foi realizada a primeira edição. As 15 obras que ficaram com as três primeiras posições nesses cinco Grampos foram lançadas por sete editoras e Marcello Quintanilha foi o único autor a ficar mais de uma vez no Top 3 – ele levou o Grampo de Prata por Talco de Vidro, em 2016, e por Luzes de Niterói, em 2020.

A Veneta é a única editora presente em todos os Top 3 dessas cinco edições: Quintanilha tem suas duas pratas; Bulldogma, de Wagner Willian, ficou com o ouro em 2017; Angola Janga, de Marcelo D’Salete, foi o título vencedor em 2018; e Ayako, de Osamu Tezuka, ganhou em 2019. A segunda editora com mais menções entre os títulos vencedores é a Companhia das Letras: em 2018 ficou com a prata (Aqui, de Richard McGuire) e o bronze (Mensur, de Rafael Coutinho) e agora, em 2020, a vitória de Minha Coisa Favorita é Monstro, de Emil Ferris.

Quadros de Luzes de Niterói, de Marcello Quintanilha, 2º colocado no Prêmio Grampo 2020

Vencedora da primeira edição do Grampo, em 2016, com Aventuras na Ilha do Tesouro, de Pedro Cobiaco, a Mino ainda tem o segundo lugar de 2017 (Você é um Babaca Bernardo, de Alexandre S. Lourenço). A Nemo também já teve duas obras no Top 3: Desconstruindo Una, da inglesa Una, em 2017, e Intrusos, de Adrian Tomine, em 2020.

A Pipoca & Nanquim ficou com o segundo lugar em 2019 (A Arte de Charlie Chan Hock Chye, de Sonny Liew), a Zarabatana levou o bronze em 2016 (Dupin, de Leandro Melite) e a Todavia ocupou a terceira colocação em 2019 (Eles Estão por Aí, de Bianca Pinheiro e Greg Stella).

Quadros de Eles Estão por Aí, de Bianca Pinheiro e Greg Stella, terceira colocada no Prêmio Grampo 2019

Apesar dos 118 pontos acumulados por Minha Coisa Favorita é Monstro no Grampo 2020, 50 pontos a mais que Intrusos no segundo lugar, a maior distância entre primeiro e segundo colocados continua sendo os 52 pontos que separam Angola Janga (158 pontos) e Aqui (106), no Grampo de 2018. A obra de Marcelo D’Salete é a maior unanimidade da história da premiação, presente em 18 das 20 listas.

Recomendo uma investida nos resultados dos Grampos 2020, 2019, 2018, 2017 e 2016. Tenho certeza que há muitos outros dados relevantes e curiosos para se tirar de cada edição. Só fico em dúvida em relação ao próximo Grampo. Havia a expectativa de uma edição concorrida: 2020 seria ano de um raro combo FIQ+Bienal de Curitiba+CCXP, mas o FIQ já foi cancelado.

Entre os títulos gringos prometidos para 2020 estão Berlin (Jason) e Sabrina (Nick Drnaso), pela Veneta; o novo do Adrian Tomine, pela Nemo; e Rusty Brown, do Chris Ware, pela Companhia das Letras. Mas não ficarei surpreso se algumas dessas publicações forem adiadas por conta da pandemia do coronavírus. Aposto que o Grampo 2021 deva diminuir consideravelmente a média atual de 82 obras listadas por ano na premiação.

Quadro de Desconstruindo Una, obra da inglesa Una que ficou com a terceira colocação do Prêmio Grampo 2017
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– Prêmio Grampo de Grandes HQs – Sobre missão e curadoria

Já contei por aqui antes: eu e o Lielson Zeni criamos o Prêmio Grampo em 2016 inspirados no prêmio de melhores do ano do Gibizada, saudoso blog de quadrinhos do jornalista Télio Navega no site do jornal O Globo. Convidamos anualmente um grupo de pessoas envolvidas de diferentes formas no mercado brasileiro de quadrinhos a produzirem rankings com aqueles que elas consideram os 10 melhores títulos publicados no país no ano anterior. O primeiro colocado de cada ranking recebe 10 pontos, o segundo nove, o terceiro oito e assim por diante, até o 10º, com um ponto. 

Eu, Lielson e Maria Clara Carneiro (coorganizadora do Prêmio Grampo desde 2017) escolhemos os jurados a partir de um filtro pessoal e abstrato fundamentado no acompanhamento dos trabalhos de editores, quadrinistas, lojistas e jornalistas. Fazemos o convite e explicamos:

A regra é simples: vale qualquer quadrinho lançado no Brasil entre 1 de janeiro e 31 de dezembro. Editores/autores/revisores/colaboradores não podem votar em obras publicadas/produzidas por eles ou com as quais tenham algum envolvimento profissional. Pode ser um número específico de uma série, pode ser webcomic, pode ser republicação sim, só não vale reimpressão. Entendemos por republicação ELEGÍVEL ao Grampo títulos que já tenham sido lançados no Brasil anteriormente, mas que apareçam em novo formato editorial (outra tradução, outro tamanho, minissérie compilada em volumes etc). Caso seu voto vá para uma série, é preciso especificar qual edição ou volume. Não é possível votar em partes ou encartes de publicações, apenas na obra que contém esse encarte ou parte. As listas devem ser entregues em formato de ranking, do 1º (melhor) ao 10º”. 

Sempre fomos bem claros desde o primeiro Grampo, a cada convite feito aos jurados e em cada post feito no Vitralizado e no Balbúrdia sobre a premiação: qualquer quadrinho lançado no Brasil entre 1º de janeiro e 31 de dezembro. Não se trata de uma premiação exclusivamente das HQs brasileiras, ou de HQs internacionais publicadas no Brasil, ou de HQs independentes, ou de webcomics, ou de edições com capa dura ou de edições grampeadas. Vale tudo.

Porque o mercado brasileiro de quadrinhos não é composto apenas por HQs nacionais, nem apenas por HQs internacionais. Eu não me proponho a cobrir apenas quadrinhos brasileiros ou exclusivamente publicações estrangeiras. O meu blog, as matérias que escrevo e as entrevistas que faço têm como proposta registrar o que considero de mais relevante e prestar um serviço público aos meus leitores, mostrando quais publicações considero marcantes a partir do meu filtro.  Com o Grampo, convidamos outras pessoas a fazer a mesma coisa e ampliamos essa gama de recomendações. 

Como jornalista, meu primeiro compromisso é ser sincero. Se sou honesto com as minhas crenças e gostos, cumpro meu segundo compromisso, com os leitores. Minha missão é apresentar o que vejo de mais relevante sendo publicado – e é impossível dar conta de tudo. Contribuo com a cena brasileira de quadrinho ocasionalmente, tratando de obras nacionais e expondo questões de artistas locais? Sim, mas isso é consequência, não é a minha prioridade. Assim como não é o foco do Grampo, nunca foi – e mesmo assim, das 15 obras que ocuparam as três primeiras posições do Grampo em suas cinco edições, nove são nacionais. 

E gosto muito de uma colocação do Lielson na cerimônia do Grampo 2019. Ele lembrou como um título estrangeiro é tão capaz de transformar um sistema quanto uma obra nacional. Nossos autores leem essas obras, assim como os leitores e os críticos. Por isso nossa cena é feita de livros estrangeiros e nacionais. Se um prêmio se propõe a reconhecer essa estrutura ou não, parte de seus organizadores. 

O Prêmio Dente, em Brasília aceita inscrições apenas de títulos nacionais. O HQMix aceita obras nacionais e internacionais e divide por categorias. Cada um tem seus méritos e seus problemas. E prêmios são injustos por natureza. O que importa é ter explícita sua proposta e ser coerente com sua missão. O Grampo coloca lado a lado o independente e o best-seller, o nacional e o estrangeiro, sem distinção e a partir da validação de um corpo de jurados diversificado e representativo da área. E isso sempre esteve claro desde sua primeira edição.

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– Prêmio Grampo 2020 de Grandes HQs – O resultado final: as 20 HQs mais votadas

O álbum Minha Coisa Favorita é Monstro é o vencedor do Prêmio Grampo 2020 de Grandes HQs. A obra da quadrinista norte-americana Emil Ferris publicada no Brasil pela editora Companhia das Letras e com tradução de Érico Assis consta em 14 das 21 listas dos jurados convidados do Grampo, tendo acumulado 118 pontos na contagem dos votos. O gibi vencedor ficou à frente de Luzes de Niterói (Veneta), de Marcello Quintanilha (68 pontos e nove listas) e Intrusos (Nemo), de Adrian Tomine (57 pontos e nove listas).

O top 10 do Grampo 2020 fecha com Aurora nas Sombras (DarkSide Books), de Fabien Vehlmann e Kerascoët (51 pontos); Silvestre (DarkSide Books), de Wagner Willian (48 pontos); Tabu (Mino), Amanda Miranda, Jéssica Groke e Lalo; Viagem em Volta de uma Ervilha (Veneta), de Sofia Nestrovski e Deborah Salles (46 pontos); O Alpinista (Escória Comix), de Victor Bello (40 pontos); Sheiloca (independente), de Lovelove6 (36 pontos); e O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos, de Clarice Hoffmann, Abel Alencar, Maurício Castro, Greg, Paulo do Amparo e Clara Moreira (33 pontos).

Com nove títulos mencionados entre as 81 obras listas nos rankings dos 21 jurados, estando dois deles entre os 10 primeiros colocados (Luzes de Niterói e Viagem em Volta de uma Ervilha), a editora Veneta acumulou 178 pontos, a maior pontuação no somatório geral de títulos por editoras. Responsável pelo lançamento do quadrinho na primeira colocação, Minha Coisa Favorita é Monstro, a Companhia das Letras somou 143 pontos. Com três obras listadas, a DarkSide Books ficou com 103 pontos. As quatro obras mencionadas da editora Nemo, incluindo a terceira colocada, Intrusos, somaram 86 pontos. O quinto lugar no ranking de editoria ficou a Mino, com 79 pontos.

Os rankings individuais de cada um dos jurados estão disponíveis aqui. Os 20 quadrinhos mais bem colocados na soma dos rankings e as demais obras listas constam a seguir.

Página de Minha Coisa Favorita é Monstro, obra da quadrinista Emil Ferris publicada ano Brasil pela Companhia das Letras

1) Minha Coisa Favorita é Monstro (Companhia das Letras), por Emil Ferris (tradução: Érico Assis) [118 pontos];

por Lielson Zeni

Meu primeiro contato com Minha Coisa favorita É Monstro foi pelo original em inglês e a tradução em Word do Érico Assis. Emilio Fraia, o editor da Quadrinhos na Cia., passou a preparação do livro pra mim (e esse foi o motivo de eu não votar em um dos meus favoritos de 2019). Já tinha ouvido falar do impacto que o material tinha deixado nos leitores de outros países, mas quando eu lia ele, fui me encantando com cada elemento que ia estruturar aquela história. A quantidade de temas e de abordagens, na mão de uma artista menos competente, poderia descambar pra uma grande BALBÚRDIA, mas não é isso que Emil Ferris entrega ao leitor. O enredo que parece de Sessão da Tarde (uma lobisominha, Karen, que gosta de se pensar detetive) cresce ao empilhar descobertas, cenas e ideias: sexualidade, bullying, questões de classe, de identidade, revistas baratas de terror, história da arte, segunda grande guerra, monstros bacanas e monstros terríveis. O livro foi desenhado em caderno com caneta esferográfica, o que lhe empresta certo tom ocasional, ao mesmo tempo em que evoca ao clássico com cenas da história e citação de imagens de museu. Da mesma forma, o enredo se centra em uma menina que se quer detetive e evoca as grandes questões que até hoje os humanos tentam achar as pistas de como entender: amizade, amor, sexo, horror, história e imaginação.

Votaram em Minha Coisa Favorita é Monstro: Aline Zouvi (1º), Carlos Neto (1º), Cecilia Arbolave (4º), Dandara Palankoff (1º), Jéssica Groke (2º), Liber Paz (1º), Luli Pena (9º), Maria Clara Carneiro (4º),  Mariana Viana (3º), Milena Azevedo (1º), Paulo Floro (4º), PJ Brandão (1º), Ramon Vitral (1º) e Thiago Borges (2º).

Leia mais sobre Minha Coisa Favorita é Monstro:
*Papo com Emil Ferris, autora de Minha Coisa Favorita é Monstro: “Estamos aqui para contar histórias e para ouvir, de peito aberto, para que cresçam nossa sabedoria e nossa empatia;
*Americana cria HQ mais celebrada do momento com esferográficas e canetinhas.

2) Luzes de Niterói (Veneta), por Marcello Quintanilha [68 pontos];

por Maria Clara Carneiro

Sou de São Gonçalo, cidade vizinha à Niterói de Marcello Quintanilha, à qual se une pelo bairro do Barreto onde ele cresceu: partes da mesma zona entre a baía dos pescadores e as fábricas dos operários que ele descreve em Luzes de Niterói.

Nesse livro, Quintanilha nos conta um episódio na vida de um jovem boleiro: Hélcio é a esperança do time, mas o moleque prefere brincar na praia com o amigo Calunga. Entre a do Barreto e a da Luz, os moleques navegam até a Ilha do Sol, até Paquetá, e as páginas vão mesclando o verde-água com os campos verdes que aguardam o jogador.

As Luzes de Niterói, que o autor via das barcas indo ou voltando da capital, nesse tempo da história parecem lampejos de esperança: fogos de artifício para matar peixe, uma ilha no meio do caminho, o lusco-fusco depois da tempestade, a luz vermelha do bordel, a estrela que começa a brilhar no futebol. Um realismo poético, em que as fagulhas de esperança não são totalmente extintas pelo cotidiano de desigualdades.

Ao ler o livro, me salta toda a melancolia que transborda por toda a costa da baía de Guanabara: um sonho urbano que não decolou, em subúrbios cada vez mais esquecidos, das enchentes e faltas de luz sempiternas. Quintanilha descreve esses cotidianos com delicadeza e poesia, observado os falares e os gestos com muita ternura, em uma obra verdadeiramente romanesca em quadrinhos.

Votaram em Luzes de Niterói: Carlos Neto (3º), Douglas Utescher (2º), Érico Assis (8º), Lielson Zeni (2º), Maria Clara Carneiro (1º), Mariana Viana (5º), Paulo Floro (3º), Ramon Vitral (2º) e Thiago Borges (5º).

Leia mais sobre Luzes de Niterói:
*Papo com Marcello Quintanilha, autor de Luzes de Niterói: “Do meu ponto de vista, o horizonte apresenta nuvens de tempestade”;
*Dia de caos do pai futebolista inspira HQ do premiado Marcello Quintanilha;
*Ninguém retratou o futebol em quadrinhos, em suas nuances sociais e estéticas, como Marcello Quintanilha em Luzes de Niterói.

3) Intrusos (Nemo), por Adrian Tomine (tradução: Érico Assis) [57 pontos];

por Ramon Vitral

Intrusos é o primeiro álbum solo do quadrinista Adrian Tomine publicado no Brasil. O trabalho do autor só havia dado as caras por aqui antes em 11 páginas da coletânea Comic Book: O Novo Quadrinho Americano, lançado em 1999 pela editora Conrad. É muito pouco para um dos nomes mais celebrados da narrativa gráfica norte-americana e um dos principais representantes do universo dos quadrinhos autorais feitos nos Estados Unidos.

O terceiro colocado no Prêmio Grampo 2020 reúne seis contos que seguem à risca a linha editorial característica de Tomine, focada principalmente em dramas juvenis e dilemas da classe média norte-americana. São crônicas protagonizadas por um pai em crise com a filha gaga que sonha em ser comediante stand-up, uma universitária que se vê confundida com uma atriz pornô, um traficante obcecado por seu time de beisebol que é violento com a namorada, um homem recém-iniciado na prática da ‘hortescultura’, uma mãe escrevendo ao filho sobre um período de mudança na vida da família e um soldado com dificuldade de se desapegar de seu antigo apartamento.

O lançamento de Intrusos pela editora Nemo tira um pouco do atraso das obras de Tomine no Brasil e sua recepção positiva é incentivo para a publicação de outros de seus trabalhos. O próximo álbum do autor, The Loneliness of the Long-Distance Cartoonist (ainda sem título em português), tem lançamento previsto para o próximo mês de junho nos EUA, e sua edição brasileira foi prometida pela Nemo ainda para 2020.

Votaram em Intrusos: Carlos Neto (6º), Daniel Lopes (1º), Douglas Utescher (4º), Jéssica Groke (3º), Liber Paz (2º), Mariana Viana (7º), Paulo Floro (9º), Ramon Vitral (4º) e Thiago Borges (6º). 

Leia mais sobre Intrusos:
*Papo com Adrian Tomine, autor de Intrusos: “Já escrevi histórias de várias maneiras, mas o ingrediente em comum é o tempo. Gosto de pensar numa história durante bastante tempo, às vezes durante anos”;
*Fenômeno dos quadrinhos americanos, ‘Intrusos’, de Adrian Tomine, chega ao Brasil.

4) Aurora nas Sombras (DarkSide Books), por Fabien Vehlmann (roteiro) e Kerascoët (arte) (tradução: Maria Clara Carneiro) [51 pontos];

Votaram: Carlos Neto (9º), Daniel Lopes (2º), Daniela Utescher (5º), Douglas Utescher (3º), Érico Assis (3º), Jéssica Groke (8º), PJ Brandão (3º), Ramon Vitral (7º) e Thiago Borges (7º).

5) Silvestre (DarkSide Books), por Wagner Willian [48 pontos];

Votaram: Cecilia Arbolave (3º), Daniel Lopes (8º), Dandara Palankof (1º), Érico Assis (4º), Maria Clara Carneiro (8º), Paulo Floro (2º), PJ brandão (6º) e Ramon Vitral (9º).

5) Tabu (Mino), por Amanda Miranda, Jéssica Groke e Lalo [48 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (2º), Carol Ito (2º), Dandara Palankof (4º), Daniela Utescher (6º), Douglas Utescher (7º), Gabriela Borges (4º) e Liber Paz (4º).

7) Viagem em Volta de uma Ervilha (Veneta), por Sofia Nestrovski (Roteiro) e Deborah Salles (arte) [46 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (10º), Carol Ito (8º), Cecilia Arbolave (6º), Daniela Utescher (2º), Gabriela Borges (3º), Liber Paz (6º), Lielson Zeni (7º), Luli Penna (1º) e Paulo Floro (10º).

8) O Alpinista (Escória Comix), por Victor Bello [41 pontos];

Votaram: Carlos Neto (2º), Douglas Utescher (6º), Lielson Zeni (5º), Maria Clara Carneiro (6º), Ramon Vitral (6º) e Thiago Borges (1º).

9) Sheiloca (independente), por Lovelove6 [36 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (4º), Carol Ito (1º), Gabriela Borges (2º), Jéssica Groke (6º) e Luli Penna (6º).

10) O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos (Cepe HQ), por Clarice Hoffmann (roteiro) e Abel Alencar, Maurício Castro, Greg, Paulo do Amparo e Clara Moreira (arte) [33 pontos];

Votaram: Dandara Palankof (3º), Lielson Zeni (4º), Maria Clara Carneiro (3º) e Paulo Floro (1º).

11) Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias (Pipoca & Nanquim), por Jefferson Costa [31 pontos];

Votaram: Carlos Neto (8º), Dandara Palankof (5º), Daniela Utescher (8º) Mariana Viana (1º) e Milena Azevedo (2º).

12) Bezimena (Zarabatana Books), por Nina Bunjevac (tradução: Claudio Martini) [28 pontos];

Votaram: Carlos Neto (5º), Mariana Viana (9º), Paulo Floro (6º), Thiago Borges (4º) e Ramon Vitral (3º).

13) Pinacoderal – Rudimentos da Linguagem (Pé-de-Cabra), por Diego Gerlach [27 pontos];

Votaram: Jéssica Groke (4º), Lielson Zeni (3º), Maria Clara Carneiro (2º) e Ramon Vitral (8º),

14) O Homem Sem Talento (Veneta), por Yoshiharu Tsuge (tradução: Esther Sumi) [25 pontos];

Votaram: Daniel Lopes (6º), Liber Paz (5º) Paulo Floro (5º) e Thiago Borges (3º).

15) São Francisco (independente), por Gabriela Güllich e João Velozo [23 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (3º), Carol Ito (4º), Dandara Palankof (9º) e PJ Brandão (5º).

16) Aquele Verão (Mino), Mariko Tamaki (roteiro) Jillian Tamaki (arte) (tradução: Dandara Palankof) [21 pontos];

Votaram: Carlos Neto (7º), Daniel Lopes (4º) e Érico Assis (1º).

16) O Dia de Julio (Nemo), por Gilbert Hernandez (tradução: Jim Anotsu) [22 pontos];

Votaram: Carlos Neto (10º), Daniel Lopes (7º), Lielson Zeni (8º), Mariana Viana (2º) e Ramon Vitral (6º).

18) Trevas (Coleção Des.Gráfica), por Danny Chang [20 pontos];

Votaram: Lielson Zeni (1º), Maria Clara Carneiro (6º) e Luli Penna (7º).

18) Squeak The Mouse (Veneta), por Massimo Mattioli [20 pontos];

Votaram: Daniela Utescher (1º) e Douglas Utescher (1º).

20) Heimat (Companhia das Letras), por Nora Krug (tradução: André Czarnobai) [19 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (6º), Érico Assis (6º) e PJ Brandão (2º).

20) Spinning (Veneta), por Tillie Walden (tradução: Gabriela Franco) [19 pontos];

Votaram: Aline Zouvi (8º), Carol Ito (9º), Carlos Neto (4º), Érico Assis (10º), Paulo Floro (8º) e Thiago Borges (8º).

20) A Canção de Roland (Comix Zone), por Michel Rabagliati (tradução: Thiago Ferreira) [18 pontos];

Votaram: Liber Paz (8º), Daniel Lopes (5º) e Érico Assis (2º).

20) Golias (Todavia), por Tom Gauld (tradução: Hermano Freitas) [18 pontos];

Votaram: Liber Paz (3º), Daniela Utescher (3º) e Érico Assis (9º).

Outras HQs listadas pelos jurados do Prêmio Grampo 2020: Aliens of Camila em: O Ônibus da Madrugada (independente), por Camila Padilha; Almanaque de Autocuidado (independente), por Lila Cruz; Ana, Mosquinha e Lagartixinha (Independente), por Paulo Moreira; Antimanual (Chupa Manga Records), por Stêvz; Batatinha Fantasma – Amor em Quadrinhos (independente), por Carol Borges e Felipe Remédios; Batwoman (Panini Comics), por Greg Rucka (roteiro), J.H. Williams III e Scott Kolins (tradução: Caio Lopes e Paulo França); Black Monday Murders: Dinheiro, Poder e Magia – Vol.1 (Devir), por Jonathan Hickman (roteiro) e Tomm Coker (arte) (tradução: Marquito Maia); O Beijo Adolescente #01 (Todavia), por Rafael Coutinho; O Bicho que Chegou a Feira (Fundação Gregório de Mattos), por Marcelo Lima (roteiro) e Allan Alex, Alex Genaro, Eduardo Schloesser, Hugo Canuto e Naara Nascimento (arte); Bone 3: Amigos & Inimigos ou Colheita (Todavia), por Jeff Smith (tradução: Érico Assis); A Cabana (Independente), por Caroline Favret, Caru Moutsopoulos, Gustavo Novaes; Caco (Coleção Des.Gráfica), por Jota Mendes; Cais do Porto (Independente), por Brendda Maria; Capa Preta (Comix Zone), por Lourenço Mutarelli; Clean Break (Balão Editorial), por Felipe Nunes; Cesariana (Independente), por Lucas Marques; David Boring (Nemo), Daniel Clowes (tradução: Jim Anotsu); O Deplorável Caso do Dr. Milton (Escória Comix), por Fabio Vermelho; Dora e a Gata (independente), por Helô D’Ângelo; Duplo Eu (Nemo), por Audrey Lainé e Navie (tradução: Renata Silveira); Eu Matei Adolf Hitler (Mino), por Jason; Esgoto Carcerário (Escória Comix), por Emilly Bonna; O Eternauta 1969 (Comix Zone), por Héctor Germán Oesterheld (roteiro) e Alberto Breccia (arte) (tradução: Thiago Ferreira); Existe Outro Caminho – A Primeira Geração do Rap Nacional – Parte 1 (Independente), por Douglas Lopes e Max Koubik; Floresta dos Medos (DarkSide Books), por Emily Carrol (tradução: Bruna Miranda); Hamoni (Independente), por MongeHan; Hip Hop Genealogia – Volume 2 (Veneta), por Ed Piskor (tradução: Amauri Gonzo); HQ de Briga (Independente), por João Silva; Jeanine (Veneta), por Matthias Picard (tradução: Maria Clara Carneiro); Lone Sloane (Pipoca & Nanquim), por Philippe Druillet (tradução: Octavio Aragão); A Louca do Sagrado Coração (Veneta), por Alejandro Jodorowsky (roteiro) e Moebius (arte) (tradução: Letícia de Castro e Rogério de Campos); Malvados (Companhia das Letras), por André Dahmer; Manifesto Comunista em Quadrinhos (Veneta), por Martin Rowson (tradução: Rogério de Campos); Manual da Esposa Pós-Moderna (La Tosca), por Bruna Maia / Estar Morta; A Mão do Pintor (Lote 42), por Maria Luque (tradução: Mariana Sanchez); O Menino que Desaprendeu a Chorar (Independente), por Aureliano Medeiros; Minha Experiência Lésbica com a Solidão (NewPop), por Kabi Nagata (tradução: Thiago Nojiri); Notas do Underground (Pé-de-Cabra), por Pedro D’Apremont; Pão Francês (Incompleta), por Aline Zouvi; Parque das Luzes (independente), por Cecília Marins; Partir (Independente), por Grazi Fonseca; Pequenas Felicidades Trans (independente), por Alice Pereira; Péssimas Influências (Folha de São Paulo), por Estela May; O Pintinho (Folha de São Paulo), por Alexandra Moraes; Revista Expressa #1 (Revista de Cultura), edição por Ana Paula Simonaci e André Dahmer; Saga – Volume 9 (Devir), por Brian K. Vaughan (roteiro) e Fiona Staples (arte) (tradução: Marquito Maia); Sangue Seco Tem Cheiro de Ferro (Coleção Des.Gráfica), por Amanda Paschoal Miranda; Senhor Milagre – Volume 2 (Panini Comics), por Tom King (roteiro) e Mitch Gerads (arte) (tradução: Leo Camargo e Paulo França); Sob o Solo (Pipoca & Nanquim), por Greg Stella (roteiro) e Bianca Pinheiro (arte); Solitário (Pipoca & Nanquim), por Chabouté; Strannik (Texugo), por Anna Rahkmanko e Mikkel Sommer (tradução: Wagner Willian); The Twilight Zine (Independente), por José Lucas Queiroz; Tina – Respeito (Panini Comics), por Fefê Torquato; Três Buracos (Mino), por Shiko; A Turma do Braian (Independente), por Diego Sanchez; Ugrito #18 – Brasil.Exe (Ugra Press), por Rodrigo Okuyama; Virgem Depois dos 30 (Pipoca & Nanquim), por Atsuhiko Nakamura (roteiro) e Bargain Sakuraichi (arte) (tradução: Drik Sada); Você precisa dar um jeito na sua vida (independente), por Animma de Matos.

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– Prêmio Grampo 2020 de Grandes HQs – Os 21 rankings dos eleitores convidados

Foram 21 eleitores convidados para votar no Prêmio Grampo 2020. A regra era simples: cada um deveria enviar um ranking com seus 10 quadrinhos preferidos publicados no Brasil entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019 – incluindo republicações (títulos que já tenham sido lançados no Brasil anteriormente, mas que retornaram em novo formato editorial).

A regra de ouro era que os jurados não votassem em suas próprias obras ou naquelas em que trabalharam (edição, tradução, revisão, diagramação, paratextos, etc). O primeiro colocado de cada ranking recebeu 10 pontos, o segundo nove, o terceiro oito e assim por diante até o 10º, com um ponto. Foram oitenta e uma obras listadas. Os títulos mais citados e mais bem colocados no ranking geral foram divulgados aqui. A seguir, as listas individuais:

Aline Zouvi
[quadrinista, cartunista e pesquisadora]

1) Minha Coisa Favorita é Monstro (Cia das Letras), por Emil Ferris (tradução de Érico Assis)
2) Tabu (Mino), por Amanda Miranda, Jéssica Groke e Lalo;
3) São Francisco (independente), por Gabriela Güllich e João Velozo;
4) Sheiloca (independente), por Lovelove6;
5) Minha Experiência Lésbica com a Solidão (NewPop), por Kabi Nagata (tradução: Thiago Nojiri);
6) Heimat (Companhia das Letras), por Nora Krug (tradução: André Czarnobai);
7) A Mão do Pintor (Lote 42), por Maria Luque (tradução: Mariana Sanchez);
8) Spinning (Veneta), por Tillie Walden (tradução: Gabriela Franco);
9) Duplo Eu (Nemo), por Audrey Lainé e Navie (tradução: Renata Silveira);
10) Viagem em Volta de uma Ervilha (Veneta), por Sofia Nestrovski (Roteiro) e Deborah Salles (arte).

Carlos Neto
[jornalista e youtuber do Papo Zine]

1) Minha Coisa Favorita é Monstro (Cia das Letras), por Emil Ferris (tradução de Érico Assis);
2) O Alpinista (Escória Comix), por Victor Bello;
3) Luzes de Niterói (Veneta), por Marcello Quintanilha;
4) Spinning;
5) Bezimena (Zarabatana Books), por Nina Bunjevac (tradução: Claudio Martini);
6) Intrusos (Nemo), por Adrian Tomine (tradução: Érico Assis);
7) Aquele Verão (Mino), Mariko Tamaki (roteiro) Jillian Tamaki (arte) (tradução: Dandara Palankof);
8) Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias (Pipoca & Nanquim), por Jefferson Costa;
9) Aurora nas Sombras (DarkSide Books), por Fabien Vehlmann (roteiro) e Kerascoët (arte) (tradução: Maria Clara Carneiro);
10) O Dia de Julio (Nemo), por Gilbert Hernandez (tradução: Jim Anotsu).

Carol Ito
[quadrinista, jornalista, pesquisadora e editora do Políticas]

1) Sheiloca;
2) Tabu (Mino), por Amanda Paschoal Miranda, Lalo e Jéssica Groke;
3) Parque das Luzes (independente), por Cecília Marins;
4) São Francisco (independente), por Gabriela Güllich e João Velozo;
5) Você precisa dar um jeito na sua vida (independente), por Animma de Matos;
6) Dora e a Gata (independente), por Helô D’Ângelo;
7) Pão Francês (Incompleta), por Aline Zouvi;
8) Viagem em Volta de uma Ervilha;
9) Spinning;
10) Hip Hop Genealogia – Volume 2 (Veneta), por Ed Piskor (tradução: Amauri Gonzo).

Cecilia Arbolave
[editora, jornalista, tradutora, curadora da Miolo(s), entre outros eventos e sócia da Lote 42, Banca Tatuí e Sala Tatuí]

1) O Pintinho (Folha de São Paulo), por Alexandra Moraes;
2) Antimanual (Chupa Manga Records), por Stêvz;
3) Silvestre (DarkSide Books), por Wagner Willian;
4) Minha Coisa Favorita é Monstro;
5) Malvados (Companhia das Letras), por André Dahmer;
6) Viagem em Volta de uma Ervilha;
7) Partir (Independente), por Grazi Fonseca;
8) O Menino que Desaprendeu a Chorar (Independente), por Aureliano Medeiros;
9) Clean Break (Balão Editorial), por Felipe Nunes;
10) Manual da Esposa Pós-Moderna (La Tosca), por Bruna Maia / Estar Morta.

Dandara Palankof
[tradutora, jornalista, pesquisadora e editora da Revista Plaf]

1) Silvestre;
2) Minha Coisa Favorita é Monstro;
3) O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos (Cepe HQ), por Clarice Hoffmann (roteiro) e Abel Alencar, Maurício Castro, Greg, Paulo do Amparo e Clara Moreira (arte);
4) Tabu;
5) Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias;
6) Manifesto Comunista em Quadrinhos (Veneta), por Martin Rowson (tradução: Rogério de Campos);
7) Clean Break;
8) Caco (Coleção Des.Gráfica), por Jota Mendes;
9) São Francisco;
10) Batwoman (Panini Comics), por Greg Rucka (roteiro), J.H. Williams III e Scott Kolins (tradução: Caio Lopes e Paulo França).

Daniel Lopes
[quadrinista e co-organizador da Feira Dente]

1) Intrusos;
2) Aurora nas Sombras;
3) O Eternauta 1969 (Comix Zone), por Héctor Germán Oesterheld (roteiro) e Alberto Breccia (arte) (tradução: Thiago Ferreira);
4) Aquele Verão;
5) A Canção de Roland (Comix Zone), por Michel Rabagliati (tradução: Thiago Ferreira);
6) O Homem Sem Talento (Veneta), por Yoshiharu Tsuge (tradução: Esther Sumi);
7) O Dia de Julio;
8) Silvestre;
9) A Louca do Sagrado Coração (Veneta), por Alejandro Jodorowsky (roteiro) e Moebius (arte) (tradução: Letícia de Castro e Rogério de Campos);
10) Cesariana (Independente), por Lucas Marques.

Daniela Cantuária Utescher
[livreira, editora, curadora do Ugra Fest, entre outros eventos e sócia da Ugra Press]

1) Squeak The Mouse (Veneta), por Massimo Mattioli;
2) Viagem em Volta de uma Ervilha;
3) Golias (Todavia), por Tom Gauld (tradução: Hermano Freitas);
4) Pão Francês;
5) Aurora nas Sombras
6) Tabu;
7) O Deplorável Caso do Dr. Milton (Escória Comix), por Fabio Vermelho;
8) Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias;
9) Existe Outro Caminho – A Primeira Geração do Rap Nacional – Parte 1 (Independente), por Douglas Lopes e Max Koubik;
10) A Cabana (Independente), por Caroline Favret, Caru Moutsopoulos, Gustavo Novaes.

Douglas Utescher
[livreiro, editor, curador do Ugra Fest, entre outros eventos e sócio da Ugra Press]

1) Squeak The Mouse;
2) Luzes de Niterói;
3) Aurora nas Sombras;
4) Intrusos;
5) David Boring (Nemo), Daniel Clowes (tradução: Jim Anotsu);
6) O Alpinista;
7) Tabu;
8) Sob o Solo (Pipoca & Nanquim), por Greg Stella (roteiro) e Bianca Pinheiro (arte);
9) Notas do Underground (Pé-de-Cabra), por Pedro D’Apremont;
10) Revista Expressa #1 (Revista de Cultura), edição por Ana Paula Simonaci e André Dahmer.

Érico Assis
[tradutor, pesquisador, jornalista e crítico]

1) Aquele Verão;
2) A Canção de Roland;
3) Aurora nas Sombras;
4) Silvestre;
5) Jeanine (Veneta), por Matthias Picard (tradução: Maria Clara Carneiro);6) Heimat;
7) Senhor Milagre – Volume 2 (Panini Comics), por Tom King (roteiro) e Mitch Gerads (arte) (tradução: Leo Camargo e Paulo França);
8) Luzes de Niterói;
9) Golias;
10) Spinning.

Gabriela Borges
[jornalista, mestre em antropologia e criadora do selo Mina de HQ]

1) Dora e a Gata;
2) Sheiloca;
3) Viagem em Volta de uma Ervilha;
4) Tabu;
5) Pequenas Felicidades Trans (independente), por Alice Pereira;
6) Pão Francês;
7) Almanaque de Autocuidado (independente), por Lila Cruz;
8) Batatinha Fantasma – Amor em Quadrinhos (independente), por Carol Borges e Felipe Remédios;
9) Aliens of Camila em: O Ônibus da Madrugada (independente), por Camila Padilha;
10) Você precisa dar um jeito na sua vida.

Jéssica Groke
[quadrinista]

1) A Turma do Braian (Independente), por Diego Sanchez;
2) Minha Coisa Favorita é Monstro;
3) Intrusos;
4) Pinacoderal – Rudimentos da Linguagem (Pé-de-Cabra), por Diego Gerlach;
5) Ugrito #18 – Brasil.Exe (Ugra Press), por Rodrigo Okuyama;
6) Sheiloca;
7) HQ de Briga (Independente), por João Silva;
8) Aurora nas Sombra;
9) Strannik (Texugo), por Anna Rahkmanko e Mikkel Sommer (tradução: Wagner Willian);
10) The Twilight Zine (Independente), por José Lucas Queiroz.

Liber Paz
[professor da UTFPR, quadrinista, youtuber, crítico, pesquisador e membro do Balbúrdia e do Kitinete HQ]

1)  Minha Coisa Favorita é Monstro;
2) Intrusos (Nemo), por Adrian Tomine (tradução de Érico Assis);
3) Golias;
4) Tabu (Mino), por Amanda Miranda, Jéssica Groke e Lalo;
5) O Homem Sem Talento;
6) Viagem em Volta de uma Ervilha;
7) Floresta dos Medos (DarkSide Books), por Emily Carrol (tradução: Bruna Miranda);
8) A Canção de Roland;
9) A Mão do Pintor;
10) Senhor Milagre – Volume 2.

Lielson Zeni
[editor, pesquisador, crítico e roteirista, membro do Balbúrdia]

1) Trevas (Coleção Des.Gráfica), por Danny Chang;
2) Luzes de Niterói;
3) Pinacoderal – Fragmentos da Linguagem;
4) O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos;
5) O Alpinista;
6) Ugrito #18 – Brasil.Exe;
7) Viagem em Volta de uma Ervilha;
8) O Dia de Julio;
9) A Mão do Pintor;
10) Capa Preta (Comix Zone), por Lourenço Mutarelli.

Luli Penna
[quadrinista e ilustradora]

1) Viagem em Volta de uma Ervilha;
2) Sangue Seco Tem Cheiro de Ferro (Coleção Des.Gráfica), por Amanda Paschoal Miranda;
3) O Beijo Adolescente #01 (Todavia), por Rafael Coutinho;
4) Péssimas Influências (Folha de São Paulo), por Estela May;
5) O Pintinho;
6) Sheiloca;
7) Trevas;
8) A Mão do Pintor;
9) Minha Coisa Favorita é Monstro;
10) Pão Francês.

Maria Clara Carneiro
[professora da UFSM, tradutora, pesquisadora, crítica e membro do Balbúrdia]

1) Luzes de Niterói;
2) Pinacoderal – Fragmentos da Linguagem;
3) O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos;
4) Minha Coisa Favorita é Monstro;
5) Trevas;
6) O Alpinista;
7) Sangue Seco Tem Cheiro de Ferro;
8) Silvestre;9) A Mão do Pintor;
10) Ugrito #18 – Brasil.Exe.

Mariana Viana
[jornalista e editora do perfil Fora do Plástico]

1) Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias;
2) O Dia de Julio;
3) Minha Coisa Favorita é Monstro;
4) Solitário (Pipoca & Nanquim), por Chabouté;
5) Luzes de Niterói;
6) Capa Preta;
7) Intrusos (Nemo), por Adrian Tomine;
8) Saga – Volume 9 (Devir), por Brian K. Vaughan (roteiro) e Fiona Staples (arte) (tradução: Marquito Maia)
9) Bezimena;
10) Três Buracos (Mino), por Shiko.

Milena Azevedo
[roteirista, crítica e curadora de eventos]

1) Minha Coisa Favorita é Monstro;
2) Roseira, Medalha, Engenho e Outras Histórias;
3) Black Monday Murders: Dinheiro, Poder e Magia – Vol.1 (Devir), por Jonathan Hickman (roteiro) e Tomm Coker (arte) (tradução: Marquito Maia);
4) Três Buracos;
5) Tina – Respeito (Panini Comics), por Fefê Torquato;
6) Lone Sloane (Pipoca & Nanquim), por Philippe Druillet (tradução: Octavio Aragão);
7) A Louca do Sagrado Coração;
8) Bone 3: Amigos & Inimigos ou Colheita (Todavia), por Jeff Smith (tradução: Érico Assis);
9) Virgem Depois dos 30 (Pipoca & Nanquim), por Atsuhiko Nakamura (roteiro) e Bargain Sakuraichi (arte) (tradução: Drik Sada);
10) O Bicho que Chegou a Feira (Fundação Gregório de Mattos), por Marcelo Lima (roteiro) e Allan Alex, Alex Genaro, Eduardo Schloesser, Hugo Canuto e Naara Nascimento (arte).

Paulo Floro
[jornalista e editor das revistas O Grito e Plaf]

1) O Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos;
2) Silvestre;
3) Luzes de Niterói;
4) Minha Coisa Favorita é Monstro;
5) O Homem Sem Talento;
6) Bezimena;
7) Saga – Volume 9;
8) Spinning;
9) Intrusos;
10) Viagem em Volta de uma Ervilha.

PJ Brandão
[pesquisador e produtor do HQ Sem Roteiro Podcast]

1) Minha Coisa Favorita É Monstro;
2) Heimat;
3) Solitário;
4) Aurora nas Sombras;
5) São Francisco;
6) Silvestre;
7) Hamoni (Independente), por MongeHan;
8) HQ de Briga;
9) Ana, Mosquinha e Lagartixinha (Independente), por Paulo Moreira;
10) Cais do Porto (Independente), por Brendda Maria;

Ramon Vitral
[jornalista, crítico e editor do Vitralizado]

1) Minha Coisa Favorita é Monstro;
2) Luzes de Niterói;
3) Bezimena;
4) Intrusos;
5) O Alpinista;
6) O Dia de Julio;
7) Aurora nas Sombras;
8) Pinacoderal – Fragmentos da Linguagem;
9) Silvestre;
10) Esgoto Carcerário (Escória Comix), por Emilly Bonna.

Thiago Borges
[jornalista, editor do blog O Quadro e o Risco e da revista Banda]

1) O Alpinista;
2) Minha Coisa Favorita é Monstro;
3) O Homem Sem Talento;
4) Bezimena;
5) Luzes de Niterói;
6) Intrusos;
7) Aurora nas Sombras;
8) Spinning;
9) Eu Matei Adolf Hitler (Mino), por Jason (tradução de Dandara Palankof);
10) Senhor Milagre – Volume 2.

HQ

Cartões-postais de uma pandemia, por Adrian Tomine e Rutu Modan

Já comentei por aqui que curto cartões-postais, né? Pois é, curto muito cartões-postais. Daí achei bem massa esse especial aqui da New Yorker batizado de Postcards from a Pandemic com ilustradores de várias partes do mundo mostrando suas cidades sob os efeitos do isolamento social decorrente da pandemia do coronavírus.

Chamo atenção para o Adrian Tomine mostrando um pouco de sua rotina em família em Nova York e para a Rutu Modan apresentando uma praia vazia de Tel Aviv, mas também tem a italiana Bianca Bagnarelli retratando Bologna, a espanhola Ana Galvan ilustrando Madrid e outros. Recomendo um pulo lá no site da New Yorker para conferir a série completa.

O trabalho da quadrinista Rutu Modan para a série Postcards from a Pandemic, da New Yorker
HQ

– Prêmio Grampo 2020 de Grandes HQs – Os nomes dos 21 jurados da premiação

O Prêmio Grampo 2020 de Grandes HQs já tem seus vencedores. Os três primeiros colocados, assim como todas as obras listadas e os rankings dos 21 jurados serão anunciados no dia 13 de abril (segunda-feira), a partir das 12h, nos blog Vitralizado e Balbúrdia. No post de hoje, revelamos os nomes dos jurados convidados a participar do Grampo 2020.

O Prêmio Grampo surgiu em 2016 inspirado na saudosa votação de melhores do ano do blog Gibizada, do jornalista Télio Navega, no jornal O Globo. Assim como ele fazia, eu e os editores do Balbúrdia, Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro, convidamos várias pessoas envolvidas de diferentes formas na cena brasileira de quadrinhos a produzirem rankings com aqueles que elas consideram os 10 melhores títulos publicados no país no ano anterior. A ideia é que esse júri passe por mudanças pontuais a cada ano. Em 2020 há dois jurados que participam pela primeira vez da votação: o quadrinista Daniel Lopes e a jornalista Mariana Viana.

Para a quinta edição do Prêmio Grampo chamamos um jurado a mais do que nos anos prévios, completando 21 votantes entre quadrinistas, editores, pesquisadores, jornalistas e lojistas. Então anote aí: no dia 13 de abril (segunda-feira), a partir das 12h, você encontrará aqui e no Balbúrdia os rankings individuais de cada um dos jurados e a lista completa com todos os títulos votados. Enquanto isso, apresentamos os 21 jurados de 2020:

Aline Zouvi [quadrinista, cartunista e pesquisadora];
Carlos Neto [jornalista e youtuber do Papo Zine];
Carol Ito [quadrinista, jornalista, pesquisadora e editora do Políticas];
Cecilia Arbolave [editora, jornalista, tradutora, curadora da Miolo(s), entre outros eventos e sócia da Lote 42, Banca Tatuí e Sala Tatuí];
Dandara Palankof [tradutora, jornalista, pesquisadora e editora da Revista Plaf];
Daniel Lopes [quadrinista e co-organizador da Feira Dente];
Daniela Cantuária Utescher [livreira, editora, curadora do Ugra Fest, entre outros eventos e sócia da Ugra Press];
Douglas Utescher [livreiro, editor, curador do Ugra Fest, entre outros eventos e sócio da Ugra Press];
Érico Assis [tradutor, pesquisador, jornalista e crítico];
Gabriela Borges [jornalista, mestre em antropologia e criadora do selo Mina de HQ];
Jéssica Groke [quadrinista];
Liber Paz [professor da UTFPR, quadrinista, youtuber, crítico, pesquisador e membro do Balbúrdia e do Kitinete HQ];
Lielson Zeni [editor, pesquisador, crítico e roteirista, membro do Balbúrdia];
Luli Penna [quadrinista e ilustradora];
Maria Clara Carneiro [professora da UFSM, tradutora, pesquisadora, crítica e membro do Balbúrdia];
Mariana Viana [jornalista e editora do perfil Fora do Plástico];
Milena Azevedo [roteirista, crítica e curadora de eventos];
Paulo Floro [jornalista e editor das revistas O Grito e Plaf];
PJ Brandão [pesquisador e produtor do HQ Sem Roteiro Podcast];
Ramon Vitral [jornalista, crítico e editor do Vitralizado];
Thiago Borges [jornalista, editor do blog O Quadro e o Risco e da revista Banda].