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Posts com a tag Homem-Aranha

HQ

O dia que Charles Burns redesenhou uma HQ do Homem-Aranha

Cara, essa história é demais. Em 1983 a Marvel publicou uma revista chamada Marvel Try-Out Book. A publicação tinha um formato maior do que os quadrinhos tradicionais da editora e propunha um desafio a aspirantes a quadrinistas: além de explicar as diferentes funções de cada um dos artistas envolvidos na produção de um gibi de super-herói, pedia que que os artistas fizessem a arte-final e as letras de dez páginas de John Romita Jr, depois refizessem as páginas com seus estilos e mandassem para a editora. Até aí tudo bem. Os vencedores foram anunciados em 1986 – ninguém muito digno de nota, diga-se de passagem. E a Marvel repetiu a experiência em 1996.

Só que o mais legal disso tudo foi que alguns anos depois o Charles Burns investiu na brincadeira da Marvel. Ele redesenhou as páginas do Romitinha substituindo Peter Parker, seus amigos e antagonistas por pessoas e criaturas dentro do ‘estilo Burns’. O resultado final foi publicado ao longo de duas edições da antologia Buzz da hoje extinta editora Kitchen Sink Press. Alguns anos depois, o cartunista Ben Towle colocou em seu tumblr as páginas do artista original e de Burns lado a lado e, putz, que pena da Marvel. Reproduzo por aqui as comparações das dez páginas de cada artista. Coisa bem foda. Dica do Rogério de Campos (valeu!). Saca só:

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Cinema / HQ / Marvel

O retorno do Homem-Aranha à Marvel e a identidade secreta que o herói jamais terá no cinema

Então a Marvel e a Sony realmente fizeram um acordo pra entrada do Homem-Aranha no Universo Marvel no cinema. Isso é tipo ver o Zico voltar a jogar pelo Flamengo e o Pelé pelo Santos – com ambos ainda com contratos presos a outros times, mas tudo bem, seria uma volta para casa, ao lugar de onde jamais deveriam ter saído. Só gostaria muito que a Sony largasse a mão de ideias tortas como essa história de filme do Sexteto Sinistro. Já Andrew Garfield não deve voltar mesmo, apesar de eu considerar o ator e o elenco de seus dois filmes um dos poucos pontos altos da série mais recente da Sony. Quer saber? Por mim Marvel e Sony quebravam tudo: pra rebootar outra vez em um intervalo tão curto de tempo, eu colocaria a versão ultimate, adolescente e negra do Homem-Aranha no lugar do Peter Parker. Duvido que role, mas ia char demais se o herói fosse Miles Morales no lugar do sobrinho da tia May. E parece que não sou o único…no Twitter o alter-ego ultimate do herói já virou trending topic assim que a parceria Marvel/Sony foi anunciada. Logo depois, em seu Tumblr, o criador da versão ultimate do Aranha, Brian Bendis, respondeu um fã que perguntou o quão empolgado ele estava com o nome de Miles bombando na internet. Ele apenas postou uma foto dos outros dois co-autores do personagem, os ilustradores Sara Pichelli e David Marquez. Reitero: duvido que Marvel e Sony tenham coragem pra abandonar a identidade mais famosa do Homem-Aranha no cinema, mas que ia ser demais, ia sim, viu?

Uma atualizada rápida. No caminho de casa até o trabalho fiquei pensando em algumas consequências desse acordo e a presença do Aranha nos filmes da Marvel Studios. Primeiro: caso ele realmente apareça em Guerra Civil, não acho que será da mesma forma que sua participação nos quadrinhos. Seja qual for a identidade do herói, ele não vai se expor e tornar público seu nome como aconteceu na história de Mark Millar. Imagino que ele será – aí sim, como na série – um dos principais pontos da discórdia entre Capitão América e Homem de Ferro, com ambos lutando por seu apoio. Já em relação a sua real importância nos futuros planos da Marvel nos cinema, fico muito curioso pra saber a intensidade desse contrato. O personagem tinha tudo pra ser um Agente Coulson bombado das próximas fases da série, aparecendo em vários filmes e com potencial para crescer e ser o grande destaque do futuro da versão cinematográfica da Marvel. No entanto, no cinema, o personagem é da Sony. O contrato é um parceria. Até onde vale a pena investir em um herói que pertence de forma restrita a você? Aguardo ansioso as cenas dos próximos capítulos.

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O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

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Acho que li os principais clássicos do Homem-Aranha. Os anos de Stan Lee com o personagem e outros arcos memoráveis, como A Última Caçada de Kraven. Também li muita porcaria, principalmente no começo dos anos 90, quando era mais novo e meu senso crítico não era dos mais apurados. Não sinto muita simpatia pela atual trama da revista do personagem: o Doutor Octopus dominou a mente de Peter Parker e vem agindo como Homem-Aranha há um ano. Mas é puro preconceito, pois não li. No entanto, estive em uma palestra do atual roteirista da série e responsável por esse enredo esquisito, Dan Slott. Um comentário do autor foi no ponto do que penso dessa segunda leva de filmes protagonizados por Peter Parker. Segundo ele, o elenco de O Incrível Homem-Aranha de Marc Webb é muito superior ao dos filmes dirigidos por Sam Raimi, mas as tramas não oferecem um terço do carisma dos longas estrelados por Tobey Maguite e Kirsten Dunst. O Espetacular Homem-Aranha 2 só reforça essa teoria.

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Peter Parker vive assombrado pela promessa feita pelo capitão George Stacy: pouco antes de morrer, ele proibiu o herói de continuar seu namoro com Gwen Stacy, filha do policial. Ao mesmo tempo, o cientista milionário Norman Osborne morre e seu filho Harry volta da Europa para herdar sua fortuna. Ele descobre que o sangue do Homem-Aranha possui a cura da doença que matou seu pai e está presente em seus genes. Além disso tudo, um ex-funcionário de Osborn, vítima de um acidente que o transforma no vilão Electro, quer se vingar de uma humilhação pública imposta pelo herói. É muita trama para pouco tempo. Ainda relacionam a morte dos pais de Peter à origem dos poderes do Homem-Aranha, tirando toda a graça da origem banal do personagem. As cenas de ação são boas, os efeitos também e gosto como alguns elementos do universo do herói são introduzidos sem muito alarde – como os prováveis vilões dos próximos filmes da série. O clímax da produção é o ponto alto, mas principalmente pela simpatia de Andrew Garfield e Emma Stone. Já o Electro de Jamie Foxx não faria feio junto aos vilões do Batman & Robin de Joel Schumacher.