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Tá no ar o Balbúrdia

Tá no ar desde hoje de manhã o Balbúrdia, site sobre quadrinhos criado pelo trio Lielson Zeni, Liber Paz e Paulo Cecconi. Três nomes importantes dentre a galera que pensa sobre HQs aqui no Brasil. O Lielson edita/escreve/pensa quadrinhos e bolou junto comigo o Prêmio Grampo. O Liber também pesquisa sobre HQs e é autor da Dias Interessantes. Além de tradutor de gibis, o Paulo volta e meia investe numas resenhas bem legais tanto no Universo HQ quanto no Blog da Itiban. Enfim, um pessoal que bota banca evolvido num projeto promissor pra caramba. Já vale uma investida no editoral dos caras, explicando a origem e a razão de ser do Balbúrdia, e depois no primeiro texto do site, uma bela resenha de Sandman Overture. E eles ainda conseguiram esse belo cabeçalho aqui em cima assinado pelo Pedro Cobiaco, né? Já tá no meu Feedly.

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Listas, listas, listas

por Lielson Zeni*

Eu sempre fui um apaixonado por listas. Me lembro de quando criança passar muitas tardes mexendo na minha coleção de gibi e fazer lista de quais eram os personagens que já tinham sido Vingadores ou os vilões do Batman (talvez o Pedro Cobiaco, que levou o Grampo Ouro nem saiba, mas existiu uma época que as informações não estavam à distância da barra de endereço do seu navegador).

Migrei depois pras listas de músicas (com mais de 20 anos, numa tarde em que a chuva desligou a energia, listei 100 bandas essenciais pra minha vida). Isso tudo, lógico, conflui pra uma alucinação cada vez que alguém quer fazer um top 5/10/20 de qualquer coisa. Se for de uma área que manjo minimamente, eu aceito no ato e realmente me dedico (aliás, que suador escolher só 10 e EM ORDEM).

Quando fiquei amigo do Ramon, já conhecia o trabalho dele e achava o Vitralizado top 5 sites de HQ. Por isso, pensei que ele era o cara pra resgatar um modelo de lista que o Telio Navega usava no Gibizada que era soberbo, porque era uma lista de listas! Ele topou e me convocou pra ajudar e aí surgiu o Prêmio Grampo. E, olha, acho que o resultado faz um panorama muito massa desse 2015 de publicações de HQ.

Vale falar em parágrafo próprio que a lista final dos 20 não tem mangás, infantis (as exceções são as graphics MSP, que não são exclusivamente infantis) e super-heróis, provavelmente os títulos com vendas mais expressivas do país. Eu não sei dizer o porquê. Mas o pior eu acho a baixa presença de mulheres na lista final, justamente falando do ano do FIQ das mulheres, da treta do HQ Mix e no rebuliço em Angoulême nesse comecinho de 16. São só 9 mulheres em 26 obras, enquanto os homens totalizam 50.

Acho que no formato do Grampo, com listas de pessoas com perfis diferentes e que ocupam diversas posições na cena de quadrinhos brasileira, conseguiu-se uma boa abrangência desse 2015, gerando uma lista de referência pra quem quiser sacar qual foi a do ano passado.

É claro, como qualquer lista, ela não é definitiva, nem exaustiva, mas ainda assim é uma bela lista.

Se o Ramon convidar, ajudo a fazer o Prêmio Grampo 2017. De qualquer forma, vou fazer minhas listinhas de HQs que mais curti de ler a cada ano.

*
Lielson Zeni é editor, pesquisador e roteirista de quadrinhos

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Ainda sobre o Prêmio Grampo 2016

Queria ter mais tempo pra escrever sobre tudo que andei pensando em relação ao resultado do Grampo. A planilha com os votos de cada um dos 20 eleitores dá um tremendo panorama do que foi o ano de 2015 para os quadrinhos brasileiros – dentre MUITOS panoramas possíveis, diga-se de passagem. Foram 32 editoras mencionadas, 20 obras independentes citadas dentre 81 títulos no total e cerca de 90 autores – as coletâneas atrapalham um pouco nessa contagem. Gostei do resultado final. Das dez primeiras colocações, a única com a qual fico um pouco incomodado de ver por lá é O Escultor do Scott McCloud. Já reli duas vezes e, por melhor que seja, ainda é uma obra imatura, com roteiro e personagens bastante rasos, principalmente por ter vindo de quem veio.

Das minhas três primeiras colocações (1-Talco de Vidro, 2-A Propriedade e 3-Lavagem) consta apenas a obra de Marcello Quintanilha no top 3 geral. Ainda assim, fiquei bastante feliz de ver os trabalhos de Pedro Cobiaco e L.M. Melite ocupando o pódio final. Fiz duas longas entrevista com Cobiaco ao longo do ano passado (aqui e aqui) e uma imensa com Melite. Enquanto Quintanilha não precisa mais de qualquer aval ou aclamação pública para sacramentar a qualidade de seu trabalho, o autor da Ilha ainda é um artista novo, em formação, e o responsável por Dupin está longe de ter recebido seu devido reconhecimento. Fiquei realmente feliz por ter terminado dessa maneira.

Claro, por mais interessante e legítimo que seja o sistema de votação escolhido, ele permite algumas falhas. Fazer um top 10 em formato de ranking é injusto pra caramba. Se fossem os 15 primeiros, gosto de acreditar que títulos extremamente queridos do ano passado teriam ainda mais destaque (O Beijo Adolescente #3, os trabalhos da Nébula, Espiga, Quiral, Mayo, Dodô, Dinâmica de Bruto e acho melhor parar por aqui ou então não termino nunca hehe). Fossem as 20 então, certeza que o resultado seria completamente diferente, e por aí vai.

A ideia do Grampo – não com esse nome, que só veio já nos finalmentes da votação – tava na minha cabeça tinha um tempo, mas quieta lá num canto. Numa das minhas primeiras conversas com o Lielson, acho que no final de 2014, já havíamos brincado sobre a possibilidade de fazer algo do tipo. No final do ano passado, inspirado pela saudosa eleição de melhores do Gibizada do Telio Navega, o Lielson voltou a cantar essa bola. Fiquei meio reticente, sei que uma eleição do tipo exige responsabilidade e compromisso pra caramba. Por mais informal que possa parecer, não deixa de ser a avaliação do trabalho de alguém, de uma obra que uma pessoa investiu tempo e esforço pra colocar no papel – ou na internet. Resolvemos fazer, a coisa rolou e ficou legal pra caramba. Sem qualquer falsa modéstia: acho o resultado mais interessante de qualquer ranking/lista/eleição de melhores quadrinhos de 2015 que vi por aí e um dos mais bem fundamentados dos meus muitos anos como leitor de HQs. Espero que inspire novas ideias e dê novo fôlego a novas e velhas premiações dos quadrinhos nacionais.

Se tudo der certo, caso sobre tempo e vocês ainda queiram, o Grampo volta em 2017.

Até.

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– Prêmio Grampo 2016 de Grandes HQs – O resultado final: as 20 HQs mais votadas

por Lielson Zeni e Ramon Vitral*

O quadrinista Pedro Cobiaco é o vencedor do Prêmio Grampo 2016 de Grandes HQs. Aventuras na Ilha do Tesouro consta em 15 das 20 listas dos eleitores convidados do Grampo, tendo acumulando 102 pontos na contagem dos votos. O gibi vencedor ficou à frente de Talco de Vidro de Marcello Quintanilha (89 pontos) e Dupin de L.M. Melite (76 pontos). Os rankings individuais de cada um dos eleitores estão disponíveis aqui. Os 20 primeiros colocados e as demais obras listadas constam a seguir.

Aventuras na Ilha do Tesouro é o primeiro quadrinho longo de Pedro Cobiaco. Publicado entre maio e outubro de 2015 na internet, o gibi ganhou uma versão impressa pela editora Mino em novembro. As 144 páginas do álbum apresentam um enredo extremamente passional sobre os habitantes da ilha mágica mencionada no título e as aventuras do herói Capitão. Em 2013 Cobiaco publicou o romance experimental Harmatã, no ano seguinte foi a vez do excepcional Dentes de Elefante. Aventuras na Ilha do Tesouro é, até agora, o trabalho mais maduro e sincero de um dos quadrinistas mais peculiares e promissores do país.

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Talco de Vidro traz algumas mudanças no modo de produzir de Marcello Quintanilha. O desenho ainda segue realista, mas um pouco mais solto. Já o uso das repetições de imagens, bem como de artes menos figurativas trabalham a favor do desvario da protagonista, Rosângela. O texto do narrador apresenta incertezas, titubeios e reconstruções, quase como se estivesse aprendendo a contar história enquanto ela acontece. A construção psicológica da personagem alicerçada por essas técnicas narrativas faz de Talco de Vidro um dos materiais mais importantes já lançados no Brasil.

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Dupin é a segunda narrativa longa de Leandro Melite, que com mais de 200 páginas, traduz o conto de Edgar Alln Poe, Os Assassinatos da Rua Morgue, pro melitês. Sim, porque o autor tem uma dicção muito particular e facilmente identificável em seus trabalhos. Por isso, por mais que trama se enrole por um assassinato inexplicado, o gibi trata de duas crianças que buscam pistas pra resolver o mistério que é crescer e se tornarem adultos. A capacidade narrativa de alto nível transparece na escolha dos quadros, no traço com muita personalidade e, destaque-se, a qualidade do texto, avis rara nos quadrinhos.

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4) Lavagem, Shiko (Mino): 65 pontos.

5) Pílulas Azuis, Frederik Peeters (Nemo): 57 pontos.

6) A Propriedade, Rutu Modan (Wmf Martins Fontes): 52 pontos.

7) Apocalipse Nau, Eloar Guazelli (Nós): 46 pontos.

8) Incidente em Tunguska, Pedro Franz (independente): 38 pontos.

9) Mate Minha Mãe, Jules Feiffer (Quadrinhos na Cia.): 34 pontos.

10) O Escultor, Scott McCloud (Marsupial): 33 pontos.

11) Ardalén, Miguelanxo Prado (Realejo): 30 pontos.

12) Hoje é o Último Dia do Resto da sua Vida, Ulli Lust (Wmf Martins Fontes): 28 pontos.

13) La Dansarina, Lillo Parra e Jefferson Costa (Quadro a Quadro): 23 pontos.

14) Turma da Mônica – Lições, Vitor e Lu Cafaggi (Panini): 16 pontos.

15) Dinâmica de Bruto, Bruno Maron (Maria Nanquim) // Dois Irmãos, Fábio Moon e Gabriel Bá (Quadrinhos na Cia) // Louco – Fuga, Rogério Coelho (Panini): 15 pontos.

16) Maia, Denny Chang (Narval Comix) // Garota Siririca, Lovelove6 (independente): 14 pontos.

17) Dodô, Felipe Nunes (independente): 13 pontos.

18) Meu Pai é um Homem da Montanha, Bianca Pinheiro e Gregório Bert (independente): 12 pontos.

19) Gnut, Paulo Crubim (independente): 11 pontos.

20) O Fabuloso Quadrinho Brasileiro de 2015, org. Clarice Reichstul e Rafael Coutinho, editor convidado: Érico Assis (Narval Comix) // Por Mais um Dia com Zapata, Daniel Esteves, Al Stefano e Alex Rodrigues (independente) // Goela Negra, Antoine Ozanan e Lelis (Mino) // Navio Dragão, Rebeca Prado (independente): 10 pontos.

Outras HQs listadas pelos eleitores: 20th Century Boys, Naoki Urasawa (Panini); Afrodite – Quadrinhos Eróticos, Alice Ruiz e Paulo Leminski, com vários desenhistas (Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Claudio Seto…) (Veneta); Aokigahara, André Turtelli Poles e Renato Quirino (independente); Apocalipse, Por Favor, Felipe Parucci (independente); Batgirl (A Sombra do Batman), Cameron Stewart e Babs Tarr (Panini); Beco do Rosário, Ana Luiza Kohler (independente); O Beijo Adolescente #3, Rafael Coutinho (Narval Comix); Bete Vive, Lita Hayata (independente); Burroughs, João Pinheiro (Veneta); Cabuloso Suco Gástrico, Breno Ferreira (Elefante); O Cânone Gráfico – Volume 2, org. Russ Kick (Boitempo Editorial); Chance, Samanta Flôor e Diogo Cesar (Polvo Rosa); Como Tudo Começou, Bruna Vieira e Lu Caffagi (Nemo); Os Contos do Planta #1, Gustavo Ravaglio (independente); Coral, Taís Koshino (Piqui); Chuva de Merda, Luiz Berger (Ugra Press/Gordo Seboso); Dedos Mágicos, Marcatti e Laudo Ferreira (independente); Desengano, Camilo Solano (independente); Dias Interessantes, Liber Paz (independente); Don Drácula, Osamu Tezuka (New Pop); Don Juan Di Leônia, Dalton Cara (independente); Escrevendo com o Lado Esquerdo do Fígado, Artur Fujita (Dead Hamster); Espiga, Felipe Portugal (independente); Gata Garota, Fefê Torquato (Nemo); Gavião Arqueiro, Matt Fraction e David Aja (Panini); A Grande Cruzada, Theo Szczepanski (Devaneio); Hermínia, Diego Sanchez (Mino); HQs da Mazô na Nébula (Nébula); Jockey, André Aguiar e Rafael Calça (Veneta); Lizzie Bordello e as Piratas do Espaço, Germana Viana (webcomic); O Lobisomem/A Múmia, Eduardo Belga (Narval Comix); Melindrosa, Aline Lemos (independente); Menina Infinito #1, Fabio Lyra (Beleléu); Uma Metamorfose Iraniana, Mana Neyestani (Nemo); Meu Aborto em Quadrinhos, Cynthia B. (Piauí ed. 99); Miracleman, Alan Moore e vários artistas (Panini); Moomin – Volume 2, Tove Janson (A Bolha); Mulheres, Carol Rossetti (Sextante); Mute, Marco Oliveira (Zarabatana); Patas Sujas, Cris Peter e Sula Moon (independente); Parasyte, Hitoshi Iwaaki (JBC); O Perfuraneve, Jacques Lob, Jean Marc-Rochette e Benjamin Legrand (Aleph); Planetes, Makoto Yukimura (Panini); O Poder do Pensamento Negativo, Rafael Campos Rocha (Garabato); Pogando, Psonha Camacho (Sesi – SP Quadrinhos); Robô Esmaga, Alexandre Lourenço (JBC); Quiral, Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho (Mino); Saga – Volume 2, Brian K. Vaughan e Fiona Staples (Devir); Sandman Prelúdio, Neil Gaiman e J.H. Williams III (Panini); A Samurai, Mylle Silva e vários (Manjericão/Tambor); Singular, Emanoel Melo (independente); Smegma Comix #2, Pablo Carranza (Beleléu); SPAM, Cynthia B., Samanta Flôor, Camila Torrano, Germana Viana e Cátia Ana (Zarabatana); Vidas Secas, Eloar Guazzelli e Arnaldo Branco (Galera Record); Zero Eterno, Naoki Hyakuta e Souichi Sumoto (JBC).

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Lielson Zeni é editor, pesquisador e roteirista de quadrinhos

Ramon Vitral é jornalista e editor do Vitralizado.

HQ / Melhor HQ

“A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim” – Lielson Zeni: Wimbledon Green

Eis mais uma edição da “A melhor HQ de todos os tempos, hoje, para mim”. O convidado de hoje é o roteirista, pesquisador e editor de quadrinhos Lielson Zeni. Dá pra ler algumas refelexões do Lielson no blog dele e também acompanhar aqui o sensacional projeto São Paulo S/A, no qual ele publica quinzenalmente um quadrinho sobre o trânsito de São Paulo. Ó a hq preferida dele de todos os tempos, hoje:

“Sem dúvida nenhuma, a maior HQ do universo conhecido NESTE MOMENTO da minha vida é Wimbledon Green – O Maior Colecionador de Quadrinhos do Mundo, do Seth, lançada este ano no Brasil pela fantástica editora A Bolha. A HQ é genial, a construção das páginas pelo Seth (com uma grade fixa de pequenas alterações) me dá muitas ideias, a investigação sobre o universo dos colecionadores hardcore de quadrinhos é das mais divertidas pra qualquer um que já tenha pensado se plástico é mesmo uma boa ideia para armazenar gibis. Além disso tudo, Wimbledon Green é o primeiro álbum do Seth a sair no Brasil, coisa que espero desde que descobri que aquelas HQs lindas no encarte do CD Lost In Space (da Aimee Mann) eram dele. Basicamente, tô aguardando um gibi do Seth desde 2003 e agora que ele taí, ele só pode ser a melhor coisa do mundo.”

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Mega City Comics: a loja de quadrinhos de Camden Town

O Lielson me falou de mais uma loja de quadrinhos aqui de Londres e passei lá pra conferir. É a Mega City Comics e fica em Camden Town, uma das regiões mais legais da cidade, repleta de marcados. Dá pra comprar roupa, comida, discos, filmes, livros e várias outras coisas por lá. A área também é cheia de estúdios de design e galerias, tudo bastante próximo da estação de metrô Camden Town, na linha Northern. A Mega City fica menos de cinco minutos da estação. Nunca tinha visitado até semana passada, sai do metrô e antes de começar a procurar já vi um banner preso em poste indicando a direção da loja. Ela fica no número 18 da Inverness Street.

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A loja é muito boa. Menor que as três da região central da cidade (Gosh!, Orbital e Forbidden Planet), mas com todos os títulos essenciais a qualquer estabelecimento do tipo. A Mega City é um grande corredor com estantes de lançamentos e clássicos ocupando suas duas paredes. Ao entrar na loja, à esquerda, você vê os quadrinhos mais novos. Assim como na Orbital, eles vão sendo levados para o final do corredor com a chegada de novas publicações a cada semana. Já do outro lado, ficam seções dedicadas a autores (Alan Moore e Neil Gaiman), gêneros e algumas séries mais famosas no momento, como Walking Dead. Tudo bastante didático e legível pra qualquer freguês não muito acostumado a quadrinhos.

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Separando as duas longas prateleiras, no meio da loja ficam alguns outros encadernados mais recentes, edições bastante antigas e produtos como pôsteres, camisas e algumas bugigangas. Camden Town é um tremendo ponto turístico da cidade, então você provavelmente vai passar por lá caso visite Londres. Aí dê um pulo na loja. O clima lá é bastante diferente das outras três sobre as quais escrevi. Tem jeito de comic shop de subúrbio, mas tão convidativa quanto as mais famosas e centrais.

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