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– Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs – Assista à live com os organizadores

Eu e os meus amigos Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro fizemos uma live, mediada pelo editor Douglas Utescher, após o anúncio dos resultados Prêmio Grampo 2022. Foram mais de duas horas de papo sobre as obras nas primeiras posições, a história do Grampo e a linha editorial/curatorial da premiação. Recomendo: dê mais uma conferida nos 20 rankings dos nossos juradosconfira o resultado final do Grampo 2022 e depois volte aqui para assistir ao vídeo que gravamos após à divulgação desses dois posts. Ó:

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– Prêmio Grampo de Grandes HQs – Entrevistas com os autores e matérias sobre as obras vencedoras em 2022

Reúno por aqui todo o conteúdo publicado no Vitralizado sobre as três obras vencedoras do Prêmio Grampo 2022: Escuta, Formosa Márcia (Veneta), de Marcello Quintanilha; Manual do Minotauro (Companhia das Letras), de Laerte; e Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto (independente), de Shiko. Aliás, vou um pouquinho além e incluo também o quarto colocado no ranking geral, Rusty Brown (Companhia das Letras), de Chris Ware – porque é um dos meus autores preferidos e deu as caras um monte por aqui.

Aproveito a deixa para compartilhar outra vez a lista com os 20 rankings individuais dos jurados da premiação e o post final com os 20 primeiros colocados no Grampo 2022 e as demais obras listadas. A seguir, o material que produzi sobre as obras presentes do pódio (+ a quarta colocada):

-Grampo de Ouro 2022: Escuta, Formosa Márcia (Veneta), de Marcello Quintanilha
*Marcello Quintanilha dialoga com Beckett e Dostoiévski em HQ com rumos trágicos;
*Papo com Marcello Quintanilha, autor de Escuta, Formosa Márcia: “Nada é mais urgente do que parar o genocídio”;

-Grampo de Prata 2022: Manual do Minotauro (Companhia das Letras), de Laerte
*Laerte sintetiza o melhor das HQs nacionais: subversão, experimentalismo e bom humor;

-Grampo de Bronze 2022: Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto (independente), de Shiko
*Shiko incute ódio e vingança em Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
*Carniça e a Blindagem Mística é brutal, crítica e lírica como as melhores HQs de Shiko.

Rusty Brown (Companhia das Letras), Chris Ware (tradução de Caetano Galindo)
*Quem é Chris Ware, astro dos quadrinhos que vê a empatia como seu maior superpoder;
*Papo com Chris Ware, autor de Rusty Brown: “A empatia é o sentido mais importante que o ser humano pode aperfeiçoar; é o único ‘superpoder’ que temos”.

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– Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs – O resultado final: as 20 HQs mais votadas

O álbum Escuta, Formosa Márcia é o vencedor do Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs. A obra do quadrinista Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta consta em 12 das 20 listas dos jurados convidados do Grampo, tendo acumulado 85 pontos na contagem dos votos. A segunda colocação ficou com Manual do Minotauro (Companhia das Letras), de Laerte (66 pontos e 10 listas). A terceira posição é de Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto (independente), de Shiko (63 pontos e nove listas) – é a primeira vez que uma obra independente fica entre as três primeiras do Grampo. É a primeira vez em seis anos que as três primeiras colocações ficam com títulos nacionais, apenas na primeira edição do Grampo, em 2016, os três títulos mais votados foram quadrinhos nacionais.

O top 10 do Grampo 2022 fecha com Rusty Brown (Companhia das Letras), por Chris Ware (tradução de Caetano Galindo); Arlindo (Seguinte), por Ilustralu; Isolamento (independente), por Helô D’Angelo; Polina (Nemo), por Bastien Vivès (tradução de Fernando Scheibe); Pele de Homem (Nemo), por Hubert Boulard e Frédéric Zanzim Leutelier (tradução de Renata Silveira);  11:11 (independente), por Jéssica Groke, Felipe Portugal, Lalo e Diego Sanchez; e Brega Story (Brasa), por Gidalti Jr.

Com cinco títulos mencionados entre as 96 obras listadas nos rankings dos jurados, incluindo Manual do Minotauro (2º) e Rusty Brown (4º), a Companhia das Letras acumulou 189 pontos no ranking de editoras. O segundo lugar ficou com a Veneta, com 15 títulos citados, incluindo a primeira colocação (Escuta, Formosa Márcia), e 184 pontos. A editora Nemo fez 83 pontos com quatro títulos. Os dois títulos de estreia da Brasa deram ao selo a quarta posição, com 42 pontos. O quinto lugar no ranking de editora ficou com a Todavia, com três obras listadas e 36 pontos. Os rankings individuais de cada um dos jurados estão disponíveis aqui. Os 20 quadrinhos mais bem colocados na soma dos rankings e as demais obras listadas constam a seguir.

Quadro de Escuta, Formosa Márcia (Veneta), obra de Marcello Quintanilha vencedora do Prêmio Grampo 2022

1) Escuta, Formosa Márcia (Veneta), por Marcello Quintanilha [85 pontos];

por Ramon Vitral

O editor Rogério de Campos já chamou atenção para a pequena história secreta e pessoal do Brasil tecida por Marcello Quintanilha a cada obra. Os subúrbios, principalmente fluminenses, servem de pano de fundo para grande parte desse cenário maior construído pelo autor. E em torno de suas tramas ele coloca em prática sua aclamada oralidade e justapõe seus quadros sempre desalinhados. Escuta, Formosa Márcia é o mais recente capítulo dessa bibliografia pessoal de Quintanilha, epítome de sua produção e também seu título mais singular até aqui.

O álbum é ambientado em uma favela do Rio de Janeiro e tem como foco o impacto da corrupção dos poderes públicos na vida do cidadão comum. A enfermeira Márcia administra sua rotina em um hospital público com bicos como cuidadora de idosos num bairro rico. Em casa, ela concilia um relacionamento amoroso pouco inspirado com as tensões com a filha e a proximidade de traficantes e milicianos de sua moradia.

Assim como Tungstênio (2014), Talco de Vidro (2015) e Luzes de Niterói (2018), Escuta, Formosa Márcia também é influenciado pelo neorrealismo italiano e sua busca por um retrato social de uma época. Quintanilha, no entanto, também se distancia dos ares documentais de seus trabalhos prévios. A presença de cores, em uma paleta limitada e alheia à realidade, e o traço caricato enfatizam esse distanciamento. Segundo o próprio autor, ele se aproxima do teatro do absurdo e de Samuel Beckett (a “chave do páthos” da HQ, disse ele) ao criar um enredo em torno da solidão, do isolamento e das dúvidas existenciais de sua protagonista.

Quintanilha já falou mais de uma vez sobre sua rotina de trabalho “absolutamente anárquica”, com ele ocupado em vários projetos simultâneos, sem que seu título mais novo seja necessariamente sua produção mais recente. Por isso é difícil falar em “nova fase” do autor. Ainda assim, Escuta, Formosa Márcia apresenta novas perspectivas para sua produção.

Não faço ideia do que está por vir em um próximo trabalho de Quintanilha e não tenho interesse em saber antes de ter a obra em mãos. Que ele dê continuidade às inovações de Márcia, retome conceitos de obras prévias ou apresente conceitos e abordagens inéditos em seu trabalho, estarei sempre no aguardo da HQ seguinte do mais instigante quadrinista nacional.

Votaram: Daniela Cantuária Utescher (2º), Débora Santos (10º), Douglas Utescher (1º), Érico Assis (9º), Lielson Zeni (6º), Márcio Paixão Jr. (1º), Maria Clara Carneiro (6º), Paulo Floro (1º), PJ Brandão (5º), Ramon Vitral (1º), Tami Taketani (10º) e Weaver Lima (2º).


2) Manual do Minotauro (Companhia das Letras), por Laerte [66 pontos];

por Lielson Zeni

Passei muitos anos esperando essa publicação. Sério, acho que nem um outro livro eu queria mais arrancar dessa Biblioteca da Imaginação & Desejo e encaderná-lo em papel do que a coletânea das tiras da “nova fase da Laerte”. Agradeço imenso a Quadrinhos na Cia., com um retrogosto de “porque vocês demoraram tanto?”.

Passei todos esses anos lendo Laerte na Folha de S.Paulo e esperando pelo livro, pra eu poder reacessar aquelas tiras com menos espirros e mais cores originais, que no papel do jornal vão se apagandinho. Sem falar na dificuldade de guardar as tiras recortadas (sim, eu guardava o Manual do Minotauro aos pedaços – depois, passei a acompanhar pelo blog da Laerte e deixei a reciclagem cuidar desse arquivo [mas não sem um medinho de que tudo um dia sumisse no limbo dos arquivos apagados da internet]).

Tira da série Manual do Minotauro, da quadrinista Laerte

Passei esses anos lendo e esperando pelo livro, mas em momento algum desse tempo todo eu pensei em como eu falaria sobre esse material. Tanta gente já escreveu sobre o trabalho da nossa principal quadrinista, que até fica difícil não repetir ou cair em platitudes (tipo “nossa principal quadrinista”). Sem falar no texto da orelha do livro, em que a própria Laerte conta suas intenções criativas: “Muitas pessoas trabalham com personagens e gags, eu as acompanho e com elas me divirto muito. Mas no meu caso não estava mais funcionando.”.

Esses anos que passei convivendo com esses trabalho me traz uns palpites. Tipo, acho que não se pode esperar que uma artista com tantos recursos e múltiplos interesses se restrinja a um formato. Ela deixou de lado a piada com punchline, e continua a troca de estratégia narrativa o tempo todo. Alteração que fica mais sutil ao ler uma tira por dia, catalisa fortemente no livro impresso. Uma tira tem a manha de poesia, outra de parte de uma narrativa maior (que às vezes retorna, muitas vezes não), uma terceira é um comentário sabichão, outra ainda um jogo de ordem gráfica, outra mais tudo isso junto. Cada tira ou série de tira dessas dava um ensaio inteiro. Imagina se nessas mais de 1500 tiras eu não iria me perder nesse labirinto (segunda platitude).

Votaram: Daniela Cantuária Utescher (3º), Douglas Utescher (2º), Jéssica Groke (9º), Lielson Zeni (1º), Márcio Paixão Jr. (3º), Maria Clara Carneiro (5º), Paulo Floro (7º), PJ Brandão (4º), Ramon Vitral (3º) e Weaver Lima (7º).


3) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto (independente), por Shiko [63 pontos];

por Maria Clara Carneiro

A série Carniça e a blindagem mística, de Shiko, com os volumes É bonito o meu punhal e A tutela do oculto, chegou com alvoroço em meio ao cenário áspero da pandemia de 2020 em diante: os livros simples de lombada canoa e as cores vibrantes do velho Shiko lembram um tempo de quadrinho de banca, quadrinho de aventura que você termina esperando o próximo – e vai relendo para pegar os detalhes que não tinha percebido. O primeiro volume já havia alcançado a 5a posição no Prêmio Grampo de 2021, e em 2022 alcançou esse bronze, no mesmo tom ocre sertanejo que predomina em suas páginas.

É um “gibi do bão”, uma expressão que o Tom Zé usou certa vez para se referir aos Sertões de Euclides da Cunha e que cabe tão bem aqui: histórias imbricadas, feitos de coragem e de trairagem, reviravoltas e muita História junto. História com H maiúsculo mesmo, que o autor levou anos de estudo para poder se apropriar das ideias de cangaço e transformar nessa série. E o livro de Shiko traz um ponto de vista que poucos contam do fenômeno: o das mulheres que lutam ou são esquecidas, abatidas, mortas. A série participa de uma retomada do fantástico nas ficções históricas brasileiras, mas de um fantástico bem localizado no Nordeste. Abrir a primeira página de A tutela do oculto, com uma coleção de notícias velhas e trechos de livros antigos, provoca um efeito brutal de real, enquanto a narrativa fictícia embala nossa vontade de também se armar contra a velha História de homens ruins – de interromper o ciclo de sempre. Um “gibi do bão” que ainda dá vontade de sair mudando o mundo.

Votaram: Dandara Palankof (4º), Daniela Cantuária Utescher (1º), Débora Santos (6º), Douglas Utescher (3º), Lielson Zeni (5º), Milena Azevedo (3º), Paulo Floro (9º), PJ Brandão (1º) e Ramon Vitral (4º).

4) Rusty Brown (Companhia das Letras), Chris Ware (tradução de Caetano Galindo) [53 pontos];

Votaram: Lielson Zeni (2º), Maria Clara Carneiro (2º), Paulo Floro (3º), PJ Brandão (3º), Ramon Vitral (2º) e Weaver Lima (1º).

5) Arlindo (Seguinte), por Ilustralu [31 pontos];

Votaram:Débora Santos (2º), Gabriela Borges (2º), PJ Brandão (7º) e Tali Grass (2º).

6) Isolamento (independente), por Helô D’Angelo [28 pontos];

Votaram: Érico Assis (7º), Gabriela Borges (3º), Liber Paz (1º), Ramon Vitral (8º) e Thiago Borges (8º).

6) Polina (Nemo), por Bastien Vivès (tradução de Fernando Scheibe) [28 pontos];

Votaram: Érico Assis (4º), Jéssica Groke (2º), Sara Pontes (6º) e Weaver Lima (4º).

8) Pele de Homem (Nemo), por Hubert Boulard e Frédéric Zanzim Leutelier (tradução de Renata Silveira) [27 pontos];

Votaram: Dandara Palankof (3º), Liber Paz (5º), Paulo Floro (2º) e Sara Pontes (7º).

9) 11:11 (independente), por Jéssica Groke, Felipe Portugal, Lalo e Diego Sanchez [25 pontos];

Votaram: Dandara Palankof (7º), Daniela Cantuária Utescher (6º), Gabriela Borges (8º), Paulo Floro (6º), Tami Taketani (9º) e Thiago Borges (5º).

9) Brega Story (Brasa), por Gidalti Jr [25 pontos];

Votaram: Érico Assis (6º), Márcio Paixão Jr. (4º), Paulo Floro (4º) e Ramon Vitral (5º).

11) Monstrans – Experimentando Horrormônios (independente), por Lino Arruda [24 pontos];

Votaram: Gabriela Borges (1º), Jéssica Groke (4º) e Lielson Zeni (4º).

12) Ugrito #24: Aparição (Ugra Press), por Amanda Miranda [22 pontos];

Votaram: Gabriela Borges (9º), Lielson Zeni (9º), Maria Clara Carneiro (4º), Ramon Vitral (7º) e Tali Grass (4º).

12) Stuck Rubber Baby (Conrad), por Howard Cruse (tradução de Dandara Palankof) [22 pontos];

Votaram: Douglas Utescher (10º), Paulo Floro (5º), PJ Brandão (6º) e Thiago Borges (1º).

12) Um Grande Acordo Nacional (Elefante), por Robson Vilalba [22 pontos];

Votaram: Dandara Palankof (6º), Liber Paz (2º) e Lielson Zeni (3º).

15) A Rosa Mais Vermelha Desabrocha: O Amor nos Tempos do Capitalismo Tardio ou por que as Pessoas se Apaixonam Tão Raramente Hoje Em Dia (Quadrinhos na Cia), por Liv Strömquist (tradução de Kristin Lee Garrubo) [20 pontos];

Votaram: Liber Paz (4º), Lielson Zeni (7º) e Maria Clara Carneiro (8º).

16) Confinada (Todavia), por Leandro Assis e Triscila Oliveira [19 pontos];

Votaram: Dandara Palankof (8º), Daniela Cantuária Utescher (7º), Gabriela Borges (5º), Paulo Floro (8º) e Tali Grass (8º).

16) Meu Mundo Versus Marta (Companhia das Letras), por Paulo Scott e Rafael Sica [19 pontos];

Votaram: Liber Paz (7º), Márcio Paixão Jr. (2º) e Weaver Lima (5º).

16) Kit Gay (Veneta), por Vitorelo [19 pontos];

Votaram: Dandara Palankof (5º), Débora Santos (5º) e Gabriela Borges (4º).

16) A Casa (Devir), por Paco Roca (tradução de Jana Bianchi) [19 pontos];

Votaram: Érico Assis (2º) e Tali Grass (1º).

20) Ragu #8 (Cepe), edição por Christiano Mascaro, Dandara Palakonf, João Lin e Paulo Floro [18 pontos];.

Votaram: Daniela Cantuária Utescher (5º), Douglas Utescher (6º), Márcio Paixão Jr. (9º), Tami Taketani (7º) e Weaver Lima (10º).

20) Oleg (Nemo), por Frederick Peeters (tradução de Fernando Scheibe) [18 pontos];

Votaram: Érico Assis (1º) e Liber Paz (3º).

Outras HQs listadas pelos jurados do Prêmio Grampo 2022: A Abolição do Trabalho (Veneta), por Bob Black e Bruno Borges; Amarelo Seletivo (independente), por Ricardo Tayra e  Talessak; André, o Gigante (Mino), por Box Brown (tradução de Celio Cecare); Bebês Maníacos da Lagoinha (Escória Comix), por Fábio Vermelho; Bloom Into You #1-#5 (Panini Comics), por Nio Nakatani (tradução de Karen Kazumi Hayashida); Bom Dia, Socorro (web/independente), por Paulo Moreira; Bufa Gunfa #1 (Bufa Produções), de Emilly Bonna e Victor Bello; Como ser adulta e outras (im)possibilidades (Gutenberg), por Lila Cruz; Crisálida (Universo Guará), por Vinícius Velo; Cromáticas (Trem Fantasma), por Jorge Zentner e Rubén Pellejero (tradução de Marcello Fontana); Crônicas da Juventude (Zarabatana), por Guy Delisle (tradução de Claudio Martini); Dançando no Tempo (web/independente), por Felipe Portugal; Depois que o Brasil Acabou (Veneta), por João Pinheiro; As Desventuras de Janio Spif Pato, O Comburente Vol. 01 (Ed. Oficina do Prelo), por Taborba e Vasconcelos Associados; Domex (Veneta), de Gustavo Piqueira; Edição de Artista #1 – Aventuras do Anjo (Figura), por Flavio Colin; El Perro Feo #1 (Escória Comix), edição por Lobo Ramirez; El Sueñero – O Sentinela Dos Sonhos (Trem Fantasma), por Enrique Breccia (tradução de Marcello Fontana); Em Ondas (Nemo), por Aj Dungo (tradução de Érico Assis);  Enterrei Todos no Meu Quintal (web/independente), por Luckas Iohanathan; Eu Fui um Garoto Gorila (Veneta), por Fábio Vermelho; Eu, Lixeiro (DarkSide Books), por Derf Backderf (tradução de Érico Assis); A Espera (Pipoca e Nanquim), por Keum Suk Gendry Kim (tradução de Yun Jung Im); Espetaculare Meneghetti (Universo Guará), por Kash Fyre; O Essencial de Perigosas Sapatas (Todavia), por Alison Bechdel (tradução de Carol Bensimon); Os Eternos por Jack Kirby (Panini Comics), por Jack Kirby (tradução de Dandara Palankof); Fessora! (independente), por Aline Lemos; Filho de Ladrão (Veneta), por Christian Morales e Luis Martinez (tradução de Marcelo Barbão e Rogério de Campos); Foram as Formigas (Quadro a Quadro/Sesc Pompeia), por Marilia Marz; Goral (web/independente), por Diego Sanchez; Guarda Lunar (Todavia), de Tom Gauld (tradução de Hermano Freitas); hmmfalemais (web/independente), por anônimo; Incidentes da Noite (Veneta), por David B. (tradução de Maria Clara Carneiro); Imbatível: Justiça e Legumes Frescos (Nanabooks), por Pascal Jousselin (tradução de Cristina Fernandes); Jogo de Sombras (independente), por Gabriela Güllich e Isabor Quintiere; Juquinha – O Solitário Acidente da Matéria (Draco), por Max Andrade; Kent State: Quatro Mortos em Ohio (Veneta), por Derf Backderf (tradução de Érico Assis); King (Veneta), por Ho Che Anderson (tradução de Dandara Palankof); Kriança Índia (Universo Guará), por Rafael Campos Rocha e Álvaro Maia; Liget #5 (Harvi), por KZ; Lovistori (Brasa), por S. Lobo e Alcimar Frazão; O Lar da Lesma Branca (web/independente), por André Valente; Luba e Sua Família (Veneta), por Gilbert Hernandez (tradução de Cris Siqueira); Luzia (Draco), por Zé Wellington e Débora Santos; Máquina Assassina (Escória Comix), de Riotsistah; Mayara & Annabelle Edição Definitiva Vol. 01 (Conrad), por Pablo Casado e Talles Rodrigues; A Mundana (Faria e Silva) Jordi Lafebre e Zidrou (tradução de José Ignácio Mendes); Naturezas Mortas (Faria e Silva), por Zidrou e Oriol (tradução de J.R. Penteado); Novos Sumérios (web/independente), por Talles Rodrigues, Denis Pacheco e Débora Yukari; O Que Conto Quando Conto Uma Piada (Atrapalho), por Batista; Omama – Ancestrais da Terra (Urukum), por Fabio Gimovski; Paul em Casa (Comix Zone), por Michel Rabagliati (tradução de Fernando Paz); O Pesadelo de Obi (Skript), por Tenso Tenso, Chino e Ramón Esono Ebalé (tradução de Márcio dos Santos Rodrigues); Perramus (Figura), por Juan Sasturain e Alberto Breccia (tradução de Ernani Ssó e Cesar Alcázar); Pinturas de Guerra (Veneta), por Ángel de la Calle (tradução de Andréa Bruno); Podrão Aniquilação (Escória Comix), por Pablo Carranza; Popeye – Um Homem ao Mar (Skript), por Ozanam e Lelis (tradução de Márcio dos Santos Rodrigues e Mônica Cristina Corrêa); Pra quem? Moebius e o palácio (Risco Impresso), por Guilherme E. Silveira; Revolta da Vacina (DarkSide Books), por André Diniz; Shamisen: Canções do Mundo Flutuante (Pipoca & Nanquim), por Guilherme petreca e Tiago Minamisawa; Terror no Inferno Verde (Pipoca & Nanquim), por Flávio Colin; Toniolo (web/independente), por Pablito Aguiar; Wunder Toy Comics – Tiger Fist Action #1 (Pé-de-Cabra), por Gabriel Góes, Oriol Barbera, Panhoca, Arnaldo Branco, Batista e Pedro D’apremont;  Ugrito #23: Última Chance para o Mundo (Ugra Press), por Gabriel Dantas; Um Tal Daneri (Comix Zone), por Carlos Trillo e Alberto Breccia (tradução de Jana Bianchi); Umahistória (Veneta), por Gipi (tradução de Michele Vartuli); UT (Graphite), por Corrado Roi e Paola Barbato (tradução de Paulo Guanaes); Velho Sacudo # 0 (Pé-de-Cabra), de Chico Félix; Vida à Deriva (Veneta), por Yoshihiro Tatsumi (tradução de Drik Sada); Vitu e o Fantasma – A Baixa da Égua (web/independente), por Antônio Dias; Viveiro (independente), por Valter do Carmo; Você Não Me Conhece (independente), por Guilherme de Sousa; What A Wonderful World (JBC), por Inio Asano (tradução de Caio Pacheco); Yellow Monkey (web/independente), por Deleon Stu. 

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– Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs – Os 20 rankings dos eleitores convidados

Foram 20 eleitores convidados para votar no Prêmio Grampo 2022. A regra era simples: cada um deveria enviar um ranking com seus 10 quadrinhos preferidos publicados no Brasil entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2021 – incluindo republicações (títulos que já tenham sido lançados no Brasil anteriormente, mas que retornaram em novo formato editorial).

A regra de ouro era que os jurados não votassem em suas próprias obras ou naquelas em que trabalharam (edição, tradução, revisão, diagramação, paratextos, etc). O primeiro colocado de cada ranking recebeu 10 pontos, o segundo nove, o terceiro oito e assim por diante até o 10º, com um ponto. Foram oitenta e uma obras listadas. Os títulos mais citados e mais bem colocados no ranking geral foram divulgados aqui. A seguir, as listas individuais:

Dandara Palankof
[tradutora, editora na Mythos e coeditora da Revista Plaf]

1) Depois que o Brasil Acabou (Veneta), por João Pinheiro;
2) O Essencial de Perigosas Sapatas (Todavia), por Alison Bechdel (tradução de Carol Bensimon);
3) Pele de Homem (Nemo), por Hubert Boulard e Frédéric Zanzim Leutelier (tradução de Renata Silveira);
4) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto (independente), por Shiko;
5) Kit Gay (Veneta), por Vitorelo;
6) Um Grande Acordo Nacional (Elefante), por Robson Vilalba;
7) 11:11 (independente), por Jéssica Groke, Felipe Portugal, Lalo e Diego Sanchez;
8) Confinada (Todavia), por Leandro Assis e Triscila Oliveira;
9) Bloom Into You #1-#5 (Panini Comics), por Nio Nakatani (tradução de Karen Kazumi Hayashida);
10) Mayara & Annabelle Edição Definitiva Vol. 01 (Conrad), por Pablo Casado e Talles Rodrigues.

Daniela Cantuária Utescher
[livreira, editora, curadora do Ugra Fest, entre outros eventos e sócia da Ugra Press]

1) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
2) Escuta, Formosa Márcia (Veneta), por Marcello Quintanilha;
3) Manual do Minotauro (Companhia das Letras), por Laerte;
4) Bebês Maníacos da Lagoinha (Escória Comix), por Fábio Vermelho;
5) Ragu #8 (Cepe), edição por Christiano Mascaro, Dandara Palakonf, João Lin e Paulo Floro;
6) 11:11;
7) Confinada;
8) Liget #5 (Harvi), por KZ;
9) Viveiro (independente), por Valter do Carmo;
10) Bufa Gunfa #1 (Bufa Produções), de Emilly Bonna e Victor Bello.

Débora Santos
[Ilustradora e quadrinista cearense]

1) Shamisen: Canções do Mundo Flutuante (Pipoca & Nanquim), por Guilherme petreca e Tiago Minamisawa;
2) Arlindo (Seguinte), por Ilustralu;
3) Bom Dia, Socorro (web/independente), por Paulo Moreira;
4) Jogo de Sombras (independente), por Gabriela Güllich e Isabor Quintiere;
5) Kit Gay;
6) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
7) Yellow Monkey (web/independente), por Deleon Stu;
8) Novos Sumérios (web/independente), por Talles Rodrigues, Denis Pacheco e Débora Yukari;
9) Revolta da Vacina (DarkSide Books), por André Diniz;
10) Escuta, Formosa Márcia.

Douglas Utescher
[livreiro, editor, curador do Ugra Fest, entre outros eventos e sócio da Ugra Press]

1) Escuta, Formosa Márcia;
2) Manual do Minotauro;
3) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
4) O Essencial de Perigosas Sapatas;
5) El Perro Feo #1 (Escória Comix), edição por Lobo Ramirez;
6) Ragu #8;
7) Bufa Gunfa #1;
8) O Que Conto Quando Conto Uma Piada (Atrapalho), por Batista;
9) A Abolição do Trabalho (Veneta), por Bob Black e Bruno Borges;
10) Stuck Rubber Baby (Conrad), por Howard Cruse (tradução de Dandara Palankof).

Érico Assis
[Jornalista, crítico e tradutor de HQ, autor de Balões de Pensamento]

1) Oleg (Nemo), por Frederick Peeters (tradução de Fernando Scheibe);
2) A Casa (Devir), por Paco Roca (tradução de Jana Bianchi);
3) Paul em Casa (Comix Zone), por Michel Rabagliati (tradução de Fernando Paz);
4) Polina (Nemo), por Bastien Vivès (tradução de Fernando Scheibe);
5) Bom Dia, Socorro;
6) Brega Story (Brasa), por Gidalti Jr;
7) Isolamento (independente), por Helô D’Angelo;
8) Enterrei Todos no Meu Quintal (web/independente), por Luckas Iohanathan;
9) Escuta, Formosa Márcia;
10) Imbatível: Justiça e Legumes Frescos (Nanabooks), por Pascal Jousselin (tradução de Cristina Fernandes).

Gabriela Borges
[jornalista, mestre em antropologia e criadora do selo Mina de HQ]

1) Monstrans – Experimentando Horrormônios (independente), por Lino Arruda;
2) Arlindo;
3) Isolamento;
4) Kit Gay;
5) Confinada;
6) Jogo de Sombras;
7) Fessora! (independente), por Aline Lemos;
8) 11:11;
9) Ugrito #24: Aparição (Ugra Press), por Amanda Miranda;
10) Como ser adulta e outras (im)possibilidades (Gutenberg), por Lila Cruz.

Jéssica Groke
[quadrinista]

1) Juquinha – O Solitário Acidente da Matéria (Draco), por Max Andrade;
2) Polina;
3) Goral (web/independente), por Diego Sanchez;
4) Monstrans – Experimentando Horrormônios;
5) Dançando no Tempo (web/independente), por Felipe Portugal;
6) Vitu e o Fantasma – A Baixa da Égua (web/independente), por Antônio Dias;
7) Toniolo (web/independente), por Pablito Aguiar;
8) Foram as Formigas (Quadro a Quadro/Sesc Pompeia), por Marilia Marz;
9) Manual do Minotauro;
10) Ugrito #23: Última Chance para o Mundo (Ugra Press), por Gabriel Dantas.

Liber Paz
[professor da UTFPR, quadrinista, youtuber, crítico, pesquisador e membro do Balbúrdia e do Kitinete HQ]

1) Isolamento;
2) Um Grande Acordo Nacional;
3) Oleg;
4) A Rosa Mais Vermelha Desabrocha: O Amor nos Tempos do Capitalismo Tardio ou por que as Pessoas se Apaixonam
Tão Raramente Hoje Em Dia (Quadrinhos na Cia), por Liv Strömquist (tradução de Kristin Lee Garrubo);
5) Pele de Homem;
6) Naturezas Mortas (Faria e Silva), por Zidrou e Oriol (tradução de J.R. Penteado);
7) Meu Mundo Versus Marta (Companhia das Letras), por Paulo Scott e Rafael Sica;
8) A Mundana (Faria e Silva) Jordi Lafebre e Zidrou (tradução de José Ignácio Mendes);
9) Lovistori (Brasa), por S. Lobo e Alcimar Frazão;
10) Guarda Lunar (Todavia), de Tom Gauld (tradução de Hermano Freitas).

Lielson Zeni
[editor da Darkside Books, pesquisador, crítico e roteirista, membro do Balbúrdia]

1) Manual do Minotauro;
2) Rusty Brown (Companhia das Letras), Chris Ware (tradução de Caetano Galindo);
3) Um Grande Acordo Nacional;
4) Monstrans – Experimentando Horrormônios;
5) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
6) Escuta, Formosa Márcia;
7) A Rosa Mais Vermelha Desabrocha: O Amor nos Tempos do Capitalismo Tardio ou por que as Pessoas se Apaixonam Tão Raramente Hoje Em Dia;
8) O Lar da Lesma Branca (web/independente), por André Valente;
9) Ugrito #24: Aparição;
10) Pra quem? Moebius e o palácio (Risco Impresso), por Guilherme E. Silveira.

Márcio Paixão Jr.
[Editor da MMarte, membro da Raio Laser, pesquisador e quadrinista]

1) Escuta, Formosa Márcia;
2) Meu Mundo Versus Marta;
3) Manual do Minotauro;
4) Brega Story;
5) Os Eternos por Jack Kirby (Panini Comics), por Jack Kirby (tradução de Dandara Palankof);
6) Terror no Inferno Verde (Pipoca & Nanquim), por Flávio Colin;
7) Pinturas de Guerra (Veneta), por Ángel de la Calle (tradução de Andréa Bruno);
8) King (Veneta), por Ho Che Anderson (tradução de Dandara Palankof);
9) Ragu #8;
10) Lovistori.

Maria Clara Carneiro
[professora da UFSM, tradutora, crítica e membro do Balbúrdia]

1) Lovistori;
2) Rusty Brown;
3) Wunder Toy Comics – Tiger Fist Action #1 (Pé-de-Cabra), por Gabriel Góes, Oriol Barbera, Panhoca, Arnaldo Branco, Batista e Pedro D’apremont;
4) Ugrito #24: Aparição;
5) Manual do Minotauro;
6) Escuta, Formosa Márcia;
7) Crônicas da Juventude (Zarabatana), por Guy Delisle (tradução de Claudio Martini);
8) A Rosa Mais Vermelha Desabrocha: O Amor nos Tempos do Capitalismo Tardio ou por que as Pessoas se Apaixonam Tão Raramente Hoje Em Dia;
9) hmmfalemais (web/independente), por anônimo;
10) El Perro Feo #1

Milena Azevedo
[roteirista, crítica e curadora de eventos]

1) Perramus (Figura), por Juan Sasturain e Alberto Breccia (tradução de Ernani Ssó e Cesar Alcázar);
2) UT (Graphite), por Corrado Roi e Paola Barbato (tradução de Paulo Guanaes);
3) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
4) Edição de Artista #1 – Aventuras do Anjo (Figura), por Flavio Colin;
5) Terror no Inferno Verde;
6) Omama – Ancestrais da Terra (Urukum), por Fabio Gimovski;
7) Popeye – Um Homem ao Mar (Skript), por Ozanam e Lelis (tradução de Márcio dos Santos Rodrigues e Mônica Cristina Corrêa);
8) El Sueñero – O Sentinela Dos Sonhos (Trem Fantasma), por Enrique Breccia (tradução de Marcello Fontana);
9) Eu, Lixeiro (DarkSide Books), por Derf Backderf (tradução de Érico Assis);
10) O Pesadelo de Obi (Skript), por Tenso Tenso, Chino e Ramón Esono Ebalé (tradução de Márcio dos Santos Rodrigues).

Paulo Floro
[jornalista e editor das revistas O Grito e Plaf]

1) Escuta, Formosa Márcia;
2) Pele de Homem;
3) Rusty Brown;
4) Brega Story;
5) Stuck Rubber Baby;
6) 11:11;
7) Manual do Minotauro;
8) Confinada;
9) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
10) Filho de Ladrão (Veneta), por Christian Morales e Luis Martinez (tradução de Marcelo Barbão e Rogério de Campos).

PJ Brandão
[pesquisador e produtor do HQ Sem Roteiro Podcast]

1) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
2) Pinturas de Guerra;
3) Rusty Brown;
4) Manual do Minotauro;
5) Escuta, Formosa Márcia;
6) Stuck Rubber Baby;
7) Arlindo;
8) Em Ondas (Nemo), por Aj Dungo (tradução de Érico Assis); 
9) Kent State: Quatro Mortos em Ohio (Veneta), por Derf Backderf (tradução de Érico Assis);
10) A Espera (Pipoca e Nanquim), por Keum Suk Gendry Kim (tradução de Yun Jung Im).  

Ramon Vitral
[jornalista, crítico e editor do Vitralizado]

1) Escuta, Formosa Márcia;
2) Rusty Brown;
3) Manual do Minotauro;
4) Carniça e a Blindagem Mística – Parte 2: A Tutela do Oculto;
5) Brega Story;
6) Vida à Deriva (Veneta), por Yoshihiro Tatsumi (tradução de Drik Sada);
7) Ugrito #24: Aparição;
8) Isolamento;
9) Depois que o Brasil Acabou;
10) Jogo de Sombras.

Sara Pontes
[jornalista e criadora da página Quadrinhos Arretados]

1) Você Não Me Conhece (independente), por Guilherme de Sousa;
2) Kriança Índia (Universo Guará), por Rafael Campos Rocha e Álvaro Maia;
3) Escuta, Formosa Márcia;
4) Em Ondas;
5) Podrão Aniquilação (Escória Comix), por Pablo Carranza;
6) Polina;
7) Pele de Homem;
8) Crisálida (Universo Guará), por Vinícius Velo;
9) Eu Fui um Garoto Gorila (Veneta), por Fábio Vermelho;
10) Espetaculare Meneghetti (Universo Guará), por Kash Fyre.

Tami Taketani
[fotojornalista, editora de vídeo, musicista e trabalhou na Itiban Comic Shop]

1) Bufa Gunfa #1;
2) As Desventuras de Janio Spif Pato, O Comburente Vol. 01 (Ed. Oficina do Prelo), por Taborba e Vasconcelos Associados;
3) Domex (Veneta), de Gustavo Piqueira;
4) Bebês Maníacos da Lagoinha;
5) Luba e Sua Família (Veneta), por Gilbert Hernandez (tradução de Cris Siqueira);
6) Velho Sacudo # 0 (Pé-de-Cabra), de Chico Félix;
7) Ragu #8;
8) Máquina Assassina (Escória Comix), de Riotsistah;
9) 11:11;
10) Escuta, Formosa Márcia.

Tali Grass
[editora assistente da Darkside Books, conselheira editorial da revista Café Espacial e roteirista de quadrinhos]

1) A Casa;
2) Arlindo;
3) What A Wonderful World (JBC), por Inio Asano (tradução de Caio Pacheco);
4) Ugrito #24: Aparição;
5) A Rosa Mais Vermelha Desabrocha: O Amor nos Tempos do Capitalismo Tardio ou por que as Pessoas se Apaixonam Tão Raramente Hoje Em Dia;
6) Luzia (Draco), por Zé Wellington e Débora Santos;
7) Lovistori;
8) Confinada;
9) Amarelo Seletivo (independente), por Ricardo Tayra e Talessak;
10) A Espera.

Thiago Borges
[jornalista, editor do blog O Quadro e o Risco e da revista Banda]

1) Stuck Rubber Baby;
2) Cromáticas (Trem Fantasma), por Jorge Zentner e Rubén Pellejero (tradução de Marcello Fontana);
3) Umahistória (Veneta), por Gipi (tradução de Michele Vartuli);
4) Enterrei Todos no Meu Quintal;
5) 11:11;
6) Incidentes da Noite (Veneta), por David B. (tradução de Maria Clara Carneiro);
7) André, o Gigante (Mino), por Box Brown (tradução de Celio Cecare);
8) Isolamento;
9) Um Tal Daneri (Comix Zone), por Carlos Trillo e Alberto Breccia (tradução de Jana Bianchi);
10) Naturezas Mortas (Faria e Silva), por Zidrou e Oriol (tradução de J.R. Penteado).

Weaver Lima
[artista, curador e produtor cultural]

1) Rusty Brown;
2) Escuta, Formosa Márcia;
3) Umahistória;
4) Polina;
5) Meu Mundo Versus Marta;
6) Podrão Aniquilação;
7) Manual do Minotauro;
8) Depois que o Brasil Acabou;
9) Luba e Sua Família;
10) Ragu #8.

HQ

– Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs – Os nomes dos 20 jurados da premiação

O Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs já tem seus vencedores. Os três primeiros colocados, assim como todas as obras listadas e os rankings dos 20 jurados serão anunciados no dia 3 de abril (domingo), a partir das 14h30, nos blog Vitralizado e Balbúrdia. Em seguida, às 15h, os três organizadores do prêmio (Lielson Zeni, Maria Clara Carneiro e Ramon Vitral) participarão de uma live no canal da Ugra Press no YouTube, com mediação do editor Douglas Utescher. No post de hoje, revelamos os nomes dos jurados convidados a participar do Grampo 2022.

O Prêmio Grampo surgiu em 2016 inspirado na saudosa votação de melhores do ano do blog Gibizada, do jornalista Télio Navega, no jornal O Globo. Assim como ele fazia, eu e os editores do Balbúrdia, Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro, convidamos várias pessoas envolvidas de diferentes formas na cena brasileira de quadrinhos a produzirem rankings com aqueles que elas consideram os 10 melhores títulos publicados no país no ano anterior. A ideia é que esse júri passe por mudanças pontuais a cada ano. Em 2022 há dois jurados que participam pela primeira vez da votação: Débora Santos (ilustradora e quadrinista cearense) e Márcio Paixão Jr. (editor da MMarte, membro da Raio Laser, pesquisador e quadrinista).

Reforçamos o convite: no dia 3 de abril (domingo), a partir das 14h30, você encontrará aqui e no Balbúrdia os rankings individuais de cada um dos jurados e a lista completa com todos os títulos votados. Depois, às 15h, os três organizadores do prêmio conversam sobre o resultado do Grampo 2022 no canal da Ugra Press no YouTube. Enquanto isso, apresentamos os 20 jurados de 2022: 

Dandara Palankof [tradutora, editora na Mythos e coeditora da Revista Plaf]; 
Daniela Cantuária Utescher [livreira, editora, curadora do Ugra Fest, entre outros eventos e sócia da Ugra Press];
Débora Santos [Ilustradora e quadrinista cearense];
Douglas Utescher [livreiro, editor, curador do Ugra Fest, entre outros eventos e sócio da Ugra Press];
Érico Assis [Jornalista, crítico e tradutor de HQ, autor de Balões de Pensamento];
Gabriela Borges [jornalista, mestre em antropologia e criadora do selo Mina de HQ];
Jéssica Groke [quadrinista];
Liber Paz [professor da UTFPR, quadrinista, youtuber, crítico, pesquisador e membro do Balbúrdia e do Kitinete HQ];
Lielson Zeni [editor da DarkSide Books, pesquisador, crítico e roteirista, membro do Balbúrdia];
Márcio Paixão Jr. [Editor da MMarte, membro da Raio Laser, pesquisador e quadrinista]
Maria Clara Carneiro [professora da UFSM, tradutora, crítica e membro do Balbúrdia];
Milena Azevedo [roteirista, crítica e curadora de eventos];
Paulo Floro [jornalista e editor das revistas O Grito e Plaf];
PJ Brandão [pesquisador e produtor do HQ Sem Roteiro Podcast];
Ramon Vitral [jornalista, crítico e editor do Vitralizado]
Sara Pontes [jornalista e criadora da página Quadrinhos Arretados];
Tali Grass [Editora Assistente na DarkSide Books, conselheira editorial da revista Café Espacial e roteirista de quadrinhos];
Tami Taketani [fotojornalista, editora de vídeo, musicista e trabalhou na Itiban Comic Shop];
Thiago Borges [jornalista, editor do blog O Quadro e o Risco e da revista Banda];
Weaver Lima [artista, curador e produtor cultural].

HQ

– Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs – Dia 3/4, às 15h, Vitralizado + Balbúrdia (+live no canal da Ugra Press!)

Anote aí: o resultado do Prêmio Grampo 2022 de Grandes HQs será revelado no dia 3 de abril, domingo, às 14h30, em posts compartilhados nos blogs Vitralizado e Balbúrdia e no tumblr do Prêmio. Além das obras vencedoras dos Grampos de Ouro, Prata e Bronze, no mesmo dia também serão apresentados os rankings individuais dos 20 jurados da edição de 2022 do prêmio. Na imagem acima você confere a identidade visual do Prêmio Grampo em 2022, criada pelo designer Jairo Rodrigues.

E também marque na agenda: no mesmo dia do anúncio do Grampo 2022 os três organizadores do prêmio (Lielson Zeni, Maria Clara Carneiro e Ramon Vitral) também participarão de uma live, a partir das 15h, no canal da loja e editora Ugra Press no YouTube, com mediação do editor Douglas Utescher. A pauta da conversa será o resultado do Grampo 2022, um balanço do mercado nacional de quadrinhos em 2021 e as perspectivas para 2023.

O Prêmio Grampo surgiu em 2016 inspirado na saudosa votação de melhores do ano do blog Gibizada, do jornalista Télio Navega, no jornal O Globo. Assim como ele fazia, eu e os editores do Balbúrdia, Lielson Zeni e Maria Clara Carneiro, convidamos várias pessoas envolvidas de diferentes formas na cena brasileira de quadrinhos a produzirem rankings com aqueles que elas consideram os 10 melhores títulos publicados no país no ano anterior.

A ideia é que esse júri passe por mudanças pontuais a cada ano. Agendamos para o dia 28 de março (segunda-feira), às 12h, a revelação dos nomes dos jurados da edição de 2022 do Grampo (com duas novidades!) em posts simultâneos no Balbúrdia e no Vitralizado.

Então tá feito o convite: dia 28 de março anunciaremos os jurados e dia 3 de abril serão revelados os vencedores e os rankings individuais do júri. Depois rola a live no canal da Ugra Press com a presença de Lielson Zeni, Maria Clara Carneiro e Ramon Vitral e mediação de Douglas Utescher. Enquanto isso, diz aí: quais são as suas apostas para o Grampo 2022?

Sobre os Prêmios passados, você pode conferir por aqui.