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HQ / Matérias

Sarjeta #2: Os títulos dos selos Escória Comix e Pé-de-Cabra e disparates necessários em tempos de conservadorismo crescente

Está no ar a segunda edição da Sarjeta, minha coluna mensal sobre quadrinhos no site do Instituto Itaú Cultural. Dessa vez eu escrevi sobre os trabalhos de autores como Emilly Bonna, Fabio Vermelho e Victor Bello para os selos Escória Comix e Pé-de-Cabra, respectivamente capitaneados pelos editores Lobo Ramirez e Panhoca.

Chamo atenção para a originalidade das tramas de obras como Esgoto Carcerário, O Deplorável Caso do Dr. Milton e Úlcera Vórtex, disparates necessários em tempos reacionários. Na entrevista que fecha a coluna, bati um papo com a quadrinista Débora Santos, autora do álbum Lua Cheia e coautora de Sapacoco e Pombos!, em parceria com Márcio Moreira.

Você lê a segunda Sarjeta clicando no link a seguir: Sarjeta #2: Escória Comix e Pé-de-Cabra: respostas das HQs brasileiras a tempos sombrios.

HQ

Plaf: confira a capa e uma prévia das HQs e das matérias da 3ª edição da revista

O terceiro número da revista Plaf tem capa da quadrinista Aline Lemos, que também assina uma história em quadrinho inédita para a publicação. Editada por Paulo Floro, Dandara Palankof e Carol Almeida, a Plaf #3 teve seu lançamento marcado para o dia 6 de dezembro, às 19h, no Ursa Bar e Comedoria (Rua Carneiro Vilela, 30, Espinheiro), em Recife.

A terceira Plaf tem como foco principal o olhar dos quadrinhos sobre a história brasileira. A revista conta com HQs inéditas dos quadrinistas Jota Mendes e Luiz Gê (protagonista da entrevista da edição) e reúne textos sobre o imaginário do Nordeste nas histórias em quadrinhos e sobre a importância de Angelo Agostini para os quadrinhos nacionais.

Uma prévia da Plaf #3 sobre o trabalho do quadrinista Luiz Gê

A revista ainda conta com uma releitura crítica da revista Tico-Tico e um artigo sobre o olhar dos quadrinhos sobre a história. O editor Paulo Floro mandou aqui pro blog a capa e uma prévia do conteúdo presente nessa Plaf nova e avisou que a primeira edição da revista, que estava esgotada, vai ganhar reimpressão. Ele também contou que logo mais estará disponível na internet uma versão da revista com a audiodescrição das HQs.

“Queremos apostar nessa acessibilidade e esperamos colocar mais números em audiodescrição de forma periódica”, diz Floro. A promessa é de versões com audiodescrição dos quadrinhos da Plaf #1 para o mês de dezembro. A seguir, a prévia de algumas das matérias e HQs da Plaf #3:

Duas páginas da Plaf #3 dedicadas à revista O Tico-Tico
Trecho da HQ de Jota Mendes para a Plaf #3
Trecho da HQ de Luiz Gê para a Plaf #3
Uma página da HQ de Aline Lemos para a Plaf #3
Entrevistas / HQ

Papo com Sergio Chaves, editor da revista Café Espacial: “Foi fundamental não nos calarmos diante desse governo medíocre”

As 132 páginas da 17ª edição da revista Café Espacial estão dividias em 15 histórias em quadrinhos e três textos. Criada em 2007 pelo editor Sergio Chaves e pela jornalista Lídia Basoli, a revista é uma das publicações independentes de quadrinhos mais tradicionais do país e retorna às lojas após um período de pouco mais de um ano de hiato.

“A Café Espacial segue seu papel de contracultura, apresentando narrativas sobre a vida e o mundo a partir de diversos pontos de vista e linguagens artísticas”, sintetiza Chavez em relação ao que ele acredita ser a linha editorial da publicação capitaneada por ele. “É uma maneira de se fazer política a partir do que a gente gosta e acredita”.

Eu havia conversado com o editor da Café Espacial em fevereiro, quando entrou no ar a chamada para publicação da revista e voltei a entrevistá-lo agora, com a chegada da 17ª às lojas especializadas. Conversamos sobre o processo de seleção dos trabalhos impressos na revista, sobre o recorte desse número e o futuro da publicação.

Chavez também contou um pouco sobre o álbum Entre Cegos e Invisíveis, novo trabalho do quadrinista André Diniz que será lançado pelo selo Café Espacial na Comic Con Experience 2019.

Listo a seguir os nomes dos colaboradores da Café Espacial #17 e depois compartilho a íntegra da minha entrevista com o editor da revista. Ó: Sergio Chaves, Lídia Basoli, Jefferson Cortinove, Aline Zouvi, Alberto Pessoa, Ana Vieira, André Diniz, Brian Janchez, Camila Suzuki, Carol Ito, Débora Cassolatto, Diogo Hayashi, Fabrina Martinez, Gabriela Güllich, Germana Viana, Jéssica Reinaldo, Henrique Magalhães, Laudo Ferreira, Leonardo Pascoal, Liber Paz, Lielson Zeni, Luiza Nasser, Marta Teives, Matheus Aguiar, Milton Mastabi Filho, Pablo D’Alio, Panhoca e Reno.

(na arte que abre o post, quadros de Experiência de Quase-Morte, HQ de Lielson Zeni e Milton Mastabi Filho publicada na Café Espacial #17)

“A 17ª edição deixa claro que a retomada da revista veio em boa hora”

Quadros de Experiência de Quase-Morte, HQ de Lielson Zeni e Milton Mastabi Filho publicada na Café Espacial #17

Nós fizemos a nossa primeira entrevista em fevereiro, quando você anunciou a convocatória pra Café Espacial #17. Essa segunda entrevista tá rolando em novembro, poucas semanas após a revista chegar às lojas. Você já parou para fazer um balanço dessa edição?

Ainda não fiz um balanço tão preciso, mas durante o processo mesmo ficou claro que seria uma edição marcante na trajetória da Café Espacial, pois trata-se de uma consequência direta de várias coisas que estão acontecendo atualmente. Na minha opinião, a 17ª edição deixa claro que a retomada da revista veio em boa hora.

O que mais te surpreendeu nessa 17ª edição da Café Espacial? Há algum trabalho específico que te marcou de alguma forma em particular?

Acredito que não, na verdade. Seja direta ou indiretamente, todos os trabalhos apresentam um olhar, uma reflexão sobre o atual momento do país. Mas não há, para mim, um destaque na edição. Cada trabalho cumpre seu papel, funcionando exatamente onde está posicionado na publicação e dando o ritmo ideal da edição como um todo.

“Nosso posicionamento político nunca ficou tão evidente como agora”

Quadros de Filhas do Campo: um retrato em quadrinhos de agricultoras assentadas na Paraíba, HQ de Gabriela Gülllich publicada na Café Espacial #17

Lá em fevereiro eu te perguntei “como é o processo de seleção das obras que acabam impressas na revista?”. No editorial dessa 17ª edição você falou em mais de 1500 páginas recebidas, então agora eu gostaria de saber: como foi esse processo pra esse novo número?

Muito intenso. A quantidade recebida foi surpreendente e foi necessário nos reorganizar para cumprir o lançamento no último trimestre do ano, como queríamos. A nova edição da Café Espacial conta com 15 HQs e também com três textos (um conto literário e dois textos ilustrados, sendo um sobre música  e outro, cinema). E mesmo aumentando o número de páginas de 100 para 132, muitos trabalhos acabaram ficando de fora por conta de espaço, como sempre acaba acontecendo.

Lá em fevereiro você falou sobre como não está habituado a delimitar muito a linha editorial da revista. Mas imagino que cada edição tenha um perfil, uma cara, para você. Como você sintetiza essa 17ª edição?

Acredito que nosso posicionamento político nunca ficou tão evidente como agora. Nada partidário, óbvio, até porque não somos, mas esse novo número foi fundamental não nos calarmos diante desse governo medíocre. 

A Café Espacial não é um produto, mas sim um processo que vai além da publicação impressa. Em meio a essa cultura de restrições e desumanização do outro, a Café Espacial segue seu papel de contracultura, apresentando narrativas sobre a vida e o mundo a partir de diversos pontos de vista e linguagens artísticas. É uma maneira de se fazer política a partir do que a gente gosta e acredita. Então a 17ª edição compartilha dessa lógica. 

“Nunca vi tantas coisas interessantes acontecendo no cenário de HQs no Brasil”

Uma página de Meu 1º Beijo ou Quando Aprendi que o Desejo Feminino era Errado, HQ de Carol Ito publicada na Café Espacial #17

A primeira edição da Café Espacial é datada de 2007. Nesses seus mais de 12 anos trabalhando como editor e curador de quadrinhos no Brasil, quais você considera as principais mudanças e transformações que viu rolando na cena nacional de HQs?

Acho que eu nunca vi tantas coisas interessantes acontecendo no cenário de HQs no Brasil. Antigamente, tinha uma coisa aqui, outra ali. Hoje em dia, é até difícil de acompanhar mesmo que parcialmente a produção nacional. 

E o que você vê de mais interessante rolando hoje nos quadrinhos brasileiros?

Sem dúvida, a diversidade, tanto em temática, gênero ou mesmo soluções gráficas. Vejo um maior número de pessoas pensando e se expressando por meio das histórias em quadrinhos e indo muito além do próprio meio. E  isso contribui para inspirar outras pessoas a se organizar e somar ao cenário atual. Isso é fundamental.  

“Entre Cegos e Invisíveis é uma ficção que tem como cenário a ditadura militar brasileira”

Quadros de O Crânio do Crocodilo, HQ de Brian Janchez e Pablo D’Alio publicada na Café Espacial #17

Aliás, você esteve em Portugal e há toda uma leva de publicações brasileiras chegando lá – em alguns casos, obras de autores brasileiros que saem até antes lá do que aqui. Como você vê a percepção do quadrinho brasileiro em Portugal? 

Parece que sempre houve boa abertura por parte dos leitores portugueses para as produções brasileiras, mas hoje há um espaço muito maior para os autores daqui. Boa parte dessa ampliação se deve ao trabalho do editor Rui Brito, da editora Polvo, que conta com muitos autores brasileiros em seu catálogo, mas de modo geral a diversidade dos quadrinhos brasileiros é vista com muito interesse. Conhecer o Festival de Amadora neste ano só deixou isso muito mais claro. A produção portuguesa é também muito interessante e seria muito bom se tivéssemos no Brasil uma abertura maior para essa troca. Já faz um bom tempo que a Café Espacial publica autores portugueses e mantém uma boa relação com Portugal. A ideia agora é estreitar essas relações cada vez.

O que você pode adiantar sobre a edição brasileira de Entre Cegos e Invisíveis? Como foi o processo para trazer essa edição para o Brasil?

Foi uma ideia que surgiu naturalmente diante da retomada da Café Espacial e também da longa amizade que tenho com André Diniz, autor do álbum. Do ano passado para cá, acompanhei o processo de criação da HQ que André lançaria em maio deste ano pela editora Polvo, em Portugal, e programamos seu lançamento no Brasil logo após a revista Café Espacial 17. 

Entre Cegos e Invisíveis é uma ficção que tem como cenário a ditadura militar brasileira e trata de questões sociais e existenciais por meio de uma família marcada pela ausência do pai, um herói militar, que acabara de falecer. A HQ é contada pela perspectiva dos filhos e aborda uma série de acontecimentos em plena estrada após o funeral. O traço já conhecido de André Diniz dá o ritmo ideal à HQ, que vai ganhando densidade conforme a narrativa avança. Trata-se de uma obra que me deixa particularmente realizado ao compor o catálogo da Café Espacial.

“Temos muitos planos para a Café Espacial, muitos deles para 2020”

Quadros de O Reflexo de Narciso, HQ de Leonardo Pascoal publicada na Café Espacial #17

O que o futuro reserva para a Café Espacial?

Num país onde arte e cultura são vistas como desnecessárias ou até mesmo criminosas, é um grande desafio planejar qualquer coisa hoje em dia. Por exemplo, a Secretaria da Cultura acabou de ser transferida para a pasta do Turismo e a Lei Rouanet, grande mau no imaginário dos ignorantes, agora poderá subsidiar eventos religiosos, num oportunismo escancarado dessa onda evangélica que contribui para a desconstrução do país. Desse ponto de vista e diante dos absurdos do atual desgoverno, qualquer planejamento é uma incógnita, mas é necessário enxergar além. Fazer arte é ato político e revolucionário. E é cada vez mais necessário. 

Temos muitos planos para a Café Espacial, muitos deles para 2020. E é como sempre digo, se conseguirmos concretizar 20% do que desejamos, teremos muita coisa em breve. Seguiremos produzindo.

A arte de Aline Zouvi para a capa e a 4ª capa da Café Espacial #17

HQ

Kainã Lacerda narra os bastidores da saga A Ascensão, o Auge e a Queda do Bebe-Mijos

O quadrinista Kainã Lacerda lança a terceira edição da revista Cintaralha Comix na Butantã GibiCon, em São Paulo, no dia 1º de dezembro. O álbum terá 52 páginas coloridas e vai marcar o início de uma saga em três partes batizadas pelo autor de A Ascensão, o Auge e a Queda do Bebe-Mijos – protagonizada por um personagem que tem como única motivação sua obsessão por urina.

Conversei recentemente com Lacerda pouco antes da abertura da exposição de originais do autor da 9ª Arte Galeria. Seus trabalhos tem como principais características forte teor pornográfico – e possivelmente ofensivas para muitos. É um quadrinista extremamente técnico e habituado ao uso do nanquim, prática inspirada pelos trabalhos de autores como Daniel Clowes e Peter Bagge.

Em meio à produção dessa terceira Cintaralha Comix o quadrinista escreveu um texto de bastidores sobre o desenvolvimento do quadrinho. Ele falou sobre o ponto de partida da obra e a criação de seus personagens e também compartilhou algumas imagens mostrando o making of da HQ. Texto bem massa, dá uma lida:

Estudo do personagem Bebe-Mijos, criado por Kainã Lacerda e protagonista da HQ presente em Cintaralha Comix #3

O personagem do BEBE-MIJOS surgiu num zinezinho que eu fiz em 2017, chamado DUMP COMIX, que eu fiz com o intuito de ser uma compilação de historinhas escatológicas sem nada mais além disso, só pra ser maneiro mesmo. Eu tive a idéia de criar o personagem do Bebe-Mijos numa madrugada que eu tava sem conseguir dormir e tava lendo coisas aleatórias no meu celular. Dentre elas, eu resolvi revisitar um site que eu via anos e anos atrás, não lembro quem me apresentou, mas é uma parada incrível. Se chama THE CHURCH OF EUTHANASIA (Igreja da Eutanásia). A Igreja da Eutanásia é uma instituição gringa que prega o fim da raça humana. O lema deles é “Salve o planeta, se mate”. Enfim, eles tem vários artigos malucos super-interessantes que envolvem suicídio, aborto, sodomia (ou qualquer forma de sexo que não resulte em procriação) e canibalismo (sem envolver homicídio, canibalismo de pessoas previamente mortas). É morbidamente incrível! 

Dentre esses artigos, eles têm um sobre os benefícios de beber a sua própria urina, chamado “A Água da Vida”. Foi lendo esse artigo numa madrugada de insônia que me veio a primeira inspiração pra criar um personagem que sua única motivação é beber mijos
“.

Estudo do personagem Bebe-Mijos, criado por Kainã Lacerda e protagonista da HQ presente em Cintaralha Comix #3

“Inicialmente, o personagem do Bebe-Mijos ia ser um carinha humano normal. Eu cheguei a rascunhar a primeira página com ele como um cara, mas eu não gostei muito do resultado e achei que o personagem precisava de uma característica mais própria. Foi numa dessas, que olhando meu sketchbook, eu vi um desenho que eu tinha feito um tempão atrás, de um monstrinho, super simples, e eu achei ele perfeitamente carismático o suficiente pra ser a encarnação do Bebe-Mijos.

Eu fiz essa primeira história dele e lancei na Dump Comix, atualmente esgotada. Nela, aparecem como personagens, o Bebe-Mijos e uma outra personagem chamada Joanna Esquisitona”.

Estudos de uma página presente em Cintaralha Comix #3, de Kainã Lacerda

“A Joanna foi uma personagem que eu criei pra ser o corta-barato do Bebe-Mijos. Eu criei ela pra ser apática e indiferente ao sofrimento dele, da sede insaciável por urinas. Achei que foi uma combinação legal e é isso aí. Fim da história.

Quando eu lancei o Dump Comix, um amigo muito próximo meu curtiu muito a história e me falou que eu deveria expandir o LORE desse personagem. E foi daí que veio A ASCENSÃO, AUGE E QUEDA DO BEBE-MIJOS, uma história em três atos, em três edições diferente da minha revista, CINTARALHA COMIX, a primeira edição que vai ser lançada agora na Butantã GibiCon, se a gráfica colaborar”.

Uma etapa da criação de uma arte de Cintaralha Comix #3, de Kainã Lacerda

“Inicialmente, parecia uma idéia de boa expandir esse personagem, mas eu percebi que era muito difícil desenvolver um personagem do qual sua única motivação era beber mijos. Não tem muito pra onde ir. Eu tive que pensar em várias paradas pra deixar ele interessante e no final das contas eu comecei a criar todo um universo em volta dele. A história se passa numa sociedade paralela à nossa, que coisas aconteceram que meio que mudaram o rumo da história, mas isso é algo que eu vou expandir mesmo no segundo capítulo”.

Estudo para a capa de Cintaralha Comix #3, de Kainã Lacerda

“Eu acabei criando uns personagens coadjuvantes e secundários que eu acho que acabam enriquecendo a história. Entre elas está uma chamada NICOLE, que eu queria que fosse o exato retrato do mal encarnado. Ela é fortemente baseada em algumas pessoas que eu já conheci, só que  exagerada ao extremo.

O meu processo nessa história é todo no digital. Desde os thumbnails até a finalização, e eu tô adorando trabalhar dessa forma. Eu consigo me organizar bem mais no computador e eu acho que combina com o visual que eu queria que essa história tivesse. Eu queria algo mais limpinho, meio parecido com estilinho de animação do Cartoon Network, pra dar contraste com o conteúdo da história, que provavelmente é o aposto disso”.

Página de DUMP Comix #1, HQ de Kainã Lacerda na qual foi apresentado o personagem Bebe-Mijos, protagonista da terceira edição da revista Cintaralha Comix
Página de DUMP Comix #1, HQ de Kainã Lacerda na qual foi apresentado o personagem Bebe-Mijos, protagonista da terceira edição da revista Cintaralha Comix
Página de DUMP Comix #1, HQ de Kainã Lacerda na qual foi apresentado o personagem Bebe-Mijos, protagonista da terceira edição da revista Cintaralha Comix
Uma etapa da criação de uma arte de Cintaralha Comix #3, de Kainã Lacerda
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Cavalo de Teta: confira a capa e uma prévia do terceiro número da revista editada por João Pinheiro

Tá virando tradição as capas matadoras da Cavalo de Teta. Depois do Temer de Lex Luthor líder da Liga da Injustiça na primeira edição e do bonecão do Moro no segundo número, a terceira é assinada por Diego Gerlach mostrando a real de um encontro entre Jair Bolsonaro e Donald Trump.

A Cavalo de Teta foi criada em 2017 pelo quadrinista João Pinheiro, editor do projeto, na companhia de MZKGerlachSchiavon e Evandro Alves. O segundo número contou com uma participação do escritor Ferréz e o convidado especial da vez é o quadrinista Rafa Campos Rocha.

A Cavalo de Teta #3 será lançada na Butantã GibiCon, em São Paulo, no dia 1º de dezembro. Recomendo uma lida na minha entrevista com Gerlach e Pinheiro na época do lançamento da segunda edição e deixo o preview da terceira que o João Pinheiro liberou aqui pro blog:

Página de Cavalo de Teta #3, revista editada pelo quadrinista João Pinheiro
Página de Cavalo de Teta #3, revista editada pelo quadrinista João Pinheiro
Página de Cavalo de Teta #3, revista editada pelo quadrinista João Pinheiro
Página de Cavalo de Teta #3, revista editada pelo quadrinista João Pinheiro
Página de Cavalo de Teta #3, revista editada pelo quadrinista João Pinheiro
Página de Cavalo de Teta #3, revista editada pelo quadrinista João Pinheiro
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Charles Burns fala sobre a produção do álbum Dédales. Assista!

O quadrinista norte-americano Charles Burns esteve na França para o lançamento de seu mais novo trabalho, o álbum Dédalesjá compartilhei umas páginas de preview por aqui, lembra? Nessa viagem ele esteve na livraria Mollat, em Bordeaux, para falar sobre esse livro novo, o primeiro após Sem Volta. A conversa foi gravada e acabou de entrar no ar no canal da livraria no YouTube. Ótimos 35 minutos de conversa. Dá o play: