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HQ / Matérias

Brian Michael Bendis fala sobre Escrevendo para Quadrinhos

Conversei com quadrinista norte-americano Brian Michael Bendis sobre o lançamento da edição brasileira de Escrevendo para Quadrinhos – A Arte e o Mercado de Roteiros para HQs e Graphic Novels, publicado pela WMF Martins Fontes com tradução de Érico Assis. Esse papo virou matéria para a Folha de S. Paulo. Você lê o meu texto clicando aqui.

Bendis é um dos nomes mais importantes da história da Marvel Comics. Ele teve papel fundamental na modernização dos personagens da editora no início dos anos 2000, criou Miles Morales e Jessica Jones e escreveu o arco de histórias mais célebre do herói Demolidor. Hoje ele trabalha na rival DC Comics, como roteirista da revista do Super-Homem.

Escrevendo para Quadrinhos adapta para livro a experiência de mais de 10 anos de Bendis como professor de roteiro para graphic novels na Portland State University, mas também é uma coletânea de relatos e bastidores, com a participação de nomes celebrados da indústria de HQs dos EUA. O meu texto, com aspas de Bendis, pode ser lido clicando aqui.

Cinema / HQ / Séries

## Retrospectiva Vitralizado 2015: o pior ano da Marvel Studios ##

Já comentei por aqui como achei Era de Ultron todo errado e Demolidor superestimado pra caramba. Não mencionei o filme do Homem-Formiga pois não acho digno de nota. E putz, como Jessica Jones é arrastaaaaaaado. Não consigo terminar a série. Ok, o projeto do Universo Cinematrográfico Marvel sempre foi muito mais interessante que os filmes em si. Os longas sempre foram meio capengas, mas era legal acompanhar a construção desse universo maior. Daí em 2015 erram a mão feio. os filmes foram ruins e as séries não chegam nem perto de ser tudo isso que falam por aí. Corre atrás dos encadernados do Bendis pro Demolidor e das 28 edições de Alias e se dê por satisfeito.

HQ

Os originais de Michael Gaydos para Alias em exposição em Paris

Muito antes da série do Netflix, Jessica Jones era personagem de um dos meus quadrinhos preferidos da Marvel. Já comentei por aqui antes o quanto gosto do autor da hq, o Brian Bendis, das capas da revista e da arte do quadrinho. Aliás, depois comento mais sobre, mas um dos meus grandes descontentamentos com a série de tv é a fotografia padrão da Marvel, presente tanto em Demolidor quanto em Jessica Jones. Tira um tantão da personalidade de ambas. Fossem mais fieis às obras nas quais são inspiradas, os arcos Bendis/Maleev e Bendis/Gaydos, funcionaram muito melhor, certeza.

Enfim, um dos pontos altos de Alias são os desenhos do Michael Gaydos. Mesma galeria parisiense que ano passado hospedou aquela retrospectiva épica da Marvel sobre a qual escrevi pro Estadão, a Art Ludique aproveitou o lançamento do seriado e organizou uma exposição com os originais do gibi. Vi lá no tumblr do Bendis e aqui tem mais informações e algumas peças que estarão por lá. Ó uma prévia:

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Destaque / HQ

Uma hora de conversa sobre Will Eisner com Brian Bendis

Além de responsável por alguns dos melhores gibis produzidos nos Estados Unidos nos últimos anos e principal escritor da Marvel, o Brian Bendis é professor de texto para quadrinhos na Portland State University. Semana passada ele passou pros seus alunos o documentário Will Eisner: Portrait of a Sequential Artist. Depois da exibição houve um debate sobre os trabalhos do criador do Spirit, a influência de Eisner na narrativa sequencial e seu legado para a indústria dos quadrinhos. Junto com o Bendis estava o Matt Wagner (responsável pela próxima série do Spirit), o escritor Douglas Wolk e a também professora e pesquisadora da Universidade de Portland Susan Kirtley. Uma hora de papo bem bom:

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Minha cronologia para o Demolidor e o trailer da série do herói para o Netflix

Acho que já comentei por aqui que o personagem da Marvel com as minhas histórias preferidas é o Demolidor. Também sei que já disse sobre a minha relação com cronologias de hqs: cabe ao leitor fazer uma seleção própria dos enredos que compõem a história de cada personagem. Tô longe de ter lido tudo lançado até hoje que seja protagonizado ou tenha participação do Demolidor, mas poucos heróis tem uma cronologia composta por histórias tão canônicas quanto o alter-ego do advogado Matt Murdock.

O conceito criado por Stan Lee e Bill Everett pro herói é ponto de partida pra versão definitiva da origem do personagem, O Homem Sem Medo, escrita por Frank Miller e com desenhos do John Romita Jr. Depois vou pras mais de 30 edições da série do personagem nos anos 80 comandadas por Frank Miller, quando foi concebida a versão que conhecemos do herói. Pulo pra uma das sagas mais dramáticas publicadas pela Marvel, A Queda de Murdock, também com texto de Miller e com a arte do David Mazzucchelli. Putz, que quadrinho. Nos final dos anos 90 tem um arco menor, mas essencial pra essa narrativa, assinado por Kevin Smith e com desenhos do Joe Quesada. Aí vou pra 2001, quando começa o arco de 55 números da revista do Demolidor com roteiro do Brian Bendis e ilustrações do Alex Maleev.

Tenho certeza que vou voltar a reler Demolidor um dia, mas a história do personagem poderia muito bem terminar exatamente no último quadro concebido por Bendis e Maleev. Claro, nem citei as histórias solo protagonizadas pela Elektra com texto do Frank Miller e mais um ou outro bom especial do herói. O negócio é que esses materiais que mencionei são obviamente a fonte de inspiração pros 13 primeiros episódios da série do personagem pro Netflix. Copiado e colado, dá pra ver pelo trailer. Sério: a gente tá distraído pela barulheira toda feita por essa galera dos Vingadores, mas acho que a obra-prima da Marvel fora dos quadrinhos pode muito bem ser essa leva de séries produzidas pelo Netflix.

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O primeiro episódio de Powers na íntegra online

Já comentei por aqui como o Brian Bendis é um dos meus escritores de quadrinhos preferidos. No entanto, a série Powers dele nunca me pegou da mesma forma que seus trabalhos em Alias e Demolidor. O seriado que adapta a história em quadrinho estreou ontem na PlayStation Network e está disponível na íntegra no Youtube. Darei uma chance pra série e até animei a dar uma segunda pro gibi. Assiste aí, também não vi ainda, e depois conversamos sobre. Ó: