Papo com Galvão Bertazzi, autor de Vida Besta: Fim do Mundo: “Gosto dos meus personagens vivendo normalmente em todo esse ambiente incendiário e voraz”

Entrevistei o quadrinista Galvão Bertazzi sobre Vida Besta: Fim do Mundo, coletânea recém-publicada pela editora Mino que reúne a leva mais recente de tiras do autor. Desde 2018 ele incorporou à sua produção o caos e o niilismo do governo Jair Bolsonaro e de uma pandemia que já matou mais de 680 mil brasileiros. Transformei esse papo com o autor em matéria para o jornal Folha de S.Paulo. Você lê o meu texto clicando aqui. Compartilho a seguir a íntegra da minha conversa com Bertazzi: “Comecei a sentir prazer em desenhar os personagens e os cenários pegando fogo” O que…

Galvão Bertazzi fala sobre incêndios, catástrofes e Vida Besta: Fim do Mundo

Desde 1998 o quadrinista Galvão Bertazzi retrata na série Vida Besta a banalidade da vida cotidiana e a falta de um sentido maior para a existência. Nos últimos anos ele incorporou à sua produção o caos e niilismo do governo Jair Bolsonaro e de uma pandemia que já matou mais de 680 mil brasileiros. O álbum Vida Besta: Vida do Mundo reúne as tiras produzidas pelo autor de 2018 para cá, seu periodo mais apocalíptico. Conversei com o autor sobre a coletânea publicada pela editora Mino e transformei esse papo em texto para a Folha de S.Paulo. Você lê o…

Papo com Ed Brubaker, autor de Pulp e Criminal: “De repente, é como se algumas pessoas não quisessem admitir que os nazistas eram os bandidos”

Não lembro do meu primeiro contato com um quadrinho com roteiro do norte-americano Ed Brubaker. Talvez tenha sido Batman – O Homem que Ri ou a série Gotham Central, originalmente publicada em português como Gotham City Contra o Crime. Lembro que gostei muito das duas leituras, mas só passei a dar atenção especial aos trabalhos dele após ler os primeiros encadernados de Criminal, lá para o fim dos anos 2000. Há alguns meses reli os primeiros Criminal, terminei a série e fui atrás de outros títulos do roteirista em parceria com o ilustrador Sean Philips. Me impressiona a regularidade e…

Papo com Jason, autor de A Gangue da Margem Esquerda: “Estamos caminhando para uma catástrofe que mudará tudo. O futuro é muito incerto”

A Gangue da Margem Esquerda é o terceiro álbum do quadrinista norueguês Jason publicado no Brasil. O primeiro trabalho do autor lançado por aqui foi Sshhhh!, coletânea de histórias curtas e mudas que vão do humor ao macabro. Depois saiu Eu Matei Adolf Hitler, sobre um assassino profissional contratado por um cientista para viajar no tempo, matar o líder nazista e impedir o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial. Entrevistei o artista pela primeira vez em 2017, na época do lançamento de Sshhh! por aqui, e, depois, no ano passado, quando Eu Matei Adolf Hitler chegou às livrarias nacionais. Bati agora um novo papo…

Especial Vitralizado: Jason fala sobre A Gangue da Margem Esquerda, os autores da Geração Perdida e o impacto da pandemia no mercado de HQs

“Por que a gente faz quadrinho?”, questiona Ezra Pound a Ernest Hemingway durante uma partida de pingue-pongue no reduto boêmio parisiense do Quartier Latin, em algum momento dos anos 1920. A resposta parte do também quadrinista James Joyce: “É porque líamos quadrinhos quando éramos crianças. Se tivéssemos jogado futebol ou subido em árvores, hoje seríamos normais. Teríamos trabalhos de verdade. Seríamos motoristas de ônibus ou carpinteiros e seríamos felizes”. O autor irlandês encerra com um lamento: “Agora é tarde demais. É a única coisa que sei fazer. Não consigo dirigir um ônibus, nem acertar um prego com um martelo. Mas…