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HQ

Confira a arte de Marcello Quintanilha para o aniversário de 30 anos da Itiban Comic Shop

A Itiban Comic Shop de Curitiba é um dos principais polos dos quadrinhos brasileiros e celebra seus 30 anos de existência no próximo sábado, dia 12 de agosto – você confere outras informações sobre a festa de aniversário clicando aqui. Ainda devo escrever um pouco mais sobre esses 30 anos da Itiban, mas compartilho a arte produzida pelo quadrinista Marcello Quintanilha para celebrar essa nova idade da loja.

E compartilho não apenas por ser um belo trabalho do autor de obras como Talco de Vidro, Tungstênio e Luzes de Niterói, mas também pela arte estar sendo bloqueada no Facebook. Estranho, beeem estranho, viu? Ficam aqui o registro do ocorrido, a celebração do trabalho de Quintanilha e os parabéns à Itiban.

A arte de Marcello Quintanilha para a festa de aniversário de 30 anos da Itiban Comic Shop
Entrevistas / HQ

Papo com Marcello Quintanilha, o autor de Luzes de Niterói: “Do meu ponto de vista, o horizonte apresenta nuvens de tempestade”

Luzes de Niterói é a primeira grande HQ brasileira a chegar às livrarias nacionais em 2019. Publicada na França e em Portugal no final de 2018, a obra de Marcello Quintanilha lançada pela editora Veneta tem 232 páginas coloridas e é livremente inspirada em um dia de caos vivido pelo pai do autor, o ex-futebolista Hélcio Quintanilha, nos anos 50. O álbum também é o primeiro projeto longo longo do quadrinista publicado em português desde Talco de Vidro (2015) e Tungstênio (2014) – nesse intervalo foram lançadas as coletâneas Hinário Nacional (2016) e Todos os Santos (2018).

Eu entrevistei o autor brasileiro residente em Barcelona e transformei essa conversa em matéria para o jornal Folha de São Paulo. Você lê o meu texto para a publicação clicando aqui. Depois, recomendo a leitura do álbum e da entrevista a seguir, a íntegra do meu bate-papo com o quadrinista. Nós conversamos sobre a relação dele com futebol, a produção de Luzes de Niterói, algumas de suas memórias de infância e as impressões dele sobre o governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro. Saca só:

“O aspecto da região foi se solidificando mais e mais para mim a medida em que seus componentes iam dando adeus cotidianamente, dizimados pela locomotiva do progresso”

Um quadro de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta

Luzes de Niterói é o seu primeiro livro longo desde Talco de Vidro e marca um retorno ao mundo dos subúrbios fluminenses, cenário da maior parte das suas histórias curtas. O que essa ambientação representa para você?

Não se pode voltar ao que nunca se deixou para trás. O aspecto da região foi se solidificando mais e mais para mim a medida em que seus componentes iam dando adeus cotidianamente, dizimados pela locomotiva do progresso, a medida em que as fábricas iam fechando as portas, as vilas operárias sendo descaracterizadas, os campos de futebol, loteados. O que resta, vive comigo. Essa ambientação em relação a Luzes de Niterói representa a comunhão com um país que emergia economicamente no período do pós-guerra, com sua característica indústria cinematográfica, repositório de um conjunto de coisas e valores dos quais infelizmente nos afastamos gradativamente, mas que são o alicerce da atual cultura brasileira de massas. Representa também a recuperação do mito do futebol brasileiro oriundo das fábricas, berço do esporte no país.

Um quadro de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta

Luzes de Niterói é a sua HQ mais pessoal?

Não, sob nenhuma hipótese. Todas as minhas histórias advém daquilo que me constituiu como ser humano e não estabeleço uma escala nesse campo — todas são o que eu sou.

Qual a memória mais antiga que você tem da presença de quadrinhos na sua vida?

Os quadrinhos publicados nos jornais nos anos 1970, Brucutu, Dick Tracy, etc.

Qual a memória mais antiga que você tem da presença de futebol na sua vida?

Uma transmissão de rádio. O timbre transistorizado da voz de Jorge Curi retinindo pela casa de luzes misteriosamente apagadas. Anos 1970.

“A coluna vertebral da HQ é integralmente baseada no que ouvi sobre o dia da temporal, assim como toda a atividade intramuros do cotidiano dos jogadores”

Um quadro de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta

O quanto da experiência do seu pai como jogador de futebol você levou para o quadrinho? Há muito dos relatos que você ouviu dele nessa HQ?

Muito, muito, muito. A coluna vertebral da HQ é integralmente baseada no que ouvi sobre o dia da temporal, assim como toda a atividade intramuros do cotidiano dos jogadores.

A literatura brasileira sobre futebol é composta principalmente por crônicas e relatos históricos e jornalísticos. Me refiro a trabalhos assinados por autores como Mário Filho, Nelson Rodrigues e, mais recentemente, Tostão. Há alguns anos foi publicado o livro O Drible, do jornalista Sérgio Rodrigues, um raro caso de literatura brasileira de ficção sobre futebol. Também não são muito comuns filmes com conteúdo ficcional sobre futebol. Você vê alguma particularidade no futebol que dificulta de alguma forma sua representação como obra de ficção?

Não, não vejo. O futebol é apenas mais um item no imenso catálogo de temas que jamais encabeçaram gêneros na ficção brasileira, a ponto de serem exauridos, posteriormente redescobertos e reinventados segundo novos parâmetros, partindo de um arcabouço consistente de histórias serializadas formado ao longo do tempo, em grande medida pela incapacidade por parte de diversos setores da produção de assimilar e, sobretudo, de se apropriar de suas premissas para a conversão em narrativa ficcional ultrapassando noções pré-estabelecidas.

Há uma corrente crescente por parte de fãs de futebol que questionam os rumos do futebol mundial, inclusive aquela que prega o “ódio eterno ao futebol moderno”. O que você pensa a respeito desse tema?

Nada é eterno.

“Meu interesse era criar uma palheta extremamente limitada, objetiva, de saturação média, ao mesmo tempo que nostálgica”

Um quadro de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta

Você mora em Barcelona, cidade sede de um dos times mais tradicionais e conhecidos do mundo, um time com identidade de jogo e ideologia muito característicos, mas também representante desse tão questionado futebol moderno. Pelas suas obras é possível notar uma proximidade grande sua em relação a um tipo de futebol hoje considerado romântico – na falta de uma palavra melhor. A partir dessa perspectiva, você poderia, por favor, falar algumas das suas impressões sobre o Barcelona?

Uma vez sonhei em ser torcedor do Real Madri só para ter a oportunidade de aplaudir o Barcelona de pé no 0-3 da temporada 2005-2006 no Santiago Bernabéu.

Luzes de Niterói é o seu primeiro álbum colorido após três trabalhos em preto e branco. O que motivou o seu retorno às cores?

Novamente, não há um retorno. Esta idéia só faria sentido se a ordem de publicação dos álbuns correspondesse à ordem de confecção efetiva de cada um, o que nem de longe é o caso no que refere a mim. Como já declarei em outras ocasiões, trabalho de modo absolutamente anárquico, posso estar ocupado em vários projetos ao mesmo tempo, com vários registros distintos, de modo que tudo é fruto de um fluxo constante de atividade e álbuns que tenham sido publicados antes, não necessariamente começaram a ser produzidos primeiro. Sei que parece confuso. E é.

Quanto às cores, meu interesse era criar uma palheta extremamente limitada, objetiva, de saturação média, ao mesmo tempo que nostálgica, mas não necessariamente vintage e uma boa parte da pré-produção do álbum foi consumida neste fim.

Um quadro de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta

Quais técnicas e materiais você utilizou para a produção de Luzes de Niterói?

Esboços e finalização em papel, a base de grafite, pastel oleoso e guache e cores digitais.

Eu gosto como você mantém grande parte dos quadros da HQ desalinhados, ele soam para mim como um ruído que intensifica a tensão da obra. Você pode, por favor, comentar esse recurso?

Na verdade, não mantenho grande parte dos quadros desalinhados, mas sim todos eles. Isto decorre do propósito de reforçar o quadro como unidade narrativa, em oposição à idéia de que esta unidade esteja sujeita à página, prescindindo dela como marco rítmico da leitura.

“Minha intenção, se podemos utilizar esta palavra, é a comunicação mais honesta em qualquer etapa da narrativa e todos os estágios da obra são tratados sob os mesmos fundamentos”

Um quadro de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta

Eu gostei bastante de Luzes de Niterói, sendo a minha sequência preferida aquela na qual o Hélcio vê o ‘filme da vida dele’ enquanto tenta retornar à superfície. Enquanto lia, percebi que fui prendendo a respiração junto com o personagem. Foi essa a sua intenção? Houve alguma particularidade na construção dessa sequência enquanto você produzia o quadrinho?

Não, não houve nenhuma. Minha intenção, se podemos utilizar esta palavra, é a comunicação mais honesta em qualquer etapa da narrativa e todos os estágios da obra são tratados sob os mesmos fundamentos. Acredito muito na musicalidade do texto e no papel que esta musicalidade pode desempenhar uma vez codificada em quadrinhos, imbricando seu léxico de símbolos, criando um andamento peculiar, marcado por esse compasso, na minha forma de ver, oposto ao senso comum de ‘efeito cinematográfico’.

“As artes são sempre vítimas preferenciais dos sistemas de governo em contextos de crise, sejam econômicas ou institucionais”

Um quadro de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta

O que você tem lido, ouvido e assistido ultimamente? Há alguma obra em particular, seja filme, livro ou música que tenha chamado sua atenção recentemente?

Of Human Bondage, de John Cromwell; Cidades Mortas, de Monteiro Lobato; Pelote das la Fumée, de Miroslav Sekulic-Struja e Arraial da Curva Torta, com Capitão Furtado.

Desde 1º de janeiro de 2019 o Brasil é governado por um presidente de extrema-direita que acabou com o Ministério da Cultura e promete cortes em políticas públicas e sociais de fomento às artes. Como você acredita que a sociedade brasileira será afetada por essa realidade?

As artes são sempre vítimas preferenciais dos sistemas de governo em contextos de crise, sejam econômicas ou institucionais. Sintomaticamente, nos últimos tempos nos deparamos frequentemente com o diagnóstico de “crise de representatividade” como um dos alicerces da campanha do atual presidente, o que sempre considerei uma afirmação fascinante, porque ela define que a classe política deixou de representar os anseios da população, o que traz implícito a idéia de que em momento determinado ela se constituiu de fato em porta voz das aspirações dos cidadãos. Uma olhadela na história da república, no entanto, nos trará uma percepção ligeiramente diferente dessa.

Do meu ponto de vista, o horizonte apresenta nuvens de tempestade. 

A capa de Luzes de Niterói, HQ de Marcello Quintanilha publicada pela editora Veneta
HQ / Matérias

Luzes de Niterói: Marcello Quintanilha, quadrinhos, futebol e memórias

O mais novo trabalho do quadrinista Marcello Quintanilha finalmente chegou às livrarias brasileiras. Publicado pela editora Veneta alguns meses após seu lançamento na França e em Portugal, Luzes de Niterói é livremente inspirado em um dia de caos vivido pelo pai do artista na década de 50, quando Hélcio Carneiro Quintanilha era jogador de futebol. Tão impactante quanto os trabalhos recentes mais aclamados do quadrinista, Tungstênio e Talco de Vidro, Luzes de Niterói constará em muitas listas de melhores do ano quando 2019 chegar ao fim.

Eu entrevistei Quintanilha sobre as inspirações por trás de seu novo álbum e o desenvolvimento da HQ. Transformei essa conversa em texto publicado hoje, no caderno Ilustrada do jornal Folha de São Paulo. Você lê a minha matéria clicando aqui.

HQ

“Marcello Quintanilha vai tecendo sua pequena história secreta do Brasil”, diz Rogério de Campos sobre Luzes de Niterói, o novo álbum do autor de Tungstênio e Talco de Vidro

Está no ar a campanha de financiamento coletivo do álbum Luzes de Niterói, novo álbum do quadrinista Marcello Quintanilha. O quadrinho será o primeiro projeto longo do autor desde o lançamento de Talco de Vidro, em 2015. Segundo a sinopse oficial do projeto, a HQ marca um retorno de seu autor à cidade onde nasceu e cresceu, Niterói, em uma trama baseada em fatos ocorridos nos anos 50 envolvendo pescadores, futebol, a vedete Luz del Fuego e o primeiro campo naturista do Brasil. A página do projeto no Catarse pode ser acessada aqui.

“É um retorno [de Quintanilha] ao mundo dos subúrbios fluminenses, que foi o cenário da maior parte de suas histórias curtas, que fizeram sua fama”, conta o editor da obra e dono da editora Veneta, Rogério de Campos, em papo rápido por email com o blog. A expectativa é que o livro chegue aos apoiadores da campanha de financiamento coletivo em janeiro de 2019.

Na entrevista a seguir, o editor de Quintanilha fala sobre Luzes de Niterói, comenta o retorno do artista às cores após uma leva recente de publicações em preto e branco, trata da repercussão da adaptação de Tungstênio para o cinema, explica a opção pelo financiamento coletivo e promete novas formas de chegar aos leitores da Veneta em tempos de crise no mercado editorial. Ele também adianta a inclusão de novas opções de recompensas para a campanha de financiamento do quadrinho para os próximos dias. A seguir, Rogério de Campos:

Luzes de Niterói é o primeiro trabalho longo do Marcello Quintanilha desde Talco de Vidro. Quais são as suas impressões em relação a esse quadrinho?

Sim. É a primeira história longa desde Talco de Vidro e, ao mesmo tempo, um retorno ao mundo dos subúrbios fluminenses, que foi o cenário da maior parte de suas histórias curtas, que fizeram sua fama. É um retorno a temas que ele abordou em outros livros. O futebol, a praia, a pesca ilegal, a amizade e seus sacrifícios. Um retorno a seu pai, a experiência dele como jogador de futebol. Nesse reatar das linhas, o Quintanilha vai tecendo sua pequena história secreta do Brasil.

Você é um grande admirador de HQs em preto e branco. Luzes de Niterói marca o retorno do Marcello Quintanilha às cores depois de uma leva recente de quadrinhos em preto e branco. Como você avalia a presença das cores nesse projeto?

O que fazer se os artistas não obedecem a ninguém, muito menos a seus editores? Um dos prêmios da campanha de financiamento coletivo é justamente uma gravura com a reprodução da primeira página da HQ apenas no traço. É uma beleza! Mas além do problema que é a teimosia do Quintanilha, tem o problema dele ser tão talentoso como colorista. O resultado final, colorido, ficou lindo.

Você consegue mensurar o impacto do lançamento da adaptação de Tungstênio para o cinema na recepção dos quadrinhos do Marcello Quintanilha? Vocês notaram mais interesse por parte do público e dos livreiros nas obras assinadas por ele?

Serviu para muita coisa. Mas principalmente para mostrar a um público amplo a dimensão da narrativa de Quintanilha. Mais ainda: para mostrar o nível das novas narrativas dos quadrinhos autorais brasileiros. Imagino que para quem se acostumou a pensar em quadrinhos tendo como referência a produção industrial dos gibis infanto-juvenis norte-americanos deve ter sido uma surpresa.

Luzes de Niterói é a primeira campanha de financiamento coletivo da Veneta. Por que essa opção? Por que essa primeira investida no Catarse com um trabalho do Marcello Quintanilha?

O problema de pagamento das duas grandes redes de livrarias, fez a gente acelerar o trabalho para estrearmos esse modo de financiamento. Mas já há anos que considerávamos fazer isso. E o novo livro do Quintanilha pareceu uma ótima oportunidade: é um livro com 240 páginas, colorido, papel couché, capa dura… enfim, um livro que sairia muito caro se fosse depender apenas da venda em livrarias. Além do mais, deu a oportunidade de fazermos prêmios muito bacanas, as risografias estão ficando muito bonitas e eu finalmente terei um jogo de futebol de botão desenhado pelo Quintanilha!

A Veneta tem planos de investir em outros projetos de financiamento coletivo em seguida a Luzes de Niterói?

Sim! E vamos inventar outras formas de chegarmos aos nossos leitores.

HQ

Sábado (19/05) é dia de lançamento de Todos os Santos e papo sobre Tungstênio com Marcello Quintanilha e Heitor Dhalia em São Paulo

Ó, uma dica de programão pra sábado (19/5) caso você esteja em São Paulo: o quadrinista Marcello Quintanilha estará na sede da editora Veneta (R. Araújo, 124, 1º andar, República), a partir das 15h, para o lançamento do álbum Todos os Santos e para bater um papo com o cineasta Heitor Dhalia e os escritores e roteiristas Marçal Aquino e Fernando Bonassi sobre a adaptação para o cinema da HQ Tungstênio. O filme dirigido por Dhalia está previsto para chegar aos cinemas brasileiro em junho e já vi uns bons elogios sobre a produção. Você confere outras informações sobre o lançamento e a conversa lá na página do evento no Facebook.

Aliás, apesar de estar bem curioso pra assistir essa versão de Tungstênio para o cinema, recomendo sua presença no evento de sábado principalmente por causa de Todos os Santos. Ainda estou lendo o livro, mas adianto que é um projeto editorial muito bem sacado, fazendo um panorama da carreira de um dos quadrinistas mais interessantes do mundo hoje. Deixa passar esse não, viu?

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Sábado (12/5) é dia de lançamento de Todos os Santos, o novo álbum de Marcello Quintanilha, em Curitiba

Caso você esteja em Curitiba no próximo sábado (12/5), o programa do dia será o lançamento de Todos os Santos, novo álbum do quadrinista Marcello Quintanilha, publicado pela editora Veneta. A obra reúne ilustrações, entrevistas e quadrinhos de diferentes fases da carreira de um dos mais celebrados quadrinistas brasileiros da atualidade, autor de clássicos modernos como Tungstênio e Talco de Vidro. O lançamento rola na Itiban Comic Shop (Avenida Silva Jardim, 845), a partir das 16h. Antes da sessão de autógrafos, rola um papo com o autor mediado pelos pesquisadores Liber Paz e Marden Machado. Você encontra outras informações sobre o lançamento lá na página do evento no Facebook.